O Instituto Tomie Ohtake celebra a pintura, com obras de Cássio Michalany, Caetano de Almeida e Delson Uchôa

Para celebrar a mais clássica das expressões artísticas, a pintura, o Instituto Tomie Ohtake inaugura exposição dos artistas Cássio Michalany (São Paulo/SP, 1949), Caetano de Almeida (Campinas/SP, 1964) e Delson Uchôa (Maceió/AL, 1956). Segundo o curador, Agnaldo Farias, a mostra reúne três nomes que, com posições diferentes, demonstram a força inesgotável da pintura e sua posição singular na produção contemporânea. As pinturas ocuparão todo andar superior do Instituto, compondo três grandes individuais de cada artista: 32 obras de Cássio, 25 de Caetano e 12 de Delson.

As pinturas em dimensões monumentais (2000/2003), do alagoano Delson Uchôa, exaltam a cor e a luz da atmosfera refletidas no universo de sua cidade natal, Maceió. Delson passou um período morando entre a França e a Alemanha e depois fincou raízes em Maceió, de onde brota a sua obra, expressão de sua condição latina, brasileira, alagoana, porém, sem provincianismos ou para alegar estéticas puras, conforme aponta o curador. Delson, um dos artistas que participaram da emblemática mostra Como Vai Você Geração 80?, no Parque Lage (RJ), é mais atuante no circuito do Rio de Janeiro e de Recife, onde vem participando de coletivas e individuais e, em 1998, participou do núcleo histórico da XXIV Bienal de São Paulo. “O artista fabrica pinturas em camadas superpostas, pinturas sobre pinturas, de tal modo que conhecê-las significa visitá-las, habitar momentaneamente um ambiente de alta temperatura e festejar o contato íntimo com a cor”, escreve Farias.

Texto ensaístico de Agnaldo Farias
 
Catolé, 2000/2003
acrílica s/ lona e fibra vegetal
 
 
Tudo o que Reluz é Ouro, 2000/2003 acrílica s/ lona, plástico e percevejos
  Vergel, 2000/2003
acrílica s/ lona
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