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Gillian Wearing trabalha com vídeo e
fotografia desde o início dos anos 90.
Pertencente à geração ‘YBA’, ela obteve
significativa fama internacional e ganhou o
prêmio Turner de 1997. Em geral, ela aborda
estranhos nas ruas ou por meio de anúncios
classificados em jornais e revistas e colabora
com eles para criar narrativas sobre pessoas
reais. Em parte inspiradas pelos documentários
chamados ‘reality shows’, em que pessoas são
filmadas dentro de sua própria casa, as obras de
Wearing exploram a divergência entre
identificação privada e expressão pública, entre
aqueles aspectos de si mesmas que as pessoas
tentam esconder e aqueles que querem revelar.
Muitas de suas obras se centram em torno de
relações impressionantemente viscerais e
psicológicas entre membros da família.
Sacha and Mum foi uma das primeiras obras
em que Wearing usou atores para seguir seu
roteiro, em vez de pedir a membros do público
para revelar-lhe algo sobre eles mesmos. A obra
retrata uma mãe e uma filha presas numa
batalha física e emocional. Os sons originais
são amplificados e tocados de trás para a
frente, resultando em murmúrios e grunhidos
perturbadores e estridentes, impossíveis de
serem identificados. A dificuldade que o
espectador experimenta em tentar distinguir
entre os gestos ternos e os gestos violentos
reflete a confusão que freqüentemente sentimos
nas relações familiares em que amor e
hostilidade podem ser difíceis de separar.
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