Conversas de Ignição: Conspirações para Criar e Resistir Juntxs


Em uma imersão de três dias na Escola Entrópica do Instituto Tomie Ohtake, grupos e coletivos atuantes no amplo campo da arte compartilham seus percursos e provocações que reinventam as formas de produzir e de se articular frente às questões do tempo presente.

 

17 de outubro, 19h às 22h
18 de outubro, 19h às 22h
19 de outubro, 14h às 17h e 18h às 21h

Vagas: 70

Valor: 3 parcelas R$ 60,00



PROGRAMAÇÃO:

 

17 de outubro, 19h às 22h

 

CIA TEATRAL UEINZZ é território cênico para quem sente vacilar o mundo. Como em Kafka, faz do enjoo em terra firme matéria de transmutação poética e política. No conjunto, há mestres na arte da vidência, com notório saber em improviso e neologismos; especialistas em enciclopédias marítimas, trapezistas frustradas, caçadores de sonhos, atrizes interpretativas. Há também inventores da pomba-gíria, incógnitas musicais, mestres cervejistas e seres nascentes. Vidas por um triz se experimentando em práticas estéticas e colaborações transatlânticas. Comunidade dos sem comunidade, para uma comunidade por vir.

 

 Ana Goldenstein Carvalhaes é performer da Cia Teatral Ueinzz, grupo com o qual participou de muitos festivais nacionais, além das diversas experiências cênicas no exterior. Publicou o livro Persona Performática (Ed. Perspectiva, 2012). Docente, pesquisa criação de diferença em performances, com foco em work in process, copoiesis, e subjetividade. É doutora pelo Núcleo da Subjetividade (PUC-SP) e mestra em Estética e História da Arte (USP).

 

 Erika Inforsato é atriz e integra a equipe de coordenação da Cia Teatral Ueinzz. É pesquisadora e docente do Laboratório de Estudos e Pesquisa Arte, Corpo e Terapia Ocupacional (PACTO) da FMUSP.

 

 

SLAM MARGINÁLIA é uma batalha de poesia organizada por e para pessoas trans, não binárias e gênero dissidentes. Acontece toda primeira quinta-feira do mês na frente do mosteiro da São Bento às 19h. Já passaram pelos nossos microfones Monna Brutal, Jupat, Rosa Luz e outres. Em menos de um ano, o Marginália já realizou edições especiais no CCJ, na Biblioteca Mário de Andrade e no Sesc 24 de Maio.

 

 Carú de Paula Seabra é psicólogo, trabalhador do SUS e da Saúde Mental, atuando com dependência química e redução de danos, poeta, colagista, um corpo desvairado que redescobre o possível nos territórios pelos quais perpassa. Integrante do Slam Marginália.

 

 PRETO TÉO é poeta, slammer, ator e produtor cultural. É autor do livro EP (Padê Editorial, 2018). Proprietário da Sankofa Produções, empresa voltada para a articulação e impulsionamento de artistas da cena literária. Se reivindica enquanto bixa transmasculina e é integrante do Slam Marginália.

 

 Júlia Bueno é psicóloga, especialista em psicologia política, trabalhadora do centro de referência LGBTI Luís Carlos Ruas, psicóloga clínica na clínica LGBT, redutora de danos pelo projeto ResPire, membra da rede nacional de feministas antiproibicionistas (RENFA), uma das organizadoras do Slam Marginália e escritora do livro Amor e Revolta.

 

 Abigail Campos Leal atua entre os limites da filosofia, poesia, ativismo literário e lutas antirracistas e transfeminismo, além de compor a organização do Slam Marginália. É mestra em Ética Aplicada pela UFF e mestra em Filosofia pela UFRJ. Ativista literária e proletária cultural. Transfeminina, gorda e vegetariana, adora dançar, treinar defesa pessoal, rebolar a raba e cozinhar.

 

 

18 de outubro, 19h às 22h

 

GRUPO INTEIRO reúne diferentes práticas e repertórios nos campos da arte, design, aprendizagem, arquitetura e tecnologia. Composto por Carol Tonetti, Cláudio Bueno, Ligia Nobre e Vitor Cesar, desde 2014, coloca-se como uma encruzilhada. Procura assim multiplicar caminhos e instaurar condições de diálogos públicos através de proposições estético-políticas informadas por diferentes redes, plataformas e projetos, realizados por seus integrantes e colaboradores, como: Basemovel, Contracondutas, Explode!, Intervalo-Escola, exo experimental org., Reverso etc.

 

 Carol Tonetti é arquiteta, mestra em Projeto, Espaço e Cultura pela FAU-USP (2013) e doutoranda no mesmo programa. É professora na Escola da Cidade desde 2004, onde atualmente coordena o curo de pós-graduação latu sensu Arquitetura, Educação e Sociedade. Articula diferentes parcerias e estratégias de ação em projetos com escalas e temporalidades distintas. Sua produção volta-se tanto para a prática artística como para projetos arquitetônicos, cruzando a pesquisa e o ensino.

 

 Cláudio Bueno é artista, pesquisador e curador. É doutor em Artes Visuais na ECA-USP. Realiza com Tainá Azeredo a Intervalo-Escola, que pesquisa e experimenta modos de aprendizagem a partir do campo da arte; desenvolve com João Simões a plataforma Explode!, que pesquisa e fomenta práticas artísticas e culturais com ênfase nas interseções de classe social, raça, gênero e sexualidade.

 

 Ligia Nobre é mestra pela Architectural Association School of Architecture (Londres) e doutoranda em Estética e História da Arte pela USP. Fundou e codirigiu a plataforma exo experimental org., entre 2002 e 2007, no Edifício Copan em São Paulo, que promoveu residências artísticas, pesquisas e projetos experimentais estético-políticos. Integra O Grupo Inteiro. Atua com práticas artísticas, curatoriais e pedagógicas, em agenciamentos coletivos entre diferentes formas de conhecimentos.

 

 Vitor Cesar tem uma prática artística que parte de diferentes noções de público e aspectos da vida cotidiana. Desenvolve projetos gráficos em colaboração com artistas e instituições culturais. Estudou Arquitetura e Urbanismo na UFC (2003) e realizou mestrado em Artes Visuais na ECA-USP (2009), com pesquisa sobre noções de espaço público em práticas artísticas.

 

 

LASTRO - INTERCÂMBIOS LIVRES EM ARTE baseia-se na colaboração, na autonomia e no pensamento crítico em arte. Enquanto rede, projeto, plataforma e pesquisa, pode assumir tais características de acordo com o contexto proposto, configurando-se, portanto, a partir de residências, conexão afetiva, grupos de estudos, exposições, publicações, biblioteca, arquivo vivo, cursos livres e ativações na programação de espaços culturais. Em todos os casos, seu alicerce é a autogestão. Com coordenação geral da curadora Beatriz Lemos, a rede promove ações em contextos latino-americanos nos campos da arte, curadoria, investigação, escrita, ativismo e educação.

 

 Catarina Duncan atua como curadora e programadora cultural. Foi assistente curatorial da 32ª Bienal de São Paulo, do Pivô Arte e Pesquisa (2014-2015) e das exposições Terra Comunal - Marina Abramovic + MAI no Sesc Pompeia (2014). Realizou atividades de Acompanhamento curatorial e desenvolvimento de projetos no Lastro, ao lado de Beatriz Lemos. Atualmente é representante da Fundação Suíça para Cultura Pro Helvetia no Brasil, no contexto do programa 'COINCIDÊNCIA - intercâmbios culturais entre a Suíça e América do Sul'.

               

j i a l u p o m b o é corpo-matéria dissidente de gênero, chamado por três nomes e às vezes nenhum. Pesquisa formas de desmonte da estrutura binária de mundo/subjetividade a partir de saberes originários do corpo/bioesfera e a criação de práticas rituais de cuidado que instaurem processos de autoanálise para o exercício de uma ética da inadequação que potencialize a força vital no cotidiano. Faz doutorado no núcleo de subjetividades do programa de psicologia clínica da PUC-SP. Vem trabalhando com criação, produção, pesquisa, projetos editoriais e exposições, especialmente no campo das artes visuais.

 

 

 

19 de outubro, 14h às 17h

 

GE [GRUPO MAIOR QUE EU] é conduzido por Karlla Girotto. Em 2013, surgiu a partir do desejo de construir um ambiente de experimentação propício a novos modos de encontro e de produção. Através de leituras e materiais auxiliares constroem-se territórios e subjetividades em uma dinâmica totalmente aberta e viva que une as produções de cada participante no cotidiano do grupo. É, principalmente, sobre como estar no mundo hoje.   

 

 Karlla Girotto é criadora, artista, professora, pesquisadora e escritora. Trabalha tendo como ponto de partida as relações dialógicas que se instauram por meio de processos híbridos de criação e produção de subjetividades – políticas, imaginativas, mágicas, artísticas, filosóficas, curatoriais – em constante tentativa de liberar a vida lá onde ela se encontra prisioneira.

 

TROVOA nasce de um ateliê compartilhado pelas artistas Ana Almeida, Ana Clara Tito, Carla Santana e Laís Amaral, em Niterói, no ano de 2017. A partir deste espaço físico de criação visual, intelectual e afetivo compreendemos as singularidades de um coletivo formado por mulheres racializadas no universo artístico. Defendendo a ideia de um grupo não homogêneo, Trovoa galga um espaço de liberdade subjetiva onde as expectativas e limitações do sistema legítimo de arte não sejam um enquadramento possível.

 

 Gabriela Monteiro é artista visual e pesquisadora residente em São Paulo. Imersa em experimentações, descobertas e pesquisas nessas áreas, busca encontrar formas de reunir sua ancestralidade, sensações e emoções em seus trabalhos, que se materializam através de pinturas, esculturas e obras têxteis, sempre explorando a cor vermelho em suas produções. Pesquisa desenvolvimento e articulação de ações em prol de corpos negros no circuito de arte nacional. Colaboradora do Levante Nacional Trovoa, ateliê de criação HOA e do coletivo AEAN (Ambiente de Empretecimento da Arte Nacional).

 

 Keyna Eleison é curadora e mestra em História da Arte e especialista em história da Arte e Arquitetura pela PUC-Rio  com enfâse em arte contemporânea. Atualmente é curadora da 10ª Bienal SIART da Bolívia, cronista da revista Contemporary &, professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

 

 Thays Chaves é graduanda em licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará, artista visual que busca experimentar todas as formas visuais artísticas possíveis. Considera-se "afrofuturista da amazônia" e busca em seus estudos transmitir a estética do Technomelody como forma de transformação das vivências periféricas-românticas paraenses.

 

 Ariana Nuala é curadora, pesquisadora independente e educadora. Atualmente é coordenadora do Educativo do Museu Murillo La Greca (MMLG). Faz parte do CARNE Coletivo de Arte Negra. Atualmente pesquisa como curadora independente a produção do Rés no Chão a convite do artista Edson Barrus.

 

 

19 de outubro, 18h às 21h

 

EXPLODE! é uma plataforma que atua nos campos da arte e da cultura, aproximando-se também da pedagogia e da justiça social. Fomenta e desenvolve pesquisa e experimentação em torno de práticas que discutem o corpo e suas interseções de classe, raça, gênero, sexualidade e suas possibilidades não normativas. Liderada pelos artistas, pesquisadores e curadores Cláudio Bueno e João Simões, organiza-se em meio a uma rede nacional e internacional de colaboradores. Realiza apresentações e encontros imersivos em diferentes espaços e formatos que enfatizam a convivência, a escuta, o debate e a experimentação. Procura alargar o sentido de prática artística, de cultura, de espaços de aprendizagem e, consequentemente, de como seremos capazes de imaginar modos de vida outros – menos violentos, mais livres e mais diversos.

 

 Cláudio Bueno é artista, pesquisador e curador. É doutor em Artes Visuais na ECA-USP. Integra O Grupo Inteiro; realiza com Tainá Azeredo a Intervalo-Escola, que pesquisa e experimenta modos de aprendizagem a partir do campo da arte; desenvolve com João Simões a plataforma Explode!, que pesquisa e fomenta práticas artísticas e culturais com ênfase nas interseções de classe social, raça, gênero e sexualidade.

 

 João Simões é artista, curador, pesquisador e educador. Desenvolve, com Cláudio Bueno, a plataforma Explode!, é integrante do Grupo de Pesquisa Extremidades/PUC-SP. Atualmente integra o programa de residência “How free are the arts?”, do Instituto Goethe, entre Brasil e Nigéria.