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O CÉU AINDA É AZUL, VOCÊ SABE...
1 abril a 28 maio

Com curadoria de Gunnar B. Kvaran, crítico islandês e diretor do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, em Oslo, a exposição O CÉU AINDA É AZUL, VOCÊ SABE... pretende revelar os elementos básicos que definem a vasta e diversa carreira artística de Yoko Ono – uma viagem pela noção da própria arte, com forte engajamento político e social.

 

Uma das principais artistas experimentais e de vanguarda, associada à arte conceitual, performance, Grupo Fluxus, happenings dos anos 60, uma das poucas mulheres que participaram desses movimentos, Yoko Ono continua questionando de forma decisiva o conceito de arte e do objeto de arte, derrubando esses limites. Foi uma das pioneiras a incluir o espectador no processo criativo, convidando-o a desempenhar um papel ativo em sua obra.

 

Esta exposição, patrocinada pelo Bradesco e Instituto CCR, foi concebida especialmente para o Instituto Tomie Ohtake e é formada por 65 peças de “Instruções”, que justamente evocam a participação do espectador para sua realização. São trabalhos que sublinham os princípios norteadores da produção da artista, ao questionar a ideia por trás de uma obra, destacando a sua efemeridade enquanto a dessacraliza como objeto.

 

O curador ressalta que O CÉU AINDA É AZUL, VOCÊ SABE..., uma retrospectiva de “Instruções”, evidencia as narrativas que expressam a visão poética e crítica de Yoko Ono. São trabalhos criados a partir de 1955, quando ela compôs a sua primeira obra instrução, Lighting Piece / Peça de Acender (1955), "acenda um fósforo e assista até que se apague". Na exposição, é possível seguir a sua criatividade e produção artística pelos anos 60, 70, 80, até o presente.

 

As “Instruções” de Yoko Ono, conforme o curador do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Miyada,  oscilam entre sugestões tão sucintas e abertas que se realizam tão logo são lidas, como Respire (1966), Sonhe (1964), Sinta (1963), Imagine (1962), ou em uma sequências de ações realizáveis por qualquer um que se dedique a isso, como Pintura para apertar as mãos (pintura para covardes) (1961), “fure uma tela, coloque a sua mão através do buraco , aperte as mãos e converse usando as mãos”; Peça de Toque (1963), “toquem uns aos outros”; Mapa Imagine a Paz (2003), “ peça o carimbo e cubra o mundo de paz”.

 

Há também as sugestões aplicáveis apenas no campo mental, poético ou imaginário, como Peça do Sol (1962), “observe o Sol até ele ficar quadrado”; Capacetes-Pedaço de Céu (2001/2008), “pegue um pedaço de céu, saiba que todos somos parte um do outro”; Peça para Limpar III (1996), “tente não dizer nada negativo sobre ninguém, por três dias, por 45 dias, por três meses”. 

 

Já as proposições como Mamãe é linda (1997), “escreva suas memórias sobre a sua mãe”; Emergir (2013/2017), “faça um depoimento de alguma violência que tenha sentido como mulher”; e Árvore dos Pedidos para o mundo (2016), “faça um pedido e peça à arvore que envie seus pedidos a todas as árvores do mundo”, são casos, como ressalta Miyada, que ao mesmo tempo antecipam e catalisam o poder atuais dos depoimentos pessoais multiplicados pelas redes. Nessas peças a artista solicita do público as suas histórias e faz de sua obra um algoritmo que os processa, publica e armazena. 

 

Entre as obras da exposição há uma série de filmes, dois dos quais com a participação de John Lennon na concepção. Em Estupro (77 min, 1969), o músico foi codiretor e em Liberdade (1970), de apenas um minuto, assina a trilha sonora. Também registrada em filme presente na mostra, Peça Corte (16min 1965) traz a icônica performance da artista realizada no Carnegie Hall (1964, NY), na qual o público pôde cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo. 


INGRESSOS

R$12 inteira e R$6 meia-entrada
- tem direito a meia-entrada estudantes, idosos com idade superior a 60 anos e professores da rede pública mediante
apresentação de documento
- crianças até 10 anos, cadeirantes e deficientes tem entrada gratuita todos os dias da exposição
-ás terças-feiras a entrada é gratuita mediante retirada de senha na bilheteria do Instituto Tomie Ohtake

Os ingressos podem ser adquiridos no site www.ingresse.com 

A venda será realizada em 2 lotes
1° lote – 01 março – liberado vendas do dia 02-30 abril
2° lote – 24 março – liberado vendas do dia 01-28 maio

 

Sessões

Ao comprar o ingresso, o visitante deve escolher o período de visitação desejado. Dentro de cada período, a entrada dos visitantes na exposição será organizada por ordem de chegada.

Das 11h às 13h (entrada até ás 13h)
Das 13h ás 15h (entrada até ás 15h)
Das 15h às 17h (entrada até ás 17h)
Das 17h às 20h (entrada até ás 19h)


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