Encontro com especialistas e/ou pensadores convidados, aprofundando temas presentes nas exposições.
Acompanhamento formativo com continuidade das pesquisas individuais e intercâmbio com as concepções educativas do Instituto Tomie Ohtake.
Período de pesquisa e desenvolvimento de propostas educativas autorais, em diálogo com as exposições.
Finalização e compartilhamento das propostas com o público; roda de conversa de encerramento e registro das experiências.
Amabile Inaê é cantora, atriz, produtora cultural, arte-educadora e pesquisadora das culturas afro-diaspóricas e populares. Atua com teatro, musicalidade, contação de histórias e formação de educadores, desenvolvendo projetos voltados às infâncias, juventudes e comunidades periféricas. Integra iniciativas como o Brincar d’África, Odara Conecta e a Cia Menina Fulô. Foi integrante do Coletivo As Trapeiras por 8 anos e do Bloco Ilú Obá de Min por 7 anos. Atualmente pesquisa práticas de arte-educação, ancestralidade e construção comunitária, articulando saberes tradicionais, mediação cultural e educação antirracista.
Janaú é carioca de raiz amazônida, é artista visual, escritora e educadora. Doutoranda em Artes Visuais pela Unesp, Mestre em Educação pela UERJ e Graduada em História pela UFF. Atua com pesquisa e prática em arte, cultura e pedagogias. Colaborou com instituições como Museu do Amanhã/RJ, Bienal de São Paulo, Oficina Francisco Brennand/PE, Biblioteca Mário de Andrade/SP, entre outros. É ainda, artista-educadora no JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube/SP. Pesquisa a memória, a relação humana com a natureza e os saberes originários de Abya Yala.
Jhow Carvalho é artista do teatro e da dança, fundou a Combate Coletivo de Artes Pretas que circulou de 2019 a 2022 com o espetáculo “Mãe Preta” pela cidade de São Paulo, espetáculo inspirado no conto de mesmo nome vencedor do Prêmio Malê de Literatura. Integra a Coletiva N’Kimpa e o espetáculo “Kuenda Kalunga – Kuenda Njila – É possível gargalhar depois da travessia?”É doutorande em artes cênicas pelo PPGA – UNESP com pesquisa em teatros negros. Atua com educação não formal desde 2011 com oficinas, aulas e workshops de teatro e dança. Desde 2016 trabalha em educativos de exposições em instituições como SESC Guarulhos, SESC 24 de Maio, Bienal de Arte de São Paulo, MIS Experience entre outras.
Rose Mara Kielela é mestranda em educação pela USP, Bacharel em Dança pela UNESPAR-FAP, multiartista, arte educadora, angoleira e psicomotricista. É criadora do Umbangu Espaço Cultural Virtual. Como artista educadora, atuou no sudeste do Brasil, México, Portugal e Angola. Sua produção artística passou por eventos como FUSO – Festival Internacional de Video Arte de Lisboa, 18ª Dak’art Biennale (Senegal) e mais 12 países, entre eles: Marrocos, África do Sul, Angola, Uruguai, Argentina, México, Espanha, Reino Unido, Portugal, etc.
Confira o vídeo do 2º ciclo da Residência Juntó com as educadoras Dariane Lima, Nivea Matias e Vitória Machado.
Arte-educadora e pesquisadora entre as interseções entre arte, política, educação e direitos humanos, investigando diálogos entre bell hooks e Paulo Freire. Mestranda em Ciências Sociais pela Unifesp e bacharel em Ciências Sociais pela PUC-SP. Traz para a residência seu olhar para permanência e memória.
Educadora e pesquisadora com ênfase em territorialidade, raça e literatura, bacharel em Humanidades pela Unilab. Seu trabalho atravessa a oralidade fundamentada na filosofia iorubá e práticas de criação compartilhada.
Educadora e pesquisadora que nos convida a uma navegação afetiva, com experiências em projetos educativos, de mediação e de formação de públicos. Mestre em História da Arte pela Unifesp, especialista em Museologia, Cultura e Educação pela PUC-SP e bacharela e licenciada em História pela USP.
Ao longo de um mês, os residentes Bruna de Jesus Silva, Danilo S. Santana, Elidayana Alexandrino, se dedicaram coletivamente a construir pensamentos e práticas pedagógicas coletivamente, com ênfase na mostra Teatro Experimental do Negro nas fotografias de José Medeiros.
Pesquisa filosofias africanas e afro-brasileiras. Há mais de dez anos trabalha nas áreas de educação e mediação em instituições de arte, como no MIS, unidades do SESC SP e em edições da Bienal de São Paulo.
Pedagogo e multiartista. Há 20 anos utiliza a palavra, a poesia e outras linguagens artísticas para refletir sobre o corpo e seu entorno. Tem como base as manifestações tradicionais afro-brasileiras e os saberes populares.
Pesquisa filosofias africanas e afro-brasileiras. Há mais de dez anos trabalha nas áreas de educação e mediação em instituições de arte, como no MIS, unidades do SESC SP e em edições da Bienal de São Paulo.
Desde 2018, o Instituto Tomie Ohtake tem sido um espaço para construção de um projeto de impacto transformador, o ‘Experiências Negras’.
Esta iniciativa, criada pelas ex-educadoras Jordana Braz e Luciara Ribeiro, dedica-se à promoção da diversidade e à luta contra o racismo. Com um compromisso inequívoco com a educação antirracista, seu objetivo central é discutir a presença e o fazer das pessoas negras dentro das instituições de arte.
As atividades desenvolvidas pelo Experiências Negras iniciaram-se no ambiente virtual, com lives, palestras e publicações que abrangeram uma variedade de temas: a presença de educadores negros, a arte contemporânea e os programas educativos.
Ao longo das últimas seis edições, cada iniciativa é cuidadosamente planejada para estimular reflexões profundas, incentivar a expressão criativa e promover ações concretas em prol da equidade e justiça racial.
Nossa missão é construir pontes entre as comunidades negras e as instituições culturais, ampliando os espaços de representação e protagonismo e promovendo uma mudança significativa nas estruturas e práticas institucionais.
Acreditamos que somente através do reconhecimento e valorização da diversidade é possível construir um futuro mais justo e inclusivo para todos.
Para construir um ambiente cultural verdadeiramente acolhedor e representativo, em 2024, o Instituto Tomie Ohtake cria o setor Educação e Diversidade. Uma resposta às demandas urgentes por representatividade e inclusão nas esferas culturais.
Reconhecemos o desafio de abordar questões relacionadas à raça e à acessibilidade e, sobretudo, a importância vital de reconstruir narrativas e espaços que, historicamente, marginalizaram vozes.
O Instituto compromete-se a promover uma cultura inclusiva e diversa em nossas atividades e programas, que têm se construído com cuidado e responsabilidade.