 |
 |
O Instituto Tomie Ohtake celebra a pintura, com obras de Cássio
Michalany, Caetano de Almeida e Delson Uchôa
Para celebrar a mais clássica das expressões artísticas, a pintura, o
Instituto Tomie Ohtake inaugura exposição dos artistas Cássio
Michalany (São Paulo/SP, 1949), Caetano de Almeida (Campinas/SP,
1964) e Delson Uchôa (Maceió/AL, 1956). Segundo o curador, Agnaldo
Farias, a mostra reúne três nomes que, com posições diferentes,
demonstram a força inesgotável da pintura e sua posição singular na
produção contemporânea. As pinturas ocuparão todo andar superior do
Instituto, compondo três grandes individuais de cada artista: 32 obras de
Cássio, 25 de Caetano e 12 de Delson.
Cássio Michalany, ao contrário do universo imagético colorido que nos
circunda, foi buscar nas cores mais triviais a sua força poética. “O artista
evita as cores mais gritantes, as cores cuja expansividade nos agarra pela
gola, preferindo, em seu lugar, aquelas menos ‘artísticas’, mais sóbrias,
tão triviais quanto os cinzas das estantes metálicas, o branco das
fórmicas que revestem os armários, o preto dos objetos sobre a mesa”,
escreve Farias. Cássio Michalany, com sua postura discreta, mesmo já
tendo participado importantes mostras, como da XIX Bienal
Internacional de São Paulo, é um artista mais cultuado no meio, o que
fez o crítico Rodrigo Naves a chamá-lo de “o pintor de pintores”. Esta
exposição é uma oportunidade de o público conhecer parte representativa
de sua obra recente que, em 2001, foi registrada em livro, “Cássio
Michalany – Pinturas”, pela editora Cosac & Naif. Arquiteto da FAUUSP
de formação, o artista há vinte anos se dedica à pintura. O interesse
pela arte começou na década de 60, quando aluno de Luiz Paulo
Baravelli e Frederico Nasser, passando, de 1969 a 1985, à condição de
professor de desenho, no Curso Universitário, na Faculdade Farias Brito,
no Iadê e no MAM/SP.
Texto ensaístico de Agnaldo Farias
|
|
|

|
|
 |
 |
|
|