Oficina: “O audiovisual em zonas de conflito”, com Eliane Caffé

O mundo está saturado de imagens e a disputa pela atenção dos algoritmos tem nos conduzido muitas vezes à exaustão. A compulsão por produzir relatos nos faz escravos de nós mesmos e só nos sentimos conectados com o mundo quando lançamos nas nuvens digitais uma infinidade de informações. Se é difícil romper com esse ciclo, ao menos podemos indagar se existe outro modo de gerar testemunhos fora da ordem acelerada que o celular nos impõe. Talvez possamos aprender a reutilizar os acervos audiovisuais que já existem, e assim reinterpreta-los e recombina-los para que emerjam novas narrativas. E se aprendermos a operar dentro de processos colaborativos e coletivos, certamente desenvolveremos conteúdos que nos ajudem a expressar de forma mais potente a complexidade da realidade em que vivemos.

 

Nessa atividade, Eliane Caffé apresentará conceitos originados de sua experiência direta com a produção de narrativas em diferentes contextos e territórios sociais em conflito. Simultaneamente, será proposto um experimento com a criação de linguagens híbridas, construídos na primeira pessoa, porém valendo-se do repertorio de conteúdos já disponível nas plataformas e aplicativos digitais dos próprios participantes.

 
18, 19 e 20 de fevereiro | Terça, quarta e quinta-feira

19h às 22h30

15 vagas
*Para essa atividade é necessário trazer celular pessoal

* Vagas Esgotadas

Eliane Caffé formou-se em Psicologia e em 1988 partiu para Cuba para iniciar seus estudos de cinema na Escola Internacional de Cine y TV de San Antonio de los “Banos”. Em 1990 viaja para Espanha com uma bolsa de pós-graduação para aprofundar sua formação humanista no “Instituto de Estética e das Artes” da Universidade Autônoma de Madrid. De volta ao Brasil, segue a carreira de cineasta escrevendo e dirigindo curtas, longas metragens e series de TV que vem ganhando o reconhecimento da crítica e público em importantes Festivais e Mostras no Brasil e internacionalmente. Dirigiu e co-roterizou os longas “Kenoma”; “Narradores de Javé”; “O Sol do Meio Dia” e o mais recente, “Era O Hotel Cambridge”. Atualmente, está voltada para consolidar a pratica de pensar e produzir um cinema “polifônico”, “dialógico” e que se estenda muito além dos sets de gravações.