Podcast Amplitudes

Amplitudes é um podcast produzido pelo Núcleo de Cultura Participação do Instituto Tomie Ohtake que discute temas relevantes da educação, da cultura e das artes nacionais, ampliando o alcance dos debates que acontecem dentro do nosso espaço. Toda primeira semana de cada mês, o educador Pedro Costa entrevista artistas, educadores e profissionais da cultura convidados a apresentar suas ideias, pesquisas e inquietações para o público.

 

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LISTA DE EPISÓDIOS:

Episódio 37: Como Tomie Ohtake pintou o infinito?

Com Miguel Chaia e Paulo Miyada

novembro/2022 

Neste mês de novembro, o Instituto Tomie Ohtake finaliza as comemorações pelo seu aniversário de 20 anos. Durante esse momento especial, o podcast Amplitudes celebra a obra e o pensamento de Tomie Ohtake, uma artista amplamente reconhecida por sua obra de grande força e profundidade, produzida durante uma trajetória artística muito particular. Mulher, imigrante e mãe, Tomie Ohtake começou a pintar com quase aos 40 anos de idade e logo passou a participar de diversas exposições e bienais no Brasil e no mundo com suas pinturas e esculturas. Nesta edição do podcast Amplitudes, o educador Pedro Costa conversa com o sociólogo Miguel Chaia e com o curador Paulo Miyada sobre o desenvolvimento da obra e do pensamento da artista Tomie Ohtake.
 



Episódio 36: 
Como montar uma exposição de arte?

Com Vitória Arruda, Lucas Fabrizzio, Rodolfo Pitarello e Diego Mauro

outubro/2022 

Como é a produção e montagem de uma exposição em um museu? Como solicitar o empréstimo de uma obra histórica? Como são pensadas as expografias das mostras artísticas? E como os montadores lidam com obras de arte que muitas vezes têm um valor inestimável? A produção de uma mostra de artes visuais envolve uma série de tarefas que não ficam visíveis ao público após o momento de abertura das exposições. Desde a pesquisa curatorial e seleção das obras até o momento da montagem final dos trabalhos, muitas coisas acontecem que nós, como visitantes, não temos acesso. Nesse episódio do podcast Amplitudes, Pedro Costa conversa com a Vitória Arruda, o Lucas Fabrizzio e o Rodolfo Pitarello, da equipe de produção e com o Diego Mauro, da equipe de curadoria do Instituto Tomie Ohtake, para conhecer um pouco dos bastidores da produção e montagem das exposições de arte.


 

Episódio 35: Como olhar para a história da gravura brasileira a partir de uma perspectiva feminista?

Com Luana Fortes e Andrea Tavares

setembro/2022 

Em diálogo com as exposições "Evandro Carlos Jardim: Neblina" e "O Rinoceronte: Cinco séculos de gravuras do Museu Albertina", o Amplitudes retoma a discussão sobre as mulheres nas artes visuais no Brasil, em especial sobre a produção das mulheres no campo da gravura.

Neste episódio, Pedro Costa conversa com a professora e pesquisadora Luana Fortes e com a professora e artista Andrea Tavares sobre as recentes pesquisas em história da arte nacional por uma perspectiva feminista. Nesse diálogo, as convidadas refletem sobre as produções de gravuristas como Fayga Ostrower, Renina Katz e Maria Bonomi, indicando como as mulheres estão inseridas nessas discussões de forma consistente, questionando estruturas tradicionais das artes e da sociedade brasileira.



Episódio 34: O que é um espaço criativo?

Com Rayssa Oliveira

agosto/2022 

Os espaços contribuem ou interferem no processo criativo? Quais ferramentas podem nos auxiliar na criação de ambientes estimulantes para crianças e jovens? Como sustentar um estado de atenção criativa em nosso cotidiano?

Nesse episódio do podcast Amplitudes, Pedro Costa, Luara Carvalho e Kaya Fernanda Vallim, educadoras do Instituto Tomie Ohtake, conversam com Rayssa Oliveira, professora, arquiteta e atelierista. Rayssa tem uma ampla pesquisa sobre os efeitos dos espaços escolares e educativos no processo criativo das crianças, em que avalia como tais lugares podem ser modificados para criar ambientes mais provocativos e estimulantes à criatividade, além de mais receptivos aos desejos daqueles que os vivenciam cotidianamente.

Para Rayssa, os espaços falam conosco cotidianamente; e interferir neles, seja em casa, na sala de aula, na escola ou na cidade, é escolher como desejamos ser influenciados por eles. Desse modo, a atenção aos ambientes e territórios se revela uma potente ferramenta de criação individual e coletiva. Como estão os espaços que você habita? E como é possível transformá-los para que nos estimulem a pensar de um modo criativo?




Episódio 33: Por quanto tempo acreditei ter sonhado que era livre?

Com Tessa Moura Lacerda, Mirella Maria e Ana Paula Lopes

julho/2022 

No mês de junho o Instituto Tomie Ohtake apresenta exposições exclusivamente com artistas mulheres. Entre elas, Anna Maria Maiolino, Rosana Paulino, Val Souza e Tomie Ohtake. O que nos levanta algumas questões: Por que é importante ver, ler e ouvir autoras mulheres? O que a diversidade de mulheres representa para a sociedade brasileira? E, como a participação das mulheres nas artes contribuem para a criação de um mundo menos patriarcal?

Nesse mês o Podcast Amplitudes se aprofunda no debate sobre o significado de ser mulher no Brasil de hoje. Nesse episódio educador Pedro Costa conversa com a professora Tessa Lacerda, a pesquisadora e artista visual Mirella Maria e a curadora Ana Paula Lopes, sobre a identidade das mulheres brasileiras, a representação dessas mulheres no campo artístico e a importância de haver exposições como essas, que dêem espaço de visibilidade para as produções femininas no mundo de hoje.


Episódio 
32: Qual o poder do olhar e qual o poder da visibilidade?

Com Val Souza

junho/2022 

Como é construída a ideia de beleza da mulher brasileira? Como as mulheres brasileiras agenciam suas imagens em face das violências fundadoras desse país? Essas são algumas das questões que perpassam o trabalho de Val Souza, artista multiplataforma, cuja pesquisa questiona as noções de beleza da sociedade brasileira, e o modo como essas noções recaem sobre os corpos das mulheres negras.

Neste episódio do Podcast Amplitudes, Pedro Souza e Kaya Fernanda, educadoras do Instituto Tomie Ohtake, entrevistam a artista Val Souza. Ela fez uma residência artística para a exposição Arte Atual "Por muito tempo pensei ter sonhado que era livre" que está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, e por alguns dias coabitou os ateliês do Instituto Tomie Ohtake com seus funcionários. Nessa conversa Val falou de sua pesquisa, suas obras e do modo que sua presença no mundo se relaciona com uma pesquisa mais profunda, que tem a ver com beleza, prazer e amor.



Episódio 
31: Quem é Anna Maria Maiolino?

Com a própria artista

maio/2022 

A vida primeiro! Esse é um dos motes da artista Anna Maria Maiolino, uma das artistas mais relevantes do cenário atual, com mais de sessenta anos de carreira artística. Ao longo da vida Maiolino produziu obras em diversos suportes, são gravuras, argilas, poesias, fotografia e performances que falam sobre a condição das mulheres, sobre o Brasil, sobre a humanidade entre muitas outras coisas.

Nesse episódio do Podcast Amplitudes o educador Pedro Costa conversou com a artista ítalo-brasileira sobre a trajetória da artista, sua relação com a família, a política, a poesia, a escrita e as artes. Uma conversa informal, em que Maiolino revela seu modo de pensar a vida e seu jeito de usar a arte para descobrir quem é.



Episódio 
30: Como construir pontes entre as artes e as pessoas?

Com Joelson Oliveira e Vitor Kawabata

abril/2022 

O que faz um(a) educador(a)? Qual o seu papel em uma exposição? Por que é necessário um(a) profissional dedicado(a) à mediação das obras de arte? E como funcionam as estratégias de mediação artística?

A partir da exposição “Tunga: Conjunções Magnéticas” em cartaz no Instituto Tomie Ohtake e no Itaú Cultural, o educador Pedro Costa conversa com os educadores do Itaú Cultural, Joelson Oliveira e Vítor Kawabata sobre a importância dos setores educativos dentro dos museus e sobre as diferentes estratégias de mediação desenvolvidas para tornar as visitas às exposições de arte mais interessantes e acessíveis aos diversos públicos dos museus.



Episódio 29: Como contribuir para o futuro das jovens mulheres no Brasil?

Com Renata Araújo e Vera Santana

março/2022 

As jovens mulheres periféricas são um dos grupos mais afetados pelos problemas sociais do país. Além das inúmeras dificuldades já enfrentadas pela marginalização e pela falta de políticas públicas específicas para elas, ainda sofrem com a discriminação racial e de gênero, questões que dificultam muito o acesso desse grupo à educação e ao trabalho.

É com o objetivo de cooperar para que jovens mulheres brasileiras tenham um futuro melhor que o Instituto Tomie Ohtake desenvolveu o programa Somos Muitas!, que ofereceu uma formação abrangente em produção artística para 300 mulheres periféricas, e o programa Cósmicas, que desenvolveu uma ampla formação em liderança, para 1000 jovens mulheres de todo o país.

Neste episódio o educador Pedro Costa conversa com a Renata Araújo, coordenadora do Somos Muitas! e com a Vera Santana, coordenadora do Cósmicas, para entender como esses projetos foram desenvolvidos, e quais foram os impactos na vida das mulheres que participaram dessas formações. 



Episódio 28: Como colar mundos?

Com Renata Cruz

fevereiro/2022

A colagem é uma técnica artística muito popular, porém poucas pessoas desenvolvem essa linguagem profissionalmente. 

Neste episódio do Amplitudes, os educadores Pedro Costa e Luara Carvalho entrevistam a artista Renata Cruz que, além de utilizar a colagem em suas obras, ministra o curso "Colagem" no Instituto Tomie Ohtake, onde ensina diversos modos de desenvolver essa linguagem para a produção de trabalhos artísticos. 

Para a Renata, a colagem é uma técnica de "colar mundos", ao mesmo tempo que reivindica seu caráter transgressor, que nos permite interferir nas imagens que conhecemos e normalizamos. Colar é de algum modo sobrepor o nosso mundo e as ideias sobre o mundo que chegam até nós, através das imagens.

 


Episódio 27: Como educam os museus?

Com Stela Barbieri

janeiro/2022

Continuando a série sobre os 20 anos do Instituto Tomie Ohtake, nesse episódio, o educador Pedro Costa conversa com Stela Barbieri, educadora, artista, escritora e contadora de histórias, que dirigiu o setor educativo do Instituto Tomie Ohtake, durante os primeiros doze anos da instituição.

A partir de uma discussão sobre o que é arte-educação, Stela compartilha sua experiência nos primeiros anos do Instituto, em especial sobre o projeto “Vivências Culturais para Professores”, que atendeu mais de seis mil professores da rede de ensino básico da cidade de São Paulo, com formações multidisciplinares.

Stela também fala sobre o desafio de gerir, a partir de 2010, o setor educativo da Bienal de São Paulo, uma das maiores instituições de arte do Brasil, e sobre o Binah, espaço de arte, concebido por ela e por Fernando Vilela, onde acontecem experimentações, ateliês, oficinas e debates sobre artes.


Episódio 26: 
Instituto Tomie Ohtake - 20 anos: Como tudo começou?

Com Ricardo Ohtake

dezembro/2021

Em novembro de 2021, o Instituto Tomie Ohtake celebra 20 anos e neste episódio do Amplitudes, Pedro Costa entrevista Ricardo Ohtake, presidente Instituto Tomie Ohtake desde a sua inauguração.

Ricardo Ohtake tem uma longa trajetória como gestor de importantes instituições culturais do país. Ele foi o primeiro diretor do Centro Cultural São Paulo, no início dos anos 80. Alguns anos depois ele também foi diretor do MIS - o Museu da Imagem e do Som, teve uma passagem dirigindo a Cinemateca Brasileira, e também foi Secretário de Cultura do Estado de São Paulo.

Nessa entrevista, o educador Pedro Costa busca resgatar o modo como Ricardo desenvolveu seu pensamento de gestor cultural ao longo dos anos. Com diversas histórias de suas passagens por essas instituições, Ricardo Ohtake explica como foi fundado o Instituto Tomie Ohtake e retoma os principais momentos da Instituição nesses 20 anos.



Episódio 25: Como valorizar nossa ancestralidade africana?

Com Ebomi Cici

novembro/2021

Nancy de Souza, mais conhecida como Ebomi Cici, trabalhou boa parte de sua vida ao lado de Pierre Verger, legendou mais de 11 mil de suas fotos, e participou dos últimos anos de vida do fotógrafo. Eles se conheceram em Salvador no Ilê Opô Afonjá, antigo terreiro de Candomblé, frequentado pelo viajante francês por mais de 40 anos.

Nessa entrevista, Cici nos conta sobre Verger de uma perspectiva privilegiada. De alguém que, assim como o fotógrafo, conhece os mistérios do sagrado trazidos ao Brasil pelas culturas africanas. É dessa mesma perspectiva que ela também nos conta de sua vida, como mulher negra que nasceu em 1939 e ainda tem memórias do Rio de Janeiro dos anos 40, quando soldados brasileiros lutavam contra o fascimo na Itália.

Cici é sobretudo uma contadora de histórias. Conta histórias de Verger assim como conta histórias do Brasil, da África, do Candomblé e de Xangô, todas com o mesmo carinho. Escutá-la é reconfortante, como estar ao pé de uma árvore ouvindo histórias dos nossos avós.



Episódio 24: De quantas cores se faz um povo? 

Com Luiz Braga

outubro/2021

Luiz Braga é um dos principais fotógrafos brasileiros em atividade hoje, com trajetória premiada que já soma mais de 40 anos de trabalho, atrás das câmeras, registrando diferentes aspectos dos povos ribeirinhos da região amazônica.

Com uma seleção de fotografia que se destaca pela calma e beleza dos retratos, a mostra "Luiz Braga: Máscara, espelho e escudo", em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, nos apresenta a habilidade especial do artista em capturar os olhares do povo paraense e sua intensidade cotidiana no uso das cores - ou como afirma Luiz Braga: “a inteligência cromática dos povos do norte”.

Nesse episódio do podcast Amplitudes, o educador Pedro Costa conversa com Luiz Braga sobre o modo como o artista constrói suas fotografias, seus métodos de aproximação, o registro das cores, dos gestos e do olhar da população paraense.



Episódio 23: Aonde levam os caminhos de Pierre Verger?

Com Pryscila Gomes e Claudelir Clemente

setembro/2021

Com 30 anos, Pierre Verger começou a viajar pelo mundo, suas fotografias o levaram aos cinco continentes e proporcionaram o contato com diferentes povos e suas culturas, mas foi na Bahia onde Verger decidiu se estabelecer. Contrariando expectativas e o senso comum, o fotógrafo adentrou o espaço sagrado do candomblé baiano, conheceu seus segredos e a partir daí reconectou o Brasil à África.

A mostra “Pierre Verger - Percursos e Memórias” retoma esses trajetos e discute o percurso e as mudanças no olhar do fotógrafo francês que se torna babalorixá, filho de Xangô, Pierre 'Fatumbi' Verger.

Nesse episódio do Amplitudes o educador Pedro Costa conversa com a curadora da mostra, Priscyla Gomes, e com a antropóloga e professora da Universidade Federal de Uberlândia, Claudelir Clemente, sobre os caminhos e as transformações de Pierre Verger. 

 

Episódio 22: 
Quando os muros se tornam telas?


Com Ivo Mesquita

agosto/2021

Nesse episódio os educadores Pedro Costa e Bruno Ferrari entrevistam o curador da mostra Di Cavalcanti: Muralista, Ivo Mesquita, em um debate sobre a vida e a obra do artista moderno, sua produção mural e suas relações com muralismo mexicano.

Um dos expoentes da arte moderna brasileira Di Cavalcanti ficou conhecido por representar o Brasil popular em suas telas. Desde a década de 1920 suas obras apresentam temas ligados à população como o samba, o carnaval, os morros cariocas, antes que esses elementos se tornassem símbolos de identidade nacional. Di Cavalcanti é um dos fundadores da identidade brasileira no século XX e suas obras representam mulheres e homens negros, quando o tema ainda era um tabu entre as elites do país.

Um aspecto muito importante porém pouco conhecido da obra do artista são seus murais, obras de grande escala, elaboradas para ocupar largos espaços na arquitetura de edifícios, fábricas, teatros e escolas. Na mostra Di Cavalcanti: Muralista, o curador e pesquisador Ivo Mesquita retoma essa produção do artista para descobrir aí uma relação entre a obra de Di Cavalcanti e o muralismo mexicano, de artistas como Diego Rivera, Orozco, Siqueiros, entre outros.

Como olhar para Di Cavalcanti hoje? O que o muralismo significa para o pintor?  E como a produção do artista se relaciona com as questões contemporâneas? São algumas das questões debatidas neste podcast.

 


Episódio 21: Qual a cor do poder, qual a cor da resistência?

Com Maxwell Alexandre

julho/2021

Com obras que abordam a diversidade de experiências das pessoas negras no Brasil, o artista Maxwell Alexandre produz pinturas complexas que recusam qualquer definição simplista. São obras de grande escala, painéis ao mesmo tempo grandiosos e frágeis que tematizam diversos aspectos da vida das populações negras no Brasil.

Com apenas 31 anos, Maxwell Alexandre tem conquistado um lugar cativo no campo das artes visuais. Morador da Rocinha, nos últimos anos ele realizou exposições individuais na França, Inglaterra e no Brasil e suas obras já compõem o acervo de diversos museus relevantes como o MASP e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Entre os dias 8 de maio a 25 de julho, o Instituto Tomie Ohtake recebe Pardo é Papel, primeira exposição individual do artista Maxwell Alexandre na cidade de São Paulo.

Nesse episódio os educadores Pedro Costa e Luara Carvalho entrevistam o jovem artista para entender um pouco mais sobre suas motivações e sobre o percurso que percorre na produção de suas obras.


Episódio 20: Quando as mulheres começaram a tecer?

Com Ana Paula Simioni e Jordana Braz

junho/2021

Por que a tapeçaria e a cerâmica não fazem parte do grupo dos suportes tradicionais da arte mas são retomados na chamada "arte contemporânea"? Em que momento o trabalho com tecido começa a ser pensado como um trabalho feminino? E como a história das mulheres se relaciona com a história desses suportes?

Nesse episódio o educador Pedro Costa conversa com a professora e curadora Ana Paula Simioni e com a artista e educadora Jordana Braz. No ano passado, a Ana Paula e a Jordana participaram como curadora e curadora assistente da exposição Transbordar, no Sesc Pinheiros, que explorou essa produção em tecido na arte contemporânea. A partir dessa experiência, conversaram sobre a presença do tecido e da cerâmica na história das artes e a recente emergência desses suportes nos dias de hoje.

Com uma pesquisa sobre a atuação das mulheres na história das artes, a Ana Paula também apresentou a relação entre a história das mulheres e esses suportes e a Jordana, que produz obras de arte em tecido, contou sobre sua experiência como artista no trabalho com esse material. 



Episódio 19: Como tecer o passado com os fios do presente?

Com Denise Mattar

abril/2021

O artista Iberê Camargo tem uma trajetória de reconhecimento no universo da pintura, ao longo dos anos 60 e 70 suas telas conquistaram um lugar de destaque na história da arte brasileira. Porém, em diversos momentos, mesmo um grande artista como Iberê, contou com a contribuição de outras pessoas e artistas para desenvolver seu trabalho.

A exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (colocar data de término), retoma algumas dessas importantes contribuições. Especialmente a participação das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, que colaboraram para a produção de pinturas do artista gaúcho em peças de cerâmica, e de Maria Angela Magalhães, que produziu ao menos sete tapeçarias a partir das telas do Iberê, a pedido do artista.

Nesse episódio o educador Pedro Costa conversa com a curadora da exposição, Denise Mattar, sobre o processo de pesquisa para a mostra e sobre suas descobertas em relação às contribuições dessas e de outras mulheres na trajetória de Iberê Camargo. Uma discussão que retoma certo silenciamento das mulheres nos anos 60 e 70 no Brasil, mas que registra os diversos lugares e papéis que as mulheres assumiram nesse momento, apesar das dificuldades.

Conversam também sobre o desenvolvimento da tapeçaria na história da arte ocidental e as experimentações em torno desse suporte por artistas modernos no Brasil e na Europa, uma pesquisa desenvolvida há muito tempo pela curadora. 



Episódio 18 parte 2: Como a fotografia nos ajudam a saber quem somos?

Com Elidayana Alexandrino

fevereiro/2021

Como as fotografias e as imagens nos ajudam a entender quem somos? Nós nos relacionamos com as pessoas ou com as imagens que temos delas? Podemos nos identificar com a imagem do outro?

Dando continuidade ao debate sobre fotografia e imagem, neste mês temos um segundo episódio do podcast Amplitudes. Uma entrevista com a artista e educadora Elidayana Alexandrino.

Há quatro anos a Elidayana produz o trabalho Narrativas que se encontram, um exercício de aproximação de imagens de diferentes origens e lugares que muitas vezes surpreende pela semelhança entre tempos e regiões tão distintas. Colocadas lado a lado, essas imagens começam a revelar alguns padrões imagéticos seculares. Por meio dessas relações a Elidayana apresenta um pouco das origens e dos caminhos da construção dos nossos imaginários, individuais e coletivos.



Episódio 18: Como a fotografia pode nos ajudar a saber quem somos?

Com Priscyla Gomes

fevereiro/2021

Qual o lugar da fotografia em um mundo de intensa produção e circulação de imagens? É possível produzir uma imagem verdadeiramente original no mundo das redes sociais? 

O fotógrafo Nicholas Nixon se destaca por sua capacidade de retratar pessoas com intimidade, revelando emoções particulares, muito difíceis de serem capturadas pelas lentes de uma câmera. Entre os dias 22 de janeiro e 18 de abril o Instituto Tomie Ohtake recebe a mostra Nicholas Nixon - Coleções Fundación MAPFRE, uma grande retrospectiva do fotógrafo americano que resgata seus trabalhos desde a década de 70 até os dias de hoje. 

Nesse episódio, o educador Pedro Costa conversa com Priscyla Gomes, curadora do Instituto Tomie Ohtake, sobre a trajetória de Nicholas Nixon e suas obras mais famosas e impactantes, como a série "As Irmãs Brown" e a série de pessoas soropositivas. Além disso, conversam sobre o sentido da fotografia quando já existe um excesso de imagens em circulação.  



Episódio 17: Quais os desafios da arquitetura brasileira hoje? 

Com Diego Mauro, Juliana Braga e Pedro Varella

janeiro/2021

Como a arquitetura nacional pode lidar com questões tão importantes como a sustentabilidade e a desigualdade social? E quais são as inovações e os destaques da arquitetura brasileira contemporânea?

Para refletir sobre essas questões, o educador Pedro Costa conversou com três jurados da 7 ° edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. O Diego Mauro, curador assistente do Instituto Tomie Ohtake, a Juliana Braga, professora de projeto na Escola da Cidade e na FAU-USP e o Pedro Varella, do Estúdio gru.a, vencedor das duas últimas edições do Prêmio e professor no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula.

A 7º edição do Prêmio destaca produções de diferentes escalas e magnitudes, que vão desde uma estação científica na Antártica, até um pequeno quiosque e abrigo de canoas em Mangaratiba, Rio de Janeiro.

Além disso, coloca em pauta aspectos recentes da arquitetura contemporânea, como a “arquitetura de curta duração” e o papel da disciplina no enfrentamento dos problemas sociais do país, com o destaque para o tema da sustentabilidade . A exposição do Prêmio de Arquitetura está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até o dia 07 de fevereiro de 2021. 



Episódio 16: O que é representatividade ou como disputar imaginários?

Com Rosane Borges e Jeferson Tenório

dezembro/2020

 

Os debates sobre representação e representatividade são cada vez mais centrais para as lutas políticas e para o combate ao racismo, ao machismo e as violências que são direcionadas contra outros grupos em nossa sociedade. Nas últimas décadas tem se consolidado a ideia de que a luta por reconhecimento passa pela transformação do nosso imaginário social e pela reconfiguração das imagens que compõem o nosso cotidiano.

Nesse episódio o educador Pedro Costa entrevista a jornalista Rosane Borges, professora e autora de diversos livros sobre as relações entre mídia e racismo no Brasil, e o escritor Jeferson Tenório, autor do livro recém-lançado "O avesso da pele", que narra a trajetória de diversos personagens negros, seus afetos e desafios e dilemas em meio ao racismo cotidiano que os cerca todas as dimensões de suas vidas. Como transformar nosso imaginário para criar uma sociedade mais justa? E qual o papel da literatura e das artes nesse processo? São algumas das questões que conduziram esse debate.


Episódio 15: Como ser um jovem artista no Brasil?

Com Érica Storer, Felipe Rezende e Talles Lopes

novembro/2020

Como produzir arte no Brasil de hoje? E como pensar a arte em um país tão grande e cheio de contrastes? Nesse episódio o educador Pedro Costa conversa com os três artistas premiados do 7º Prêmio EDP nas Artes - Érica Storer (Curitiba, PR), Felipe Rezende (Salvador, BA) e Talles Lopes (Goiânia, GO), sobre suas experiências como jovens artistas no Brasil.

O Prêmio EDP nas Artes é uma realização do Instituto Tomie Ohtake e busca mapear e valorizar os jovens artistas no país criando espaços de exibição, circulação e debate para suas produções. Anualmente são selecionados dez artistas de até 29 anos para participarem conjuntamente de uma exposição, de onde saem os três artistas premiados.

Esta edição do Prêmio EDP nas Artes foi marcada pela diversidade, com uma seleção de dez artistas dos mais distintos perfis e regiões, refletida em suas pesquisas, processos e produções artísticas. Os dez artistas selecionados participam da exposição do Prêmio, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até o dia 10 de janeiro de 2021.



Episódio 14: O que faz um curador em tempos de urgência?

Com Paulo Miyada

outubro/2020

Como construir exposições de arte frente à turbulência política e cultural que estamos vivendo hoje no país? E como as exposições de arte podem manter sua potência crítica em meio à essa pandemia?

Nesse episódio o educador Pedro Costa recebe Paulo Miyada curador chefe do Instituto Tomie Ohtake e da mostra em cartaz Aglomeração de Antônio Henrique Amaral, e curador-adjunto da 34º edição da Bienal de São Paulo. Nessa conversa Paulo Miyada fala da importância de retomar artistas críticos como Antonio Henrique Amaral e apresenta os desafios de estar a frente da maior exposição de arte do Brasil em meio à pandemia e dentro de um contexto político.
 



Episódio 13: Qual o destino das imagens?  

Com Ricardo Fabbrini

setembro/2020

Todos os dias são produzidas e veiculadas milhares de fotografias, ilustrações, vídeos e filmes dos mais diversos tipos, um oceano de imagens que inunda nosso cotidiano através das telas de nossos celulares, computadores, televisões e etc. Com o distanciamento social vivenciado nos últimos meses, a exibição e circulação de imagens atravessa cada vez mais nossas relações com os outros e com o mundo. Podemos afirmar que vivemos em uma sociedade da imagem? Neste episódio, o educador Pedro Costa conversou com o filósofo Ricardo Fabbrini sobre as questões que envolvem a vida em uma sociedade permeada pelas telas digitais. O filósofo faz um diagnóstico sobre imagens de rápida circulação - essas que vemos em menos de dois segundos antes de passarmos para a próxima- e comenta sobre outras possibilidades de imagens, aquelas que nos fazem parar e refletir, ou como Fabrinni denominou, as "imagens enigma".



Episódio 12: 
Qual música nos unirá novamente? 

Com Benjamim Taubkin e Flaira Ferro

agosto/2020

O início das práticas de isolamento social levou a um rápido cancelamento de shows, espetáculos e turnês pelo país. Todo o setor musical, de cantoras e instrumentistas até produtores e técnicos, precisou se reconfigurar sem saber quando irão retomar suas atividades novamente.

Nem por isso os músicos ficaram parados. Nesses quatro meses de isolamento músicos de diversas regiões encontraram nos meios virtuais uma possibilidade de contato com seus públicos e encamparam uma série de iniciativas de apoio a profissionais da área que ficaram sem renda para seus gastos básicos.

Neste episódio o educador Pedro Costa conversa com a cantora e musicista Flaira Ferro, e o pianista, compositor e curador Benjamim Taubkin sobre a situação dos músicos durante a pandemia, os projetos de auxílio aos profissionais da área, o uso de tecnologias e o distanciamento do público, além das diversas contribuições que a música pode fornecer neste momento de crise.

Por fim, Benjamim e Flaira sugeriram músicas para compor uma playlist a partir do tema do episódio "Que música nos unirá novamente". O resultado você encontra no perfil do Insituto Tomie Ohtake no Spotify, Clique AQUI e confira! 

 

 

Episódio 11: Como a literatura infantil pode ajudar crianças e adultos a atravessar a pandemia?

Com Isabel Lopes Coelho e Mell Brites 

julho/2020

Literatura infantil parece não combinar com temas difíceis como doença, morte, política, autoritarismo, entre outros assuntos complexos. Porém, as editoras Isabel Lopes Coelho e Mell Brites discordam dessa impressão. Nesse episódio o educador Pedro Costa e as convidadas conversam sobre um aspecto difícil da literatura infantil, o momento em que ela lida com as crises, as dores e as contradições que perpassam nossa sociedade. Acompanhadas com leituras de trechos de obras literárias, Isabel Lopes Coelho e Mell Brites traçam um panorama das estratégias atuais e históricas pelos quais a literatura infantil tem abordado de forma criativa temáticas delicadas para todos nós.


Episódio 10: Qual o papel dos professores na quarentena?
 

Com Jayse Ferreira, Marília Carvalho e Felipe Tenório

junho/2020 

Com o início da quarentena e das práticas de distanciamento social, a educação no país tem se transformado rapidamente. Professoras e professores têm enfrentado o desafio de adaptar suas atividades para interfaces digitais, se deparando diretamente com a realidade das famílias e dos alunos. De que forma professores estão lidando, na prática, com as iniciativas, expectativas e pressões nos contextos das escolas públicas e particulares? Como construir vínculos com as famílias nesse momento? E como o ensino de artes e o incentivo às práticas artísticas podem cooperar para a elaboração dessa nova realidade?

Nesse episódio, os educadores Pedro Costa e Luara Carvalho conversaram com os professores de arte Jayse Ferreira, Marília Carvalho e Felipe Tenório, que atuam em espaços educacionais de diferentes perfis e regiões. Na conversa, os convidados compartilham suas experiências com o ensino à distância, o papel desempenhado por professores durante a pandemia e as dificuldades e potenciais das plataformas digitais.

                                                                                                                

Episódio 9: Como a escola pública pode atravessar a pandemia? 

Com Natacha Costa e Zilene Trovão 

maio/2020

Neste episódio Pedro Costa entrevista as especialistas em educação Natacha Costa e Zilene Trovão sobre os impactos e desafios que a pandemia de COVID-19 e o necessário isolamento social impõem à educação pública no Brasil. Como gestores e professores do ensino público podem ajudar alunos, famílias e comunidades a enfrentar os problemas relacionados a essa nova realidade social? Como as escolas podem garantir a continuidade do processo educacional para um conjunto de alunos que muitas vezes não tem acesso a computadores e internet? E talvez mais importante, qual deve ser o foco dos processos pedagógicos durante esse momento do país?
Nessa conversa, Natacha Costa e a Zilene Trovão nos ajudam a refletir sobre essas e outras questões e a pensar quais os papeis a educação pública brasileira deve adotar em meio a essa nova realidade social.


Episódio 8: 
Como romper as fronteiras entre a arte e o sagrado? 

Com o artista Ayrson Heráclito

abril/2020

Neste episódio, o educador Pedro Costa e a curadora associada Luise Malmaceda entrevistam o artista Ayrson Heráclito. As obras de Heráclito operam numa mescla entre as linguagens artísticas contemporâneas e as tradições ritualísticas do candomblé. Desse modo, suas obras unem rituais de limpeza, cura e fortalecimento, próprios das tradições religiosas afro-brasileiras, com as linguagens da performance e da vídeo-arte. A obra "Os sacudimentos" (2015) de Ayrson Heráclito esteve em exposição na mostra Canções de um passado esquecido: Obras das coleções British Council, LUX e Acervo Histórico Videobrasil. Curada por Luise Malmaceda, a mostra apresentou obras do Reino Unido em diálogo com trabalhos de artistas brasileiros que fazem parte da coleção histórica da Associação Cultural Videobrasil. Em "Os sacudimentos", Ayrson e outros sacerdotes realizam um ritual de sacudimento (limpeza espiritual) nas ruinas Maison des Esclavs em Gorée, no Senegal e na Casa da Torre, na Bahia. Por sua importância, a obra foi escolhida para representar o Brasil na 57º Bienal de Veneza.

Episódio 7: Quando Orfeu se apaixona? 

Com  Mariana Palma e Priscyla Gomes

março/2020

Neste episódio, o educador Pedro Costa conversou com a artista Mariana Palma e com a curadora Priscyla Gomes sobre  a exposição Lumina, individual de Mariana Palma em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Mariana Palma é uma pintora que compõem telas complexas, ricas em cores e formas que seduzem o olhar do espectador. Marcada pelo excesso de cores, sombras e formas, a obra de Palma é sempre um convite ao deleite, a fruição e ao prazer visual.
Para a exposição Lumina a curadora Priscyla Gomes retoma o mito de Orfeu e Eurídice, uma analogia que fala da força de atração e sedução presente nas obras de Mariana. A exposição Lumina também conta com aquarelas, fotografias e vídeos, uma pesquisa mais recente da artista  que junto com suas pinturas criam uma ambientação cenográfica, baseadas em óperas e museus antigos.

                                                              
 

Episódio 6: O que é um curador? 

Com  Luise Malmaceda e Theo Monteiro

fevereiro/2020

Neste episódio, os educadores Pedro Costa, do Instituto Tomie Ohtake e Julia Cavazzini, do MASP, entrevistam a curadora associada Luise Malmaceda e o curador assistente Theo Monteiro, do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Durante a conversa os participantes exploraram o conceito e o trabalho de curadoria, seus processos criativos de construção de exposições, o pensamento educativo envolvido na elaboração de uma mostra e acerca das etapas de construção de uma exposição. 
Nas últimas décadas os curadores se tornaram atores fundamentais para o campo artístico, mas o seu trabalho acontece sobretudo nos bastidores das mostras e exposições, já que boa parte da pesquisa, projetos e interlocuções institucionais ficam velados para o público, que encontra apenas o resultado final do processo curatorial. Mas o que faz um curador, quais as suas responsabilidades e por que essa figura tornou-se tão importante para as artes na atualidade?



Episódio 5: Quem é Takashi Murakami? 

Com Diego Mauro, Lizia Ymanaka Barreto e Mayra Oi Saito
 
janeiro/2020

Neste episódio, o educador Pedro Costa se encontra com Diego Mauro, curador assistente do Instituto Tomie Ohtake, Lizia Ymanaka Barretto, pesquisadora dedicada à análise da obra do artista, e Mayra Oi Saito, pesquisadora, educadora e ativista, para conversar sobre a obra e a vida de Takashi Murakami.
Takashi Murakami (Tóquio, 1962) produz pinturas, esculturas, instalações e vídeos utilizando linguagens e referências da cultura pop, do budismo e de artistas japoneses de outras épocas. Além de trabalhar em múltiplas plataformas, também realiza parceria com grandes nomes da música, como Kanye West, Pharrell Williams e Billie Eilish, e da moda, como a marca Louis Vuitton. A partir das menções à cultura japonesa nas obras de Murakami, os convidados conversaram também sobre algumas das complexidades que envolvem a comunidade japonesa no Brasil, suas tradições e representações no país.
A exposição Murakami por Murakami está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake de 4 de dezembro de 2019 a 15 de março de 2020

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Episódio 4: O que são territórios educativos? 

Com Bel dos Santos Mayer e Beatriz Goulart

dezembro/2019

Neste episódio, o educador Pedro Costa e Natame Diniz, coordenadora do Prêmio Territórios, projeto concebido e realizado pelo Instituto Tomie Ohtake, entrevistam a arquiteta Beatriz Goulart e a educadora Bel Santos Mayer, ambas referências em pesquisa sobre educação integral. A entrevista partiu da seguinte questão: o que são territórios educativos e qual sua importância para a educação do nosso tempo? Sem elaborar uma resposta definitiva, Beatriz e Bel apresentam a ideia de território educativo como uma possibilidade de abertura da escola e da educação para o novo e para o desconhecido. Assim, um território educativo pode ser uma rua, um bairro ou uma cidade, desde que esteja aberto à circulação e ao pensamento das crianças e dos jovens que ensinam e aprendem nele.
Com uma vasta experiência nesse campo, as entrevistadas pontuaram suas reflexões com exemplos e histórias que mostram o impacto da abertura e da exploração dos territórios em professores, estudantes e comunidades.


Episódio 3: Como os corpos negros ocupam instituições culturais brasileiras hoje? 

Com  Luciara Ribeiro e Jordana Braz

novembro/2019

O que significa falar de experiências negras em instituições culturais? Neste episódio do podcast Amplitudes, os educadores Pedro Costa e Júlia Cavazzini entrevistam as educadoras e pesquisadoras Jordana Braz e Luciara Ribeiro, criadoras do projeto Experiências Negras, que acontece desde 2018 como parte dos programas do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake.
O Experiências Negras busca colocar em evidência o protagonismo de profissionais negros e negras de diversas áreas dos espaços culturais da cidade, por meio de encontros e debates, uma publicação digital e uma websérie que refletem sobre as questões raciais e o papel das instituições em promover transformações estruturais nos seus programas e quadros de colaboradores, entre outros esforços para mudar a desigualdade histórica pautada pela distinção de raça no Brasil.
Na entrevista, Jordana e Luciara contam um pouco da história desse projeto e sobre como a união de profissionais negros está contribuindo para fortalecer e aprofundar os debates raciais nas instituições culturais. 



Episódio 2: O que é acessibilidade? 

Com Cláudio Rubino

outubro/2019

Nesse episódio o educador Pedro Costa entrevista Cláudio Rubino, Coordenador do Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake, sobre acessibilidade nos museus e fora deles. Durante a conversa, Cláudio faz uma avaliação acerca do lugar das pessoas com deficiência em diversas sociedades e momentos históricos. Traz também dados relevantes sobre a situação das pessoas com deficiência no Brasil, em que as dificuldades relacionadas às deficiências se intensificam com a desigualdade e com os graves problemas sociais que o país enfrenta. Por fim, Cláudio explica como a área da acessibilidade migrou do debate da inclusão para o debate da participação, respondendo aos diversos tipos de exclusão produzidos pela sociedade contemporânea.



Episódio 1: Quando vejo meus sonhos nos seus olhos?

Com Fabio Morais e Virgínia de Medeiros

setembro/2019

No primeiro episódio do podcast Amplitudes, os educadores Pedro Costa e Júlia Cavazzini entrevistaram os artistas Fabio Morais e Virgínia de Medeiros, também professores da Escola Entrópica do Instituto Tomie Ohtake, sobre a relação entre arte e alteridade. O lugar da alteridade é um tema constante em suas obras, seja quando Fabio edita um livro que contém apenas as anotações de estranhos coletadas de outros livros, ou quando Virgínia elabora vídeos biográficos das mulheres que participam da Ocupação 9 de julho, por exemplo. A relação com o outro, os limites dessas relações e a transformação desses materiais em obras de arte são questões que foram abordadas durante essa conversa.




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Pedro Costa é mestrando em Filosofia pela Universidade de São Paulo com pesquisa em arte contemporânea e políticas de identidade no Brasil. Membro do Grupo de Estudos em Estética e Crítica de Arte da USP desde 2012. Atua como arte-educador desde 2010 e trabalha como educador no Instituto Tomie Ohtake desde março de 2015 onde coordenou a série de seminários "Conversas em Fluxo" entre 2016 e 2018. Atualmente produz o podcast Amplitudes pelo Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake.

Julia Cavazzini Cunha é artista e arte educadora. Integrou a equipe de Ação e Pesquisa educativa do Instituto Tomie Ohtake entre 2017 a 2019, onde desenolveu o projeto "Grupo de estudos Espaço Ativo" e auxiliou na concepção e gravação do projeto "Podcast Amplitudes". Atualmente integra a esquipe de Mediação e Programas Públicos do MASP. 


Esse projeto é parte do programa Experiências em Mediação, realizado pela equipe de Ação e Pesquisa Educativa. O programa desenvolve ações e projetos em mediação e arte-educação protagonizadas por educadoras e educadores da equipe. Cada educador desenvolve pesquisas que tocam pontos importantes da cultura, das artes e educação, explorando formatos e plataformas para além de visitas mediadas a diversos públicos.





PARCEIROS INSTITUCIONAIS DO NÚCLEO DE CULTURA e participação


idealização e coordenação



realização