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Programa de Acessibilidade
No entendimento contemporâneo de que acessibilidade significa oferecer condições de acesso à cultura não só a pessoas com deficiência, mas também àquelas em situação de vulnerabilidade social, o Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a Cielo, por meio da Lei de incentivo do Ministério da Cultura, ampliou seu Programa de Acessibilidade, criado em 2015 (ainda com o nome Manhãs de História), alinhando-se ao pensamento mais avançado de instituições sociais e culturais no mundo.

 

 

Nessa visão atualizada de acessibilidade, os processos desenvolvidos buscam integrar o atendimento a pessoas com deficiências e em situação de vulnerabilidade social ao público em geral, gerando espaços de encontro e diversidade.

O Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake 2017, ao incluir grupos que se encontram em situações de vulnerabilidade social, passa a alcançar crianças e adolescentes abrigados; mulheres com filhos pequenos em situação de rua; idosos em situação de rua ou com limitação de locomoção; adultos em situação de rua; jovens em liberdade assistida; jovens moradores da periferia de São Paulo; profissionais da assistência social responsáveis pela abordagem de pessoas em situação de rua; crianças vítimas de exploração sexual e trabalho infantil, populações LGBT, entre outros.

Para este ano, foram definidas três áreas de atuação: o Instituto Tomie Ohtake e seu entorno; a região do Canindé, em São Paulo; e a cidade de Recife (PE). As ações são realizadas por meio de uma rede de parcerias com instituições públicas e privadas, como escolas, ONGs, equipamentos de cultura, saúde e assistência social que já desenvolvem trabalhos alinhados ao programa.

PROGRAMA DE ACESSIBILIADE EM RECIFE

 

Em 2017 nossas ações ultrapassaram os limites do estado de São Paulo e, através de parcerias locais com instituições culturais e educacionais, passamos a incluir a cidade de Recife e municípios do entorno em nossa programação, de modo a articular novas propostas que apontem necessidades, estimulem o público e promovam debates sobre o conceito expandido de acessibilidade.

As ações acontecem em parceria com Instituições Culturais de Recife como a Caixa Cultural, Museu Cais do Sertão, Paço do Frevo e Cinema da Fundação Joaquim Nabuco/ Museu do homem do nordeste.

 

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ATIVIDADES DO PROGRAMA:

MANHÃS DE HISTÓRIA

Contações de história para crianças de todas as idades com recursos de audiodescrição e intérprete de libras sobre exposições em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, como a da artista japonesa Yoko Ono e outros temas e linguagens variadas de arquitetura, fotografia e arte contemporânea.

Ao longo do ano, haverá também contações de história itinerantes priorizando públicos com restrição de acesso como deficientes intelectuais e idosos com mobilidade reduzida, entre outros

 


NO COLO – ATIVIDADE PARA BEBÊS E FAMÍLIAS
Atividades de descobertas sensoriais para bebês de 0 a 18 meses e suas famílias relacionadas aos temas das exposições em cartaz no Instituto Tomie Ohtake.






CURSOS E FORMAÇÕES
Curso para educadores: Construindo histórias para sentir e ouvir. 

Cursos, palestras e conversas com professores e educadores sociais para atuarem como irradiadores das questões de acessibilidade em seu amplo sentido cultural. Construindo histórias para sentir e ouvir: utilização da contação de história e da audiodescrição como recurso educativo.

 

Curso para educadores: Arte para (com) crianças pequenas – experiências do No Colo
Dirigido a profissionais que atuam com bebês de 0 a 18 meses e primeira infância, o curso Arte para (com) crianças pequenas - experiências do No Colo propõe reflexões e práticas utilizando recursos apropriados para que bebês e crianças pequenas tenham vivências com a arte.

 

 

 

OUVIR PARA VER A CIDADE

Derivas urbanas voltadas para pessoas com deficiência visual, propõem descobertas poéticas partindo de lugares específicos da cidade, exercitando o uso comum de espaços públicos por alunos com diferentes capacidades, com e sem deficiência visual. Um dos objetivos é instigar os grupos a explorarem o espaço urbano e seu patrimônio material e imaterial com foco na criação de autonomia.

 

 


MEDIAÇÕES ACESSÍVEIS
Promovendo continuidade ao ciclo de encontros do ano anterior, o Mediações Acessíveis de 2017 realizará debates, palestras e constituição de parcerias institucionais sobre acessibilidade entre profissionais da cultura, além da divulgação da publicação contendo os textos dos palestrantes que participaram das mesas em 2016.

 

 

VISITAS NAS EXPOSIÇÕES DO INSTITUTO TOMIE OHTAKE

Visitas mediadas são importantes mecanismos para estabelecer diálogos com a diversidade de públicos, resinificando relações entre as pessoas e os conteúdos expostos. As visitas para pessoas com deficiência e outras vulnerabilidades serão realizadas pelos educadores do Instituto Tomie Ohtake utilizando recursos de acessibilidade, objetos táteis, audiodescrição e língua brasileira de sinais para variadas instituições. Especificamente para o atendimento de surdos, um educador, também surdo, realizará as mediações nas visitas e ações propostas pelo programa em dias e horários específicos.

 

 

OFICINAS ACESSÍVEIS
Novas experiências e diferentes perspectivas relacionadas às múltiplas linguagens artísticas serão apresentadas ao longo de 2017 em formato de oficinas, organizadas para proporcionar práticas e reflexões sobre arte para crianças, jovens adultos e idosos com ou sem deficiência nos diferentes territórios propostos pelo programa.

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AUDIOGUIA E VIDEOLIBRAS

Audioguia e videolibras de boas vindas do Instituto Tomie Ohtake com informações básicas sobre as principais exposições em cartaz com disponibilização em equipamentos mp3 e mp4. Os audioguias são excelentes recursos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual assim como favorecem a percepção de pessoas sem deficiência, contendo informações e características visuais de obras, objetos e ambientes. No mesmo contexto, os videolibras são plataformas de comunicação rápida e direta com a comunidade surda, que por meio de vídeos curtos apresentam em LIBRAS conceitos propostos nas exposições e estimulam a língua brasileira de sinais aos ouvintes, que podem aprender o conteúdo com o auxilio de legendas.

 


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