Podcast Amplitudes

Amplitudes é um podcast produzido pelo Núcleo de Cultura Participação do Instituto Tomie Ohtake que discute temas relevantes da educação, da cultura e das artes nacionais, ampliando o alcance dos debates que acontecem dentro do nosso espaço. Toda primeira segunda-feira de cada mês, o educador Pedro Costa entrevista artistas, educadores e profissionais da cultura convidados a apresentar suas ideias, pesquisas e inquietações para o público.

 

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LISTA DE EPISÓDIOS:


Episódio 23: Aonde levam os caminhos de Pierre Verger?

Com Pryscila Gomes e Claudelir Clemente

setembro/2021

Com 30 anos, Pierre Verger começou a viajar pelo mundo, suas fotografias o levaram aos cinco continentes e proporcionaram o contato com diferentes povos e suas culturas, mas foi na Bahia onde Verger decidiu se estabelecer. Contrariando expectativas e o senso comum, o fotógrafo adentrou o espaço sagrado do candomblé baiano, conheceu seus segredos e a partir daí reconectou o Brasil à África.

A mostra “Pierre Verger - Percursos e Memórias” retoma esses trajetos e discute o percurso e as mudanças no olhar do fotógrafo francês que se torna babalorixá, filho de Xangô, Pierre 'Fatumbi' Verger.

Nesse episódio do Amplitudes o educador Pedro Costa conversa com a curadora da mostra, Priscyla Gomes, e com a antropóloga e professora da Universidade Federal de Uberlândia, Claudelir Clemente, sobre os caminhos e as transformações de Pierre Verger. 

 

Episódio 22: 
Quando os muros se tornam telas?


Com Ivo Mesquita

agosto/2021

Nesse episódio os educadores Pedro Costa e Bruno Ferrari entrevistam o curador da mostra Di Cavalcanti: Muralista, Ivo Mesquita, em um debate sobre a vida e a obra do artista moderno, sua produção mural e suas relações com muralismo mexicano.

Um dos expoentes da arte moderna brasileira Di Cavalcanti ficou conhecido por representar o Brasil popular em suas telas. Desde a década de 1920 suas obras apresentam temas ligados à população como o samba, o carnaval, os morros cariocas, antes que esses elementos se tornassem símbolos de identidade nacional. Di Cavalcanti é um dos fundadores da identidade brasileira no século XX e suas obras representam mulheres e homens negros, quando o tema ainda era um tabu entre as elites do país.

Um aspecto muito importante porém pouco conhecido da obra do artista são seus murais, obras de grande escala, elaboradas para ocupar largos espaços na arquitetura de edifícios, fábricas, teatros e escolas. Na mostra Di Cavalcanti: Muralista, o curador e pesquisador Ivo Mesquita retoma essa produção do artista para descobrir aí uma relação entre a obra de Di Cavalcanti e o muralismo mexicano, de artistas como Diego Rivera, Orozco, Siqueiros, entre outros.

Como olhar para Di Cavalcanti hoje? O que o muralismo significa para o pintor?  E como a produção do artista se relaciona com as questões contemporâneas? São algumas das questões debatidas neste podcast.

 


Episódio 21: Qual a cor do poder, qual a cor da resistência?

Com Maxwell Alexandre

julho/2021

Com obras que abordam a diversidade de experiências das pessoas negras no Brasil, o artista Maxwell Alexandre produz pinturas complexas que recusam qualquer definição simplista. São obras de grande escala, painéis ao mesmo tempo grandiosos e frágeis que tematizam diversos aspectos da vida das populações negras no Brasil.

Com apenas 31 anos, Maxwell Alexandre tem conquistado um lugar cativo no campo das artes visuais. Morador da Rocinha, nos últimos anos ele realizou exposições individuais na França, Inglaterra e no Brasil e suas obras já compõem o acervo de diversos museus relevantes como o MASP e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Entre os dias 8 de maio a 25 de julho, o Instituto Tomie Ohtake recebe Pardo é Papel, primeira exposição individual do artista Maxwell Alexandre na cidade de São Paulo.

Nesse episódio os educadores Pedro Costa e Luara Carvalho entrevistam o jovem artista para entender um pouco mais sobre suas motivações e sobre o percurso que percorre na produção de suas obras.


Episódio 20: Quando as mulheres começaram a tecer?

Com Ana Paula Simioni e Jordana Braz

junho/2021

Por que a tapeçaria e a cerâmica não fazem parte do grupo dos suportes tradicionais da arte mas são retomados na chamada "arte contemporânea"? Em que momento o trabalho com tecido começa a ser pensado como um trabalho feminino? E como a história das mulheres se relaciona com a história desses suportes?

Nesse episódio o educador Pedro Costa conversa com a professora e curadora Ana Paula Simioni e com a artista e educadora Jordana Braz. No ano passado, a Ana Paula e a Jordana participaram como curadora e curadora assistente da exposição Transbordar, no Sesc Pinheiros, que explorou essa produção em tecido na arte contemporânea. A partir dessa experiência, conversaram sobre a presença do tecido e da cerâmica na história das artes e a recente emergência desses suportes nos dias de hoje.

Com uma pesquisa sobre a atuação das mulheres na história das artes, a Ana Paula também apresentou a relação entre a história das mulheres e esses suportes e a Jordana, que produz obras de arte em tecido, contou sobre sua experiência como artista no trabalho com esse material. 



Episódio 19: Como tecer o passado com os fios do presente?

Com Denise Mattar

abril/2021

O artista Iberê Camargo tem uma trajetória de reconhecimento no universo da pintura, ao longo dos anos 60 e 70 suas telas conquistaram um lugar de destaque na história da arte brasileira. Porém, em diversos momentos, mesmo um grande artista como Iberê, contou com a contribuição de outras pessoas e artistas para desenvolver seu trabalho.

A exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake (colocar data de término), retoma algumas dessas importantes contribuições. Especialmente a participação das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, que colaboraram para a produção de pinturas do artista gaúcho em peças de cerâmica, e de Maria Angela Magalhães, que produziu ao menos sete tapeçarias a partir das telas do Iberê, a pedido do artista.

Nesse episódio o educador Pedro Costa conversa com a curadora da exposição, Denise Mattar, sobre o processo de pesquisa para a mostra e sobre suas descobertas em relação às contribuições dessas e de outras mulheres na trajetória de Iberê Camargo. Uma discussão que retoma certo silenciamento das mulheres nos anos 60 e 70 no Brasil, mas que registra os diversos lugares e papéis que as mulheres assumiram nesse momento, apesar das dificuldades.

Conversam também sobre o desenvolvimento da tapeçaria na história da arte ocidental e as experimentações em torno desse suporte por artistas modernos no Brasil e na Europa, uma pesquisa desenvolvida há muito tempo pela curadora. 



Episódio 18 parte 2: Como a fotografia nos ajudam a saber quem somos?

Com Elidayana Alexandrino

fevereiro/2021

Como as fotografias e as imagens nos ajudam a entender quem somos? Nós nos relacionamos com as pessoas ou com as imagens que temos delas? Podemos nos identificar com a imagem do outro?

Dando continuidade ao debate sobre fotografia e imagem, neste mês temos um segundo episódio do podcast Amplitudes. Uma entrevista com a artista e educadora Elidayana Alexandrino.

Há quatro anos a Elidayana produz o trabalho Narrativas que se encontram, um exercício de aproximação de imagens de diferentes origens e lugares que muitas vezes surpreende pela semelhança entre tempos e regiões tão distintas. Colocadas lado a lado, essas imagens começam a revelar alguns padrões imagéticos seculares. Por meio dessas relações a Elidayana apresenta um pouco das origens e dos caminhos da construção dos nossos imaginários, individuais e coletivos.



Episódio 18: Como a fotografia pode nos ajudar a saber quem somos?

Com Pricsyla Gomes

fevereiro/2021

Qual o lugar da fotografia em um mundo de intensa produção e circulação de imagens? É possível produzir uma imagem verdadeiramente original no mundo das redes sociais? 

O fotógrafo Nicholas Nixon se destaca por sua capacidade de retratar pessoas com intimidade, revelando emoções particulares, muito difíceis de serem capturadas pelas lentes de uma câmera. Entre os dias 22 de janeiro e 18 de abril o Instituto Tomie Ohtake recebe a mostra Nicholas Nixon - Coleções Fundación MAPFRE, uma grande retrospectiva do fotógrafo americano que resgata seus trabalhos desde a década de 70 até os dias de hoje. 

Nesse episódio, o educador Pedro Costa conversa com Priscyla Gomes, curadora do Instituto Tomie Ohtake, sobre a trajetória de Nicholas Nixon e suas obras mais famosas e impactantes, como a série "As Irmãs Brown" e a série de pessoas soropositivas. Além disso, conversam sobre o sentido da fotografia quando já existe um excesso de imagens em circulação.  



Episódio 17: Quais os desafios da arquitetura brasileira hoje? 

Com Diego Mauro, Juliana Braga e Pedro Varella

janeiro/2021

Como a arquitetura nacional pode lidar com questões tão importantes como a sustentabilidade e a desigualdade social? E quais são as inovações e os destaques da arquitetura brasileira contemporânea?

Para refletir sobre essas questões, o educador Pedro Costa conversou com três jurados da 7 ° edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. O Diego Mauro, curador assistente do Instituto Tomie Ohtake, a Juliana Braga, professora de projeto na Escola da Cidade e na FAU-USP e o Pedro Varella, do Estúdio gru.a, vencedor das duas últimas edições do Prêmio e professor no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula.

A 7º edição do Prêmio destaca produções de diferentes escalas e magnitudes, que vão desde uma estação científica na Antártica, até um pequeno quiosque e abrigo de canoas em Mangaratiba, Rio de Janeiro.

Além disso, coloca em pauta aspectos recentes da arquitetura contemporânea, como a “arquitetura de curta duração” e o papel da disciplina no enfrentamento dos problemas sociais do país, com o destaque para o tema da sustentabilidade . A exposição do Prêmio de Arquitetura está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até o dia 07 de fevereiro de 2021. 



Episódio 16: O que é representatividade ou como disputar imaginários?

Com Rosane Borges e Jeferson Tenório

dezembro/2020

 

Os debates sobre representação e representatividade são cada vez mais centrais para as lutas políticas e para o combate ao racismo, ao machismo e as violências que são direcionadas contra outros grupos em nossa sociedade. Nas últimas décadas tem se consolidado a ideia de que a luta por reconhecimento passa pela transformação do nosso imaginário social e pela reconfiguração das imagens que compõem o nosso cotidiano.

Nesse episódio o educador Pedro Costa entrevista a jornalista Rosane Borges, professora e autora de diversos livros sobre as relações entre mídia e racismo no Brasil, e o escritor Jeferson Tenório, autor do livro recém-lançado "O avesso da pele", que narra a trajetória de diversos personagens negros, seus afetos e desafios e dilemas em meio ao racismo cotidiano que os cerca todas as dimensões de suas vidas. Como transformar nosso imaginário para criar uma sociedade mais justa? E qual o papel da literatura e das artes nesse processo? São algumas das questões que conduziram esse debate.


Episódio 15: Como ser um jovem artista no Brasil?

Com Érica Storer, Felipe Rezende e Talles Lopes

novembro/2020

Como produzir arte no Brasil de hoje? E como pensar a arte em um país tão grande e cheio de contrastes? Nesse episódio o educador Pedro Costa conversa com os três artistas premiados do 7º Prêmio EDP nas Artes - Érica Storer (Curitiba, PR), Felipe Rezende (Salvador, BA) e Talles Lopes (Goiânia, GO), sobre suas experiências como jovens artistas no Brasil.

O Prêmio EDP nas Artes é uma realização do Instituto Tomie Ohtake e busca mapear e valorizar os jovens artistas no país criando espaços de exibição, circulação e debate para suas produções. Anualmente são selecionados dez artistas de até 29 anos para participarem conjuntamente de uma exposição, de onde saem os três artistas premiados.

Esta edição do Prêmio EDP nas Artes foi marcada pela diversidade, com uma seleção de dez artistas dos mais distintos perfis e regiões, refletida em suas pesquisas, processos e produções artísticas. Os dez artistas selecionados participam da exposição do Prêmio, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até o dia 10 de janeiro de 2021.



Episódio 14: O que faz um curador em tempos de urgência?

Com Paulo Miyada

outubro/2020

Como construir exposições de arte frente à turbulência política e cultural que estamos vivendo hoje no país? E como as exposições de arte podem manter sua potência crítica em meio à essa pandemia?

Nesse episódio o educador Pedro Costa recebe Paulo Miyada curador chefe do Instituto Tomie Ohtake e da mostra em cartaz Aglomeração de Antônio Henrique Amaral, e curador-adjunto da 34º edição da Bienal de São Paulo. Nessa conversa Paulo Miyada fala da importância de retomar artistas críticos como Antonio Henrique Amaral e apresenta os desafios de estar a frente da maior exposição de arte do Brasil em meio à pandemia e dentro de um contexto político.
 



Episódio 13: Qual o destino das imagens?  

Com Ricardo Fabbrini

setembro/2020

Todos os dias são produzidas e veiculadas milhares de fotografias, ilustrações, vídeos e filmes dos mais diversos tipos, um oceano de imagens que inunda nosso cotidiano através das telas de nossos celulares, computadores, televisões e etc. Com o distanciamento social vivenciado nos últimos meses, a exibição e circulação de imagens atravessa cada vez mais nossas relações com os outros e com o mundo. Podemos afirmar que vivemos em uma sociedade da imagem? Neste episódio, o educador Pedro Costa conversou com o filósofo Ricardo Fabbrini sobre as questões que envolvem a vida em uma sociedade permeada pelas telas digitais. O filósofo faz um diagnóstico sobre imagens de rápida circulação - essas que vemos em menos de dois segundos antes de passarmos para a próxima- e comenta sobre outras possibilidades de imagens, aquelas que nos fazem parar e refletir, ou como Fabrinni denominou, as "imagens enigma".



Episódio 12: 
Qual música nos unirá novamente? 

com Benjamim Taubkin e Flaira Ferro

agosto/2020

O início das práticas de isolamento social levou a um rápido cancelamento de shows, espetáculos e turnês pelo país. Todo o setor musical, de cantoras e instrumentistas até produtores e técnicos, precisou se reconfigurar sem saber quando irão retomar suas atividades novamente.

Nem por isso os músicos ficaram parados. Nesses quatro meses de isolamento músicos de diversas regiões encontraram nos meios virtuais uma possibilidade de contato com seus públicos e encamparam uma série de iniciativas de apoio a profissionais da área que ficaram sem renda para seus gastos básicos.

Neste episódio o educador Pedro Costa conversa com a cantora e musicista Flaira Ferro, e o pianista, compositor e curador Benjamim Taubkin sobre a situação dos músicos durante a pandemia, os projetos de auxílio aos profissionais da área, o uso de tecnologias e o distanciamento do público, além das diversas contribuições que a música pode fornecer neste momento de crise.

Por fim, Benjamim e Flaira sugeriram músicas para compor uma playlist a partir do tema do episódio "Que música nos unirá novamente". O resultado você encontra no perfil do Insituto Tomie Ohtake no Spotify, Clique AQUI e confira! 

 

 

Episódio 11: Como a literatura infantil pode ajudar crianças e adultos a atravessar a pandemia?

com Isabel Lopes Coelho e Mell Brites 

julho/2020

Literatura infantil parece não combinar com temas difíceis como doença, morte, política, autoritarismo, entre outros assuntos complexos. Porém, as editoras Isabel Lopes Coelho e Mell Brites discordam dessa impressão. Nesse episódio o educador Pedro Costa e as convidadas conversam sobre um aspecto difícil da literatura infantil, o momento em que ela lida com as crises, as dores e as contradições que perpassam nossa sociedade. Acompanhadas com leituras de trechos de obras literárias, Isabel Lopes Coelho e Mell Brites traçam um panorama das estratégias atuais e históricas pelos quais a literatura infantil tem abordado de forma criativa temáticas delicadas para todos nós.


Episódio 10: Qual o papel dos professores na quarentena?
 

com Jayse Ferreira, Marília Carvalho e Felipe Tenório

junho/2020 

Com o início da quarentena e das práticas de distanciamento social, a educação no país tem se transformado rapidamente. Professoras e professores têm enfrentado o desafio de adaptar suas atividades para interfaces digitais, se deparando diretamente com a realidade das famílias e dos alunos. De que forma professores estão lidando, na prática, com as iniciativas, expectativas e pressões nos contextos das escolas públicas e particulares? Como construir vínculos com as famílias nesse momento? E como o ensino de artes e o incentivo às práticas artísticas podem cooperar para a elaboração dessa nova realidade?

Nesse episódio, os educadores Pedro Costa e Luara Carvalho conversaram com os professores de arte Jayse Ferreira, Marília Carvalho e Felipe Tenório, que atuam em espaços educacionais de diferentes perfis e regiões. Na conversa, os convidados compartilham suas experiências com o ensino à distância, o papel desempenhado por professores durante a pandemia e as dificuldades e potenciais das plataformas digitais.

                                                                                                                

Episódio 9: Como a escola pública pode atravessar a pandemia? 

com Natacha Costa e Zilene Trovão 
maio/2020

Neste episódio Pedro Costa entrevista as especialistas em educação Natacha Costa e Zilene Trovão sobre os impactos e desafios que a pandemia de COVID-19 e o necessário isolamento social impõem à educação pública no Brasil. Como gestores e professores do ensino público podem ajudar alunos, famílias e comunidades a enfrentar os problemas relacionados a essa nova realidade social? Como as escolas podem garantir a continuidade do processo educacional para um conjunto de alunos que muitas vezes não tem acesso a computadores e internet? E talvez mais importante, qual deve ser o foco dos processos pedagógicos durante esse momento do país?
Nessa conversa, Natacha Costa e a Zilene Trovão nos ajudam a refletir sobre essas e outras questões e a pensar quais os papeis a educação pública brasileira deve adotar em meio a essa nova realidade social.


Episódio 8: 
Como romper as fronteiras entre a arte e o sagrado? 

com o artista Ayrson Heráclito
abril/2020

Neste episódio, o educador Pedro Costa e a curadora associada Luise Malmaceda entrevistam o artista Ayrson Heráclito. As obras de Heráclito operam numa mescla entre as linguagens artísticas contemporâneas e as tradições ritualísticas do candomblé. Desse modo, suas obras unem rituais de limpeza, cura e fortalecimento, próprios das tradições religiosas afro-brasileiras, com as linguagens da performance e da vídeo-arte. A obra "Os sacudimentos" (2015) de Ayrson Heráclito esteve em exposição na mostra Canções de um passado esquecido: Obras das coleções British Council, LUX e Acervo Histórico Videobrasil. Curada por Luise Malmaceda, a mostra apresentou obras do Reino Unido em diálogo com trabalhos de artistas brasileiros que fazem parte da coleção histórica da Associação Cultural Videobrasil. Em "Os sacudimentos", Ayrson e outros sacerdotes realizam um ritual de sacudimento (limpeza espiritual) nas ruinas Maison des Esclavs em Gorée, no Senegal e na Casa da Torre, na Bahia. Por sua importância, a obra foi escolhida para representar o Brasil na 57º Bienal de Veneza.

Episódio 7: Quando Orfeu se apaixona? 

com a artista Mariana Palma e a curadora Priscyla Gomes do Instituto Tomie Ohtake
março/2020

Neste episódio, o educador Pedro Costa conversou com a artista Mariana Palma e com a curadora Priscyla Gomes sobre  a exposição Lumina, individual de Mariana Palma em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Mariana Palma é uma pintora que compõem telas complexas, ricas em cores e formas que seduzem o olhar do espectador. Marcada pelo excesso de cores, sombras e formas, a obra de Palma é sempre um convite ao deleite, a fruição e ao prazer visual.
Para a exposição Lumina a curadora Priscyla Gomes retoma o mito de Orfeu e Eurídice, uma analogia que fala da força de atração e sedução presente nas obras de Mariana. A exposição Lumina também conta com aquarelas, fotografias e vídeos, uma pesquisa mais recente da artista  que junto com suas pinturas criam uma ambientação cenográfica, baseadas em óperas e museus antigos.

                                                              
 

Episódio 6: O que é um curador? 

com a curadora Luise Malmaceda e Theo Monteiro curador assistente do Instituto Tomie Ohtake
fevereiro/2020

Neste episódio, os educadores Pedro Costa, do Instituto Tomie Ohtake e Julia Cavazzini, do MASP, entrevistam a curadora associada Luise Malmaceda e o curador assistente Theo Monteiro, do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Durante a conversa os participantes exploraram o conceito e o trabalho de curadoria, seus processos criativos de construção de exposições, o pensamento educativo envolvido na elaboração de uma mostra e acerca das etapas de construção de uma exposição. 
Nas últimas décadas os curadores se tornaram atores fundamentais para o campo artístico, mas o seu trabalho acontece sobretudo nos bastidores das mostras e exposições, já que boa parte da pesquisa, projetos e interlocuções institucionais ficam velados para o público, que encontra apenas o resultado final do processo curatorial. Mas o que faz um curador, quais as suas responsabilidades e por que essa figura tornou-se tão importante para as artes na atualidade?



Episódio 5: Quem é Takashi Murakami? 

com Diego Mauro curador assistente do Instituto Tomie Ohtake e as pesquisadoras Lizia Ymanaka Barreto e Mayra Oi Saito, também educadora e ativista. 
janeiro/2020

Neste episódio, o educador Pedro Costa se encontra com Diego Mauro, curador assistente do Instituto Tomie Ohtake, Lizia Ymanaka Barretto, pesquisadora dedicada à análise da obra do artista, e Mayra Oi Saito, pesquisadora, educadora e ativista, para conversar sobre a obra e a vida de Takashi Murakami.
Takashi Murakami (Tóquio, 1962) produz pinturas, esculturas, instalações e vídeos utilizando linguagens e referências da cultura pop, do budismo e de artistas japoneses de outras épocas. Além de trabalhar em múltiplas plataformas, também realiza parceria com grandes nomes da música, como Kanye West, Pharrell Williams e Billie Eilish, e da moda, como a marca Louis Vuitton. A partir das menções à cultura japonesa nas obras de Murakami, os convidados conversaram também sobre algumas das complexidades que envolvem a comunidade japonesa no Brasil, suas tradições e representações no país.
A exposição Murakami por Murakami está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake de 4 de dezembro de 2019 a 15 de março de 2020

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Episódio 4: O que são territórios educativos? 

com as educadoras Bel dos Santos Mayer e Beatriz Goulart
dezembro/2019

Neste episódio, o educador Pedro Costa e Natame Diniz, coordenadora do Prêmio Territórios, projeto concebido e realizado pelo Instituto Tomie Ohtake, entrevistam a arquiteta Beatriz Goulart e a educadora Bel Santos Mayer, ambas referências em pesquisa sobre educação integral. A entrevista partiu da seguinte questão: o que são territórios educativos e qual sua importância para a educação do nosso tempo? Sem elaborar uma resposta definitiva, Beatriz e Bel apresentam a ideia de território educativo como uma possibilidade de abertura da escola e da educação para o novo e para o desconhecido. Assim, um território educativo pode ser uma rua, um bairro ou uma cidade, desde que esteja aberto à circulação e ao pensamento das crianças e dos jovens que ensinam e aprendem nele.
Com uma vasta experiência nesse campo, as entrevistadas pontuaram suas reflexões com exemplos e histórias que mostram o impacto da abertura e da exploração dos territórios em professores, estudantes e comunidades.



Episódio 3: Como os corpos negros ocupam instituições culturais brasileiras hoje? 

com as educadoras Luciara Ribeiro e Jordana Braz
novembro/2019

O que significa falar de experiências negras em instituições culturais? Neste episódio do podcast Amplitudes, os educadores Pedro Costa e Júlia Cavazzini entrevistam as educadoras e pesquisadoras Jordana Braz e Luciara Ribeiro, criadoras do projeto Experiências Negras, que acontece desde 2018 como parte dos programas do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake.
O Experiências Negras busca colocar em evidência o protagonismo de profissionais negros e negras de diversas áreas dos espaços culturais da cidade, por meio de encontros e debates, uma publicação digital e uma websérie que refletem sobre as questões raciais e o papel das instituições em promover transformações estruturais nos seus programas e quadros de colaboradores, entre outros esforços para mudar a desigualdade histórica pautada pela distinção de raça no Brasil.
Na entrevista, Jordana e Luciara contam um pouco da história desse projeto e sobre como a união de profissionais negros está contribuindo para fortalecer e aprofundar os debates raciais nas instituições culturais. 



Episódio 2: O que é acessibilidade? 

com Cláudio Rubino, coordenador de acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake
outubro/2019

Nesse episódio o educador Pedro Costa entrevista Cláudio Rubino, Coordenador do Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake, sobre acessibilidade nos museus e fora deles. Durante a conversa, Cláudio faz uma avaliação acerca do lugar das pessoas com deficiência em diversas sociedades e momentos históricos. Traz também dados relevantes sobre a situação das pessoas com deficiência no Brasil, em que as dificuldades relacionadas às deficiências se intensificam com a desigualdade e com os graves problemas sociais que o país enfrenta. Por fim, Cláudio explica como a área da acessibilidade migrou do debate da inclusão para o debate da participação, respondendo aos diversos tipos de exclusão produzidos pela sociedade contemporânea.



Episódio 1: Quando vejo meus sonhos nos seus olhos?

com Fabio Morais e Virgínia de Medeiros
setembro/2019

No primeiro episódio do podcast Amplitudes, os educadores Pedro Costa e Júlia Cavazzini entrevistaram os artistas Fabio Morais e Virgínia de Medeiros, também professores da Escola Entrópica do Instituto Tomie Ohtake, sobre a relação entre arte e alteridade. O lugar da alteridade é um tema constante em suas obras, seja quando Fabio edita um livro que contém apenas as anotações de estranhos coletadas de outros livros, ou quando Virgínia elabora vídeos biográficos das mulheres que participam da Ocupação 9 de julho, por exemplo. A relação com o outro, os limites dessas relações e a transformação desses materiais em obras de arte são questões que foram abordadas durante essa conversa.




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Pedro Costa é mestrando em Filosofia pela Universidade de São Paulo com pesquisa em arte contemporânea e políticas de identidade no Brasil. Membro do Grupo de Estudos em Estética e Crítica de Arte da USP desde 2012. Atua como arte-educador desde 2010 e trabalha como educador no Instituto Tomie Ohtake desde março de 2015 onde coordenou a série de seminários "Conversas em Fluxo" entre 2016 e 2018. Atualmente produz o podcast Amplitudes pelo Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake.

Julia Cavazzini Cunha é artista e arte educadora. Integrou a equipe de Ação e Pesquisa educativa do Instituto Tomie Ohtake entre 2017 a 2019, onde desenolveu o projeto "Grupo de estudos Espaço Ativo" e auxiliou na concepção e gravação do projeto "Podcast Amplitudes". Atualmente integra a esquipe de Mediação e Programas Públicos do MASP. 


Esse projeto é parte do programa Experiências em Mediação, realizado pela equipe de Ação e Pesquisa Educativa. O programa desenvolve ações e projetos em mediação e arte-educação protagonizadas por educadoras e educadores da equipe. Cada educador desenvolve pesquisas que tocam pontos importantes da cultura, das artes e educação, explorando formatos e plataformas para além de visitas mediadas a diversos públicos.