Aglomeração Antonio Henrique Amaral


A exposição-processo realizada virtualmente pelas redes sociais de junho a outubro, com a reabertura dos centros culturais ganha espaço no Instituo Tomie Ohtake e pode ser visitada a partir do dia 07 de novembro, de sexta a domingo, das 12h às 17h.  

O projeto, do curador Paulo Miyada em parceria com o Instituto Antonio Henrique Amaral, aprofundou a obra, quase premonitória do momento atual, de um dos principais artistas brasileiros do século XX. 

Do momento de lançamento do projeto até a reabertura foram produzidos e divulgados semanalmente nas redes do Instituto Tomie Ohtake conteúdos sobre as obras do artista, com destaque para sua produção em papel (gravuras, desenhos e estudos). Esses conteúdos incluíram análises de obras, reflexões históricas, digressões ensaísticas e trocas de imagem e palavra com artistas jovens convidados a responder a obras específicas do artista. 


         “Ao longo de alguns meses, publicamos um material substancioso, uma resposta sensível às incertezas deste momento em que nos vemos ameaçados por um bestiário de monstros visíveis e invisíveis e um fértil solo para as futuras iniciativas de investigação e apresentação de Antonio Henrique Amaral a serem desenvolvidas a partir de seu vasto legado”, afirma Miyada.


Diversas facetas do encontro de sua obra com o presente foram exploradas em postagens, agora, com projeto similar a uma sala de estudo, Aglomeração Antonio Henrique Amaral chega à sede do Instituto Tomie Ohtake. A exposição revela alguns materiais inéditos, ao lado de itens consagrados como o álbum de gravuras O meu e o seu (1967). Ao todo são 12 pinturas, 17 gravuras e 65 desenhos, além de cadernos, agendas, correspondências fotografias e impressos que constituem uma pequena amostra do acervo deixado pelo artista. 

Participam ainda do projeto artistas contemporâneos comissionados a produzirem obras instigadas pelo contato com a produção de Antonio Henrique Amaral: Ana Elisa Egreja, Antonio Obá, Deyson Gilbert, Flora Rebollo, Igi Lola Ayedun, Julia Debasse, Luiz Queiroz e Raquel Nava. 


Para seguir as postagens da série, acompanhe os canais digitais do Instituto Tomie Ohtake ou a hashtag            #aglomeracaoantoniohenriqueamaral



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Imagem: Antonio Henrique Amaral, Diálogo Frustrado, 1967, Xilogravura, 40 x 70 cm.