Instalação
De 10 a 20 de novembro

O Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o British Council e a Feira Preta, recebe a instalação
Race Cards, da artista Selina Thompson, de Leeds, Inglaterra.

A obra, que desafia a presença de tensão racial, da violência e da discriminação no cotidiano, foi adequada ao contexto brasileiro pela artista Priscila Rezende, que participou da programação paralela da exposição “Histórias afro-atlânticas” no Instituto.

No dia 10, às 11h, por ocasião da inauguração da instalação, a artista Priscila Rezende apresenta o processo de adequação da obra e conversa com o público sobre as implicações deste trabalho no contexto brasileiro.

Entrada gratuita

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Sobre a obra Race Cards:

Race Cards é um projeto de instalação e fórum público, que expõe e desafia a presença de tensão racial, violência e discriminação em nossas vidas cotidianas, questionando situações do dia a dia nos detalhes mais íntimos.

Trata-se de arquivo em constante expansão, realizados em prol da pesquisa de Selina intitulada “Tão Vasto e Profundo como o Mar”. As diferentes versões nunca repetem a mesma forma. A obra já teve a forma de um jogo de cartões, uma performance duracional e de sessões individuais ao longo de 18 horas.

No Brasil, Race Cards é apresentada enquanto instalação e conta com a tradução e adaptação contextual da artista Priscila Rezende.

 

Sobre Selina Thompson:

Selina Thompson é uma artista e performer residente em Leeds, na Inglaterra. Seu trabalho é lúdico, participativo e íntimo, com foco nas políticas de identidade e em como elas definem nossos corpos, vidas e ambientes. Ela criou obras para bares, cafés, salões de cabeleireiro, banheiros e às vezes até galerias e teatros, como por exemplo o espetáculo Sal. , que compôs a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp2018.

 

Sobre Priscila Rezende:

Etnia, identidade, inserção e presença do indivíduo negro e das mulheres na sociedade contemporânea são os principais norteadores e questionamentos levantados no trabalho de Priscila Rezende. Partindo de suas próprias experiências, limitações impostas, discriminação e estereótipos são expostos em ações corporais viscerais, que buscam estabelecer com o público um diálogo direto e claro. A artista propõe ao público compartilhar e ser confrontado por diferentes realidades, deslocando-os de seu lugar de conforto para questionar certezas pré-estabelecidas. Priscila é graduada em Artes Visuais pela Escola Guignard-UEMG (Belo Horizonte, Brasil) com habilitação em Fotografia e Cerâmica. Dentre seus trabalhos destacam-se presença em diversas cidades do Brasil, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Porto Alegre, Oiapoque, entre outras; e países como Alemanha, Reino Unido e EUA.
 

Sobre a Feira Preta:

O Festival Feira Preta é o maior evento de cultura negra da América Latina, que acontece em São Paulo durante o mês de novembro. Com uma agenda distribuída em diferentes territórios da cidade, o Festival reúne diferentes expressões de arte e cultura que entregam aos visitantes toda a potência criativa da população negra. Artes plásticas, intervenções artísticas, música, audiovisual, diálogos e muito mais. 

Estas atividades todas convergem na Feira Preta, um grande evento que acontece nos dias 18, 19 e 20 de novembro na Praça das Artes, região central de São Paulo. Com ENTRADA LIVRE, a edição deste ano traz Elza Soares, Luedji Luna, Rincon Sapiência, Batekoo, Quebrada Queee e várias outras atrações nacionais e internacionais. Saiba mais em www.feirapreta.com.br e também na fanpage Feira Cultural Preta.