A coleção João Sattamini, reconhecida dentre as mais importantes do Brasil, e que
hoje está abrigada no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, cobre um
período que vai desde últimos artistas modernos até a produção de
agora. Abrange, portanto, momentos decisivos de nossa história da
arte como a emergência local da arte abstrata ou ainda a
subversão de técnicas e meios artísticos convencionais,
como o desenho, a pintura e a escultura,
introduzindo instalações, performances, obras
realizadas com materiais efêmeros, ou
mesmo obras cuja importância
reside mais no conceito que
em sua materialidade.
Tomie Ohtake 1963
Sem Título
Iberê Camargo 1964
Forma Rompida I

Esta exposição não pretende realizar uma análise
exaustiva ou esgotar as múltiplas possibilidades de leituras
oferecidas por este rico acervo. Outrossim, objetiva levar ao público
uma amostragem de obras das mais significativas passagens da arte brasileira.
Assim, ao visitar os espaços expositivos do Instituto Tomie Ohtake, o visitante fará uma
breve embora luminosa viagem pelo tempo. Seu percurso iniciará pelos anos 50, quando houve a
emergência dos nossos artistas abstratos, divididos entre a vertente informal, de raiz expressionista, aos
geométricos. Também conhecidos como Concretistas. Posteriormente ele se deparará
com o fértil experimentalismo dos anos 60 e70 que, de saída estimulado simultaneamente pela Pop Art
americana e pelo clima político instaurado pela ditadura militar, encerraria o período apostando numa expressão cada
vez mais cerebral. Por último, sob o título geral de Novos Debates, o visitante será introduzido a uma visão do que de melhor se
produziu nas últimas duas décadas, com especial destaque a retomada da pintura, fenômeno que acompanhou um
movimento internacional, até o arrefecimento desse entusiasmo e a subseqüente experimentação no cruzamento de linguagens.
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