Sam Taylor-Wood

1995
Brontosaurus
Vídeo
Brontosaurus


Sam Taylor-Wood trabalha com fotografia, filme, vídeo
e som, com freqüência combinando mais de uma dessas
mídias. Em muitos de seus filmes e vídeos, o
espectador é confrontado com temas solitários humanos
numa variedade de estados emocionais e físicos.

Taylor-Wood reconheceu a influência de Andy Warhol
como um artista que fazia filmes, particularmente
quanto ‘ao uso que fazia do tempo real, do ato de ligar
a câmera e deixar correr o tempo’. Brontosaurus (1995)
reflete essa influência pelo uso de uma única câmera,
estática, e uma edição mínima para filmar um jovem nu
dançando sozinho no canto de um quarto. Num outro
eco de Warhol, Taylor-Wood usa amigos e atores
amadores, bem como profissionais, em seus filmes.

Os movimentos do homem nu em Brontosaurus são, às
vezes, desengonçados, e, outras vezes, estranhamente
graciosos. Fato excepcional na obra de Taylor-Wood, o
vídeo é mostrado em câmera lenta, e não em tempo
real. O homem, filmado num lugar privado, parece
estar completamente absorto, alheio a tudo exceto o
ritmo da música. É incerto se ele está atuando para a
câmera ou se o filme documenta sua reação autêntica à
música. Na verdade, ele não está nem dançando ao som
da música que ouvimos na galeria – o ‘Adágio para
cordas’ elegíaco de Samuel Barber –, mas está
dançando ao som de música techno, que foi removida
da trilha sonora. Esse deslocamento surpreendente de
imagem e som torna os movimentos lentos do homem
curiosamente tocantes. Além disso, há o aspecto
inesperado da própria imagem, uma figura masculina
nua, tão raramente tema da arte, tornada mais
vulnerável pelo olhar feminino de Taylor-Wood.