A Bigger Splash



Instituto Tomie Ohtake

BrasilConnects

Tate

British Council

Cultura Inglesa



Realizada numa associação do Instituto Tomie Ohtake e da BrasilConnects com o British
Council, a exposição A Bigger Splash, título da famosa pintura de David Hockney
surpreendentemente protagonizada por uma piscina, oferece um panorama da arte
britânica nunca visto em nosso país.

Todas as obras fazem parte da Tate, o grande museu britânico de artes plásticas e estão
na Tate Modern, novo espaço que abrange obras só do século XX.


Uma Seleção de Arte Britânica da Coleção Tate 1960-2003

A Oca, excepcional pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, recebe um expressivo
conjunto de pinturas, esculturas e instalações. O ponto de partida é a atmosfera sombria
do imediato pós-guerra que produziu Bacon e Freud. O clima se desanuvia com a
chegada do Pop de Hamilton, a figuração de Hockney e Kitaj, e a abstração sensual da
escultura de Caro e das telas de Riley. A variedade de matizes prossegue daí em diante,
até as esculturas dos anos 80, que recolocaram a arte britânica na ordem do dia, para
desaguar na febre dos Jovens Artistas Britânicos – YBAs – a maioria deles, Damien
Hirst à frente, formada no Goldsmiths College, praticante de uma arte que não hesita em
abolir as fronteiras entre as diversas formas de expressão e que passeia desinibida entre o
escândalo e a publicidade.


Vídeos e Vídeo-Instalações

Por estar mais afinada com seu espírito, o Instituto Tomie Ohtake optou por exibir a
íntegra do conjunto de vídeos e vídeo-instalações. “Esta é mais uma iniciativa do
Instituto Tomie Ohtake de trazer trabalhos de um dos mais prestigiados espaços da arte
contemporânea internacional e proporcionar ao público brasileiro acesso a uma
excepcional coleção de videoarte”, declara Ricardo Ohtake, diretor do Instituto. Sete
artistas representados por sete obras, todas elas fundadas na imagem produzida por
meios eletrônicos, obras de corpo imaterial e que curiosamente investigam aspectos
relacionados com o corpo do homem e da mulher contemporâneos. Pertencentes
praticamente à mesma geração que estourou nos anos 90, Mona Hatoum, Mark
Wallinger, Douglas Gordon, Tracey Emin, Gillian Wearing, Lucy Gunning, Sam Taylor-
Wood demonstram a pertinência e a profundidade de problemas abordados pela imagem
fílmica longe dos padrões do cinema clássico.


Experimentando Linguagens

Experimentando os fundamentos da cinematografia, como a edição da imagem e do som,
a alteração de velocidade, a busca de novas soluções narrativas entre o documentário e a
ficção; incorporando, em alguns casos, elementos da dança e do teatro, jogando com a
noção de realidade, esses artistas debruçam-se sobre novos ângulos de questões tão
diversas quanto a supressão da palavra, os paradoxos e a inacessibilidade de discursos
como os religiosos, o inventário, a purgação e a semiparalisia provocados por traumas
pessoais ou mesmo de desconhecidos que atenderam ao chamado de um anúncio
classificado, a ambigüidade da natureza do contato físico entre os membros de uma
família, a reinvenção do movimento corporal, maneira de estar no mundo.



Veja o Texto ensaístico


Tracey Emim Tracey Emim
Douglas Gordon Douglas Gordon
Lucy Gunning Lucy Gunning
Mona Hatoum Mona Hatoum
Sam Taylor-Wood Sam Taylor-Wood
Mark Wallinger Mark Wallinger
Gilian Wearing Gilian Wearing