EXPOSIÇÃO
22 maio a 5 julho 2009
Terça a domingo, das 11 às 20 horas
Entrada gratuita
AÇÃO EDUCATIVA
Agendamento das 9 às 18 horas de visitas orientadas com atividades educativas para grupos previamente marcados. Cursos de pintura, escultura, desenho, vídeo, teoria da arte, música, literatura, filosofia e
curso para professores da rede pública e privada sobre ensino da arte. Telefone 11 2245 1937
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Distribuição gratuita aos visitantes da exposição
O Instituto Tomie Ohtake traz ao Brasil a primeira grande retrospectiva da obra de Saint Clair Cemin, esse gaúcho de Cruz Alta, um dos poucos artistas brasileiros que primeiramente foram consagrados fora do país. Depois de estudar em Paris na década de 70, mudou-se para Nova York, onde a partir de 1983, quando se tornou escultor, conheceu a fama e foi reconhecido no mundo todo, até mesmo na China, onde mantém um ateliê.
Com curadoria de Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli Visconti, Da pureza ao enigma – Escultura de Saint Clair Cemin reúne cerca de 40 trabalhos, em diversos materiais, como bronze, cobre, gesso, cerâmica, madeira, aço, acrílico, tijolo. A mostra constrói o panorama de uma produção que reverbera a influência de artistas como Aleijadinho, passando por Antoni Gaudí, Paul Gauguin e até Joseph Beuys, para criar uma obra exuberante e absolutamente original. Segundo os curadores, o artista faz uso erudito de materiais, técnicas e estilos variados, como a demonstrar que o presente pode ser o centro de convergência de todos os passados, por longínquos que sejam.
Já para o crítico espanhol Omar-Pascual Castilho, artistas como Cemin estabeleceram novas estratégias estéticas para propiciar novos diálogos, nos quais o passado e o presente convivem em um território de tolerância, dicotômico, mas tolerante e democrático, um território carregado de humor, ironia e, sobretudo, de prazer. Para Agnaldo Farias, de fato, como Cemin gosta de comentar, a variedade de caminhos e referências experimentadas por ele, leva alguns dos visitantes de suas exposições a perguntar “quem são os artistas que integram a coletiva?”. “Nesse sentido, uma exposição de suas obras, com a amplitude dessa oferecida pelo Instituto Tomie Ohtake, será um sopro de liberdade num meio artístico que, embora pulsante e muito produtivo, tem, por falta de informação, muitas ‘proibições’ sobre o que se pode ou não fazer”, afirma o curador brasileiro.
As esculturas de Cemin têm sido exibidas por todo o mundo em museus e exposições, como no Institute of Contemporary Art (Boston), no Stedelijk Museum (Amsterdam), na Bienal de 1989 do Whitney Museum of American Art (Nova York), na IX Documenta de Kassel, em Kunsthalle (Basel), na 22ª Bienal de São Paulo, no Fogg Art Museum (Cambridge, Massachusetts) em 1994 e, em 1999, na The Menil Collection, Texas.
Ele realizou exposições individuais no Hirschhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian Institute (Washington, DC), Museo de Arte Contemporaneo (Monterrey, Mexico), The Center for the Fine Arts (Miami), The Birmingham Museum of Art (Alabama), no The Arts Club of Chicago, Lever House (Nova York) e no Museu de Arte Moderna da Cidade do México. Seu trabalho está incluído nas coleções do Whitney Museum of American Art (Nova York), Museum of Contemporary Art (Los Angeles), no Fonds Nacional d´Art Contemporain (Paris), dentre muitas outras.
Entre outros, recebeu o prêmio Open Air Museum, em Hakone, no Japão, em 1995. Saint Clair Cemin freqüentemente expõe na Brent Sikkema Gallery de Nova York. Importantes publicações sobre o artista foram editadas como Saint Clair Cemin – Sculptor from Cruz Alta, grande monografia escrita por Richard Millazo, publicada pela editora de sua galeria em NY, Brent Sikkema. O livro de autoria do artista, Fragments of a Mind: Stories and Comments on Art 1987-2004, foi editado pela Edgewise Press.