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A gravura é outra técnica que a artista domina desde o final dos anos 60 e que resulta também em um trabalho extremamente maduro e inovador: faz série em grandes formatos, transforma a gravura em objeto e, ainda, recentemente, produz obras que avançam de um plano ao outro, ortogonal, criando, nesta confluência de 90 graus, um espaço novo para a sua arte. Com este seu experimentalismo incomum para a técnica milenar, suas gravuras também ganharam reconhecimento internacional, desde 1972, quando foi convidada a participar da sala Grafica D’Oggi na Bienal de Veneza - exposição que contou com a presença dos mais importantes artistas do mundo, como os norte-americanos da Pop Art -, além de sua participação na Bienal de Gravura de Tóquio, em 1978, tradicional mostra internacional desta técnica. |
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Além da pintura e da gravura, Tomie tem realizado esculturas em grandes dimensões para espaços públicos e, desde a 23ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1995, quando teve uma sala especial de esculturas, vem expandindo sua produção tridimensional. Hoje, 27 obras públicas de sua autoria fazem parte da paisagem urbana de algumas cidades brasileiras. Em São Paulo, parte delas se tornaram marcos paulistanos, como os quatro grandes painéis da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, a escultura em concreto armado na avenida 23 de maio e a pintura em parede cega no centro, na Ladeira da Memória. |
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Desde a década de 60, a participação da obra de Tomie nos principais espaços da arte nacionais e internacionais se amplia permanentemente. Está presente em cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo, conquista 28 prêmios, realiza cerca de 50 individuais e 85 coletivas, no Brasil e no exterior. No País, torna-se um fenômeno raro, alcançando uma popularidade
incomum para um artista plásticocuja obra ao mesmo tempo é respaldada pelos principais críticos de arte. Um exemplo disto foi a sua marcante primeira retrospectiva realizada no Museu de Arte de São Paulo - MASP, em 1983, quando, até então, o professor Bardi nunca havia assistido, no museu que dirigia, um sucesso tão estrondoso para uma mostra individual, quando na abertura compareceram mais de 4.000 pessoas. Hoje, a relevância de Tomie no cenário das artes plásticas brasileiras reafirma-se na abertura de um centro cultural com seu nome, o Instituto Tomie Ohtake, homenagem extraordinária a um artista em franca produção |
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“A obra de Tomie Ohtake, como trajetória íntegra e integral, tem enfrentado o desafio de construir um tempo reconciliado entre a sabedoria de uma tradição e a experiência visual do sujeito moderno. Sua obra parece buscar em nosso olhar um haicai perdido”, escreve o crítico Paulo Herkenhoff, curador do MoMA Museum of Modern Art, Nova York (setembro, 2002). |