Somos Muitas!

O Instituto Tomie Ohtake, com o patrocínio de Deloitte e Klabin, promove o Somos Muitas!, projeto voltado à formação nas áreas de arte e produção cultural, prioritariamente para jovens mulheres negras, periféricas, indígenas, LBTQIA+, com deficiência e outras em situações de vulnerabilidade. Em formato virtual, o programa inclui atividades práticas, de leitura e de escuta, por meio de vídeos, podcasts e experiências virtuais ao vivo conduzidas por artistas, produtoras e empreendedoras nos campos da arte e da cultura. O projeto atenderá 300 participantes de diferentes cidades do Brasil, que poderão se inscrever gratuitamente através do site www.somosmuitas.institutotomieohtake.org.br.

A formação terá encontros on-line entre 19 de junho e 21 de agosto de 2021, aos sábados, das 14h às 16h, e será desenvolvida em cinco módulos: Arte Contemporânea Nacional e Internacional; Cultura e Sociedade; O papel das Instituições Culturais; Elaboração de Projetos Culturais e Empreendedorismo Cultural. Este será o espaço para dúvidas, atividades práticas e criação de redes de troca e aprimoramento de conhecimentos sob a perspectiva da presença da mulher na sociedade.

O conteúdo será apresentado previamente por orientadoras em videoaulas gravadas e indicações de textos em PDF obrigatórios. Por meio de podcasts, as participantes conhecerão um pouco sobre as orientadoras, suas trajetórias, curriculum, curiosidades e desafios da prática profissional.

O programa será concluído com uma publicação composta por textos elaborados por convidadas, profissionais e pesquisadoras em destaque em seus campos de atuação. A publicação será digital, distribuída gratuitamente no site do Instituto Tomie Ohtake e contará com recursos de acessibilidade. Para complementar o conteúdo, serão produzidos cinco vídeos com informações sobre artistas mulheres da atualidade para serem divulgados nas plataformas digitais do Instituto Tomie Ohtake e parceiros.





A formação será desenvolvida em 5 módulos e conduzida pelas seguintes orientadoras:

Módulo 1 – Arte Contemporânea Nacional e Internacional



Renata Felinto

É Artista Visual de São Paulo e atualmente vive no Crato/CE, com doutorado e mestrado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista/SP e especialização em Curadoria e Educação em Museus pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo/SP.

Professora adjunta de Teoria da Arte do Curso de Licenciatura em Artes Visuais do Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri/CE. Professora no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Artes na mesma instituição. Compôs o Comitê de Pesquisa Científica da URCA/CE e foi coordenadora do Curso de Licenciatura em Artes Visuais e do subprojeto PIBID do mesmo curso. Professora na Pós-Graduação Especialização em Gestão Cultural do Itaú Cultural/SP.

Compôs o conselho editorial da Revista O Menelick 2º ato e é membro da Comissão Científica do Congresso CSO da Faculdade de Belas Artes de Lisboa/Portugal. Coordenou o Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. Foi curadora da 15° Bienal Naïfs do Brasil, no SESC Piracicaba/SP. É curadora adjunta para cosmologias do Instituto Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, Recife/PE. Realizou trabalhos na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Itaú Cultural, Centro Cultural São Paulo, SESC, SESI/FIESP, dentre outros espaços


Módulo 2 – Cultura e Sociedade



Isa Meirelles

 

É uma comunicóloga que transformou a deficiência em provocação. Atua na promoção da acessibilidade como recurso criativo, dirigindo conteúdos digitais para marcas. Atualmente, é professora de Comunicação Inclusiva e Conteúdos Acessíveis na Redesign Academy e colíder da Deficiência Tech, comunidade de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de tecnologia no Brasil.

 




Luíla de Paula

É jornalista, carioca e mora atualmente em Maceió (AL). Também é graduada em Letras, profª. Especialista em Educação em Direitos Humanos e Diversidade. Fundadora da Negra-Mina, consultoria em Diversidade e Inclusão atua com Comunicação, Empreendedorismo Social e Cultural. Ativista, atuante em Organizações da Sociedade Civil, defende a ocupação dos espaços de poder observando questões de gênero, raça e classe; contribuindo como membro dos Conselhos Estaduais de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim-AL) e de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL), além do Fórum da Cultura Afro-Brasileira em Maceió. Feminista decolonial, se reconhece como Mulher Preta, é Mãe e exercita a Escritoterapia, para além do prazer pelos textos, transformando em uma ferramenta de empoderamento feminino; está sempre em construção.




Neon Cunha

Mulher, negra, ameríndia e transgênera questionadora da branquitude e cisgêneridade tóxicas. 51 anos. Uma das mais reconhecidas vozes da despatologização das identidades trans no Brasil e primeira mulher trans a denunciar violências na OEA (Organização dos Estados Americanos). Compõe diversas iniciativas e espaços como ativista independente, dentre elas a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo e como patrona da Casa Neon Cunha, espaço de acolhimento LGBTQIA+ do ABC Paulista.





Módulo 3 – O Papel das Instituições Culturais



Marília Bonas

É historiadora, especialista em museologia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Museologia Social pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em Lisboa, atuando na área há 20 anos. Professora, pesquisadora, gestora cultural e curadora, foi diretora do Museu do Café, do Museu da Imigração e coordenou o Memorial da Resistência de São Paulo. Atualmente é diretora técnica do Museu da Língua Portuguesa e compõe o quadro de diretoras do Conselho Internacional de Museus (ICOM-Brasil).





Módulo 4 – Elaboração de Projetos Culturais

Daniele Torres 

É museóloga, pós-graduada em história da arte, gestão cultural e comunicação empresarial. Sócia fundadora da Companhia da Cultura, é especialista em leis de incentivo e captação de recursos; atua no mercado cultural há mais de 23 anos e também é sócia do site e escola livre Cultura e Mercado. Já foi gestora de patrocínios de grandes corporações, como a Vale, e atuou também no terceiro setor em institutos empresariais, como a Fundação CSN e em ONGs diversas das áreas cultural, social e ambiental. Foi diretora do Instituto AES (2016-18). Palestra por todo o país, faz curadorias de conteúdo e escreve sobre leis de incentivo, elaboração de projetos, planejamento estratégico e captação de recursos para revistas e sites. Atualmente é conselheira consultiva da Comissão de Direito das Artes da OAB-SP, membro do Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais e da ABRIG - Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais e é associada ao COREM - Conselho Regional de Museologia e à ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos.


Módulo 5 – Empreendedorismo Cultural



Adriana Barbosa

É a mulher por trás de toda a plataforma Feira Preta e formada em gestão de eventos. Sua atuação profissional começou em 1995, na área de comunicação, com trabalhos em emissoras de rádio, produtoras de TV e gravadoras. Criou, em 2002, a maior feira negra do Brasil, um hub de inventividade e criatividade pretas, que se transformou no maior festival de tendências afro-contemporâneas do mercado e das artes, além da promoção das iniciativas afro-empreendedoras de diversos segmentos. Como empreendedora social, passou pelas principais Aceleradoras do ecossistema de Negócios Sociais no Brasil, tais como Artemisia, Aliança Empreendedora, Quintessa, Endeavor e Nest e em 2016 ficou em segundo lugar da primeira edição do Inova Capital – Programa de Apoio a Empreendedores Afro-Brasileiros, uma iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Anjos do Brasil. Venceu a categoria Troféu Grão do Prêmio Empreendedor Social, promovido pela Folha de São Paulo, com a aceleradora Pretahub e também foi vencedora da categoria Empreendedorismo e Negócios do Prêmio CLAUDIA 2019. Ganhou o Prêmio Estado de São Paulo para as Artes na categoria cultura urbana. Recentemente foi nomeada para o time de fellows de líderes globais da Fundação Ford, em 2020 foi reconhecida na Cúpula de Impacto e Sustentável do Fórum Econômico Mundial e passou a integrar o time de empreendedores sociais da Rede Schwab.



Priscila Gama

É CEO do Das Pretas, head do laboratório de inovação social e é considerada uma das mulheres negras mais influentes do país. A estrategista de Inteligência em resolutivas de impacto social é um expoente no enfrentamento às violências contra a juventude e as mulheres negras através da cultura, educação, empreendedorismo e tecnologia. A Empreendedora Social é ativista, Consultora Jurídica especialista em Direito Público e Direitos Humanos, Mestranda em Sociologia Política, Pesquisadora e Movimentadora da Economia Criativa Afrocentrada e Periférica.






PATROCÍNIO


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