O Fio de Ariadne

De 24 de abril a 11 de julho de 2021. 

De terça a domingo, das 12h às 17h. Entrada franca.

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O Fio de Ariadne
 

A exposição traz obras do artista gaúcho há décadas não exibidas ao público 


Com curadoria de Denise Mattar e Gustavo Possamai, a mostra revela 36 cerâmicas e oito tapeçarias de grandes dimensões, obras de Iberê Camargo que não são expostas há cerca de 40 anos e que estão em coleções públicas e particulares de Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Acompanham a exposição cartões e gravuras e uma linha do tempo em referência à urdidura feminina que apoiou o trabalho do pintor ao longo de sua história.

 


Movimento, 1976
produzida com a colaboração do ateliê de Maria Angela Magalhães
tecelagem com fios de lã, seda e algodão tingidos sobre tela de algodão
167 x 208 cm
coleção Gente Seguros, Porto Alegre
Foto: Carlos Stein_VivaFoto 


sem título, 1960
esmalte cerâmico sobre travessa de porcelana industrial
25,5 x 36 cm
coleção Marsiaj Quinto di Cameli, Porto Alegre
Foto: Fabio Del Re_VivaFoto

Durante as décadas de 1960 e 1980, além de sua intensa produção em pintura, desenho e gravura, Iberê Camargo realizou trabalhos em cerâmica e tapeçaria. Eles respondiam a uma demanda do circuito de arte, herdada da utopia modernista que preconizava o conceito de síntese das artes; uma colaboração estreita entre arte, arquitetura e artesanato. 

 


Signos, c.1975

produzida com a colaboração do ateliê de Maria Angela Magalhães

tecelagem com fios de lã, seda e algodão tingidos sobre tela de algodão

152 x 246 cm
coleção Ana Maria e Carlos Fragoso Senra, Lisboa

Foto: José Manuel Costa Alves


sem título, 1960
esmalte cerâmico sobre travessa de porcelana industrial
25,3 x 36 cm
coleção particular, Porto Alegre
Foto: Fabio Del Re_VivaFoto

 

Com assessoria técnica das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, o artista realizou, nos anos 1960, um conjunto de pinturas em porcelana com resultados surpreendentes. Na década seguinte selecionou um conjunto de cartões que foram transformados por Maria Angela Magalhães em impactantes tapeçarias. 


sem título, 1975
produzida com a colaboração do ateliê de Maria Angela Magalhães
tecelagem com fios sintéticos, de lã, seda e algodão tingidos sobre tela de algodão
127 x 191 cm
coleção Roberto Marinho/Instituto Casa Roberto Marinho
Foto: Jaime Acioli


sem título, 1965
esmalte cerâmico sobre prato de porcelana industrial
diâmetro: 21 cm
coleção particular, Porto Alegre
Foto: Fabio Del Re_VivaFoto


A mostra é complementada por uma cronologia ilustrada, apresentando algumas das mulheres que marcaram presença na vida de Iberê, por meio de fotos, biografias e depoimentos: a esposa Maria Coussirat Camargo; as artistas Djanira, Regina Silveira e Maria Tomaselli; a tapeceira Maria Angela Magalhães; as ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck; as gravadoras Anna Letycia, Anico Herskovits e Marta Loguercio; a escritora Clarice Lispector; a galerista Tina Zappoli; a produtora cultural Evelyn Ioschpe; a cantora Adriana Calcanhotto e a atriz Fernanda Montenegro.

Crédito das imagens:
Pierre Coulibeuf
(Elbeuf, França, 1949)
Dédale, 2009
filme 35mm transferido para HD Digital file
26 min 40 s

Acervo Fundação Iberê 


Na montagem, agora realizada no Instituto Tomie Ohtake, será incluído o filme Dédale, do artista e diretor francês Pierre Coulibeuf. A obra, que integra o acervo da Fundação Iberê, foi produzida em 2009 a partir de filme 35mm, inspirada no universo artístico e criativo de Iberê Camargo e realizada através de um projeto curatorial de Gaudêncio Fidelis. Comissionada pela Fundação Iberê, Dédale é uma construção circular e descentrada, na qual o prédio representa uma mise en abyme, uma reflexão infinita para dentro de si mesma, e levará para o espaço expositivo de São Paulo a presença marcante do labirinto, na visão asfixiante, contundente e poética de Coulibeuf.











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