“Paraísos Possíveis” de Dias & Riedweg, no Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de
Agnaldo Farias, é a primeira grande mostra do duo de
artistas na cidade de São
Paulo. A exposição apresenta
um conjunto de dez obras realizadas entre 2006 e 2009,
sete inéditas no Brasil. São videoinstalações e fotografias
em torno do conceito de
paraíso – paraísos da história, paraísos do futuro, paraísos
da percepção, paraísos em
trânsito, paraísos-fuga,
paraísos-gueto,paraísos
possíveis.

Seguindo o tema recorrente
de sua obra, a alteridade,
Dias & Riedweg apresentam nesta exposição diferentes possibilidades de entendimento
e novas indagações sobre as relações humanas em seus territórios, suas relações com seus habitats e contextos,
não somente no aspecto sociopolítico, mas, sobretudo,
no aspecto subjetivo. Do frenesi do quadril no guetoisado baile funk carioca abordado na obra “Funk Staden” (comissionada para a 12a Documenta de Kassel), ao silêncio face ao desaparecimento da pequena
ilha de Fugloya no Pólo
Norte em “Juksa”, ou ainda
no incansável cruising no
deserto de Maspalomas em “Paraíso Cansado”, os artistas apresentam uma seleção de
obras que investiga as relações do desejo com a paisagem.

Maurício Dias (Rio de Janeiro, 1964) e Walter Riedweg (Lucerna, Suíça, 1955) trabalham juntos desde 1993
e participaram de algumas das mais importantes exposições
de arte contemporânea internacionais, tais como a 12a Documenta de Kassel
(2007), a Bienal de Veneza (1999), entre outras bienais: Havana (2003), Mercosul (2003), Liverpool (2004), Xangai (2004), Gwanjú (Coréia do Sul, 2006) e Tenerife
(2009). Com individuais de grande formato realizadas no CCBB do Rio de Janeiro, no MACBA de Barcelona, Kiasma
em Helsinque, no Le Plateau
de Paris e no Americas Society, de Nova York, a dupla se consolidou no cenário de arte contemporânea internacional como autora de um trabalho pioneiro de arte pública e vídeo.

Dias & Riedweg são conhecidos dos paulistanos desde a
Bienal da Antropofagia, em
1998. Depois houve trabalhos pontuais marcantes como
as videoinstalações “Os Raimundos, Severinos e Franciscos” e “Belo é também tudo aquilo que não foi visto” respectivamente na 24a e
25a Bienal de São Paulo, bem como “Mera Vista Point” no
Arte Cidade 4, em 2002. Os artistas participaram ainda
de coletivas importantes
na cidade: “Territórios Expandidos” no SESC Pompéia, “Por um Fio” “no Paço das
Artes, “Emoções Artificiais”
no Itaú Cultural, “Rotativa”
na galeria Fortes Vilaça e em algumas das “Paralelas”. Em 2005 realizaram sua primeira individual em São Paulo,
“Cabra Criada”, ocupando
toda a Galeria Vermelho, que atualmente os representa no
País. Em 2007 receberam o prêmio do Festival Vídeo Brasil com o trabalho “Juksa”.
EXPOSIÇÃO
30 julho a 27 setembro 2009
Terça a domingo, das 11 às 20 horas
Entrada gratuita
AÇÃO EDUCATIVA
Agendamento das 9 às 18 horas
de visitas orientadas com atividades educativas paragrupos previamente marcados. Cursos de pintura,escultura,
desenho, vídeo, teoria da arte, música,
literatura, filosofia e curso para
professores da rede pública e privada sobre ensino da arte.
Telefone 11 2245 1937
FLYER
Distribuição gratuita aos
visitantes da exposição