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Residência Juntó

A Juntó – Residência para Arte-Educadores propõe um espaço de pesquisa e criação voltado às práticas antirracistas e interseccionais da arte educação.

Ao longo do período de residência, os participantes passarão por uma imersão na qual vivenciam encontros formativos com a equipe educativa e com educadores e artistas convidados. A pesquisa dos residentes se desdobra em ações educativas para os diferentes públicos da instituição nas exposições em cartaz.

Para nós, a residência é uma possibilidade de encontro com diferentes práticas de mediação e de perspectivas de arte educadores.

A Juntó é um espaço construído por meio do programa Experiências Negras para criação e desenvolvimento de propostas educativas afrorreferenciadas.

Estrutura da Residência
Imersão

Encontro com especialistas e/ou pensadores convidados, aprofundando temas presentes nas exposições.

Encontros Formativos e Criação

Acompanhamento formativo com continuidade das pesquisas individuais e intercâmbio com as concepções educativas do Instituto Tomie Ohtake.

Residência Ativa

Período de pesquisa e desenvolvimento de propostas educativas autorais, em diálogo com as exposições.

Mostra de Processos

Finalização e compartilhamento das propostas com o público; roda de conversa de encerramento e registro das experiências.

3º CICLO

Neste ciclo da Residência Juntó a pesquisa será atravessada pelas exposições Viva, Viva, Escola Viva, com curadoria de Cristine Takuá em colaboração com os coordenadores das Escolas Vivas; Estrelas escolhidas, de Luiz Zerbini com a curadoria de Ana Roman e Luiza Mello; Quando o Museu é rio, com a curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal.

A residência propõe um espaço de pesquisa e criação voltado às práticas antirracistas e interseccionais da arte-educação. Ao longo do percurso, os participantes vivenciarão encontros formativos com a equipe educativa do Instituto Tomie Ohtake e com pensadores, educadores e artistas convidados, aprofundando debates presentes nas exposições e ampliando repertórios de atuação.

A pesquisa desenvolvida pelos residentes se desdobra em ações educativas para diferentes públicos da instituição, criando experiências de mediação permeadas pela escuta, experimentação e produção de conhecimento compartilhado.

Inscrições e prazos:

– Inscrições abertas de 11 a 22 de maio de 2026 – clique aqui

– Entrevistas com pessoas pré-selecionadas de 01 a 06 de junho de 2026

– Divulgação do resultado em 08 de junho de 2026

– Início da residência em 16 de junho de 2026

– Encerramento da residência em 09 de agosto de 2026

A residência acontece em formato 100% presencial no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com três encontros semanais, podendo haver alterações de acordo com a agenda do grupo. Nesta edição, serão oferecidas 4 vagas.

Confira o edital:

Conheça as pessoas residentes
Amabile Inaê

Amabile Inaê é cantora, atriz, produtora cultural, arte-educadora e pesquisadora das culturas afro-diaspóricas e populares. Atua com teatro, musicalidade, contação de histórias e formação de educadores, desenvolvendo projetos voltados às infâncias, juventudes e comunidades periféricas. Integra iniciativas como o Brincar d’África, Odara Conecta e a Cia Menina Fulô. Foi integrante do Coletivo As Trapeiras por 8 anos e do Bloco Ilú Obá de Min por 7 anos. Atualmente pesquisa práticas de arte-educação, ancestralidade e construção comunitária, articulando saberes tradicionais, mediação cultural e educação antirracista.  

Janaú

Janaú é carioca de raiz amazônida, é artista visual, escritora e educadora. Doutoranda em Artes Visuais pela Unesp, Mestre em Educação pela UERJ e Graduada em História pela UFF.  Atua com pesquisa e prática em arte, cultura e pedagogias. Colaborou com instituições como Museu do Amanhã/RJ, Bienal de São Paulo, Oficina Francisco Brennand/PE, Biblioteca Mário de Andrade/SP, entre outros. É ainda, artista-educadora no JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube/SP. Pesquisa a memória, a relação humana com a natureza e os saberes originários de Abya Yala.

Jhow Carvalho

Jhow Carvalho é artista do teatro e da dança, fundou a Combate Coletivo de Artes Pretas que circulou de 2019 a 2022 com o espetáculo “Mãe Preta” pela cidade de São Paulo, espetáculo inspirado no conto de mesmo nome vencedor do Prêmio Malê de Literatura. Integra a Coletiva N’Kimpa e o espetáculo “Kuenda Kalunga – Kuenda Njila – É possível gargalhar depois da travessia?”É doutorande  em artes cênicas pelo PPGA – UNESP com pesquisa em teatros negros. Atua com educação não formal desde 2011 com oficinas, aulas e workshops de teatro e dança. Desde 2016 trabalha em educativos de exposições em instituições como SESC Guarulhos, SESC 24 de Maio, Bienal de Arte de São Paulo, MIS Experience entre outras.  

Rose Mara Kielela

Rose Mara Kielela é mestranda em educação pela USP, Bacharel em Dança pela UNESPAR-FAP, multiartista, arte educadora, angoleira e psicomotricista. É criadora do Umbangu Espaço Cultural Virtual. Como artista educadora, atuou no sudeste do Brasil, México, Portugal e Angola. Sua produção artística passou por eventos como FUSO – Festival Internacional de Video Arte de Lisboa, 18ª Dak’art Biennale (Senegal) e mais 12 países, entre eles: Marrocos, África do Sul, Angola, Uruguai, Argentina, México, Espanha, Reino Unido, Portugal, etc.

2º CICLO

A residência aconteceu de 25 de novembro de 2025 a 25 de janeiro de 2026.

Durante três meses as residentes Dariane Lima, Nivea Matias, Vitória Machado vivenciam encontros formativos, imersões com a equipe educativa e com educadores e artistas convidados para elaborar de acordo com suas pesquisas pessoais uma proposta de mediação às seguintes exposições:

Confira o vídeo do 2º ciclo da Residência Juntó com as educadoras Dariane Lima, Nivea Matias e Vitória Machado.

CONHEÇA AS RESIDENTES DO 2º CICLO
Dariane Lima

Arte-educadora e pesquisadora entre as interseções entre arte, política, educação e direitos humanos, investigando diálogos entre bell hooks e Paulo Freire. Mestranda em Ciências Sociais pela Unifesp e bacharel em Ciências Sociais pela PUC-SP. Traz para a residência seu olhar para permanência e memória.

Nivea Matias

Educadora e pesquisadora com ênfase em territorialidade, raça e literatura, bacharel em Humanidades pela Unilab. Seu trabalho atravessa a oralidade fundamentada na filosofia iorubá e práticas de criação compartilhada.

Vitória Machado

Educadora e pesquisadora que nos convida a uma navegação afetiva, com experiências em projetos educativos, de mediação e de formação de públicos. Mestre em História da Arte pela Unifesp, especialista em Museologia, Cultura e Educação pela PUC-SP e bacharela e licenciada em História pela USP.

1º CICLO

Ao longo de um mês, os residentes Bruna de Jesus Silva, Danilo S. Santana, Elidayana Alexandrino, se dedicaram coletivamente a construir pensamentos e práticas pedagógicas coletivamente, com ênfase na mostra Teatro Experimental do Negro nas fotografias de José Medeiros

CONHEÇA OS RESIDENTES DO 1º CICLO
Bruna de Jesus Silva

Pesquisa filosofias africanas e afro-brasileiras. Há mais de dez anos trabalha nas áreas de educação e mediação em instituições de arte, como no MIS, unidades do SESC SP e em edições da Bienal de São Paulo.

Danilo S. Santana

Pedagogo e multiartista. Há 20 anos utiliza a palavra, a poesia e outras linguagens artísticas para refletir sobre o corpo e seu entorno. Tem como base as manifestações tradicionais afro-brasileiras e os saberes populares.

Elidayana Alexandrino

Pesquisa filosofias africanas e afro-brasileiras. Há mais de dez anos trabalha nas áreas de educação e mediação em instituições de arte, como no MIS, unidades do SESC SP e em edições da Bienal de São Paulo.

SAIBA MAIS
Sobre o programa Experiências Negras

Desde 2018, o Instituto Tomie Ohtake tem sido um espaço para construção de um projeto de impacto transformador, o ‘Experiências Negras’.

Esta iniciativa, criada pelas ex-educadoras Jordana Braz e Luciara Ribeiro, dedica-se à promoção da diversidade e à luta contra o racismo. Com um compromisso inequívoco com a educação antirracista, seu objetivo central é discutir a presença e o fazer das pessoas negras dentro das instituições de arte.

As atividades desenvolvidas pelo Experiências Negras iniciaram-se no ambiente virtual, com lives, palestras e publicações que abrangeram uma variedade de temas: a presença de educadores negros, a arte contemporânea e os programas educativos.

Ao longo das últimas seis edições, cada iniciativa é cuidadosamente planejada para estimular reflexões profundas, incentivar a expressão criativa e promover ações concretas em prol da equidade e justiça racial.

Nossa missão é construir pontes entre as comunidades negras e as instituições culturais, ampliando os espaços de representação e protagonismo e promovendo uma mudança significativa nas estruturas e práticas institucionais.

Acreditamos que somente através do reconhecimento e valorização da diversidade é possível construir um futuro mais justo e inclusivo para todos.

Educação e diversidade no Instituto Tomie Ohtake

Para construir um ambiente cultural verdadeiramente acolhedor e representativo, em 2024, o Instituto Tomie Ohtake cria o setor Educação e Diversidade. Uma resposta às demandas urgentes por representatividade e inclusão nas esferas culturais.

Reconhecemos o desafio de abordar questões relacionadas à raça e à acessibilidade e, sobretudo, a importância vital de reconstruir narrativas e espaços que, historicamente, marginalizaram vozes.

O Instituto compromete-se a promover uma cultura inclusiva e diversa em nossas atividades e programas, que têm se construído com cuidado e responsabilidade.

Imagens: Inspiração 6
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