O Instituto Tomie Ohtake celebra a pintura, com obras de Cássio Michalany, Caetano de Almeida e Delson Uchôa
Para celebrar a mais clássica das expressões artísticas, a pintura, o Instituto Tomie Ohtake inaugura exposição dos artistas Cássio Michalany (São Paulo/SP, 1949), Caetano de Almeida (Campinas/SP, 1964) e Delson Uchôa (Maceió/AL, 1956). Segundo o curador, Agnaldo Farias, a mostra reúne três nomes que, com posições diferentes, demonstram a força inesgotável da pintura e sua posição singular na produção contemporânea. As pinturas ocuparão todo andar superior do Instituto, compondo três grandes individuais de cada artista: 32 obras de Cássio, 25 de Caetano e 12 de Delson.
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Aries, 2000
técnica mista s/ tela
Mildred, 2001
técnica mista s/ tela
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Conceito Espacial, 2002
óleo s/ tela
Código 12210, 2002
lápis de cor s/ tela
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O Mundo Plano de Caetano de Almeida é a série de obras (2000/2003) que evidencia o interesse do artista em trabalhar com a história da pintura. “Não bastasse seu talento em operar com o complexo e variado, em trabalhar sobre o excesso, o fato é que a pintura de Caetano de Almeida não se esgota na superfície da tela, mas desce a extratos mais profundos, ao âmago da história da pintura, ou, mais geral, à história do ornamento, do impulso ancestral que levou o primeiro homem a riscar uma linha como devaneio, sem outro interesse que não o enlevo da mente e da mão”, escreve Agnaldo Farias. Ex-aluno e hoje professor da FAAP, Caetano, nesta série, identifica-se com os artistas da geração 90 paulistana que trabalham com citações e, em Mundo Plano, as sua obras comentam o abstracionismo de Volpi, Lygia Clark, Pollock, Matisse, Oiticica, Mondrian, Malevitch, Max Bill e Vassarely.
Texto ensaístico de Rodrigo Moura
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