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Programação

Zanine Caldas – Criação de mundos

Casa-ateliê Tomie Ohtake (Campo Belo, SP)

Exposição

de 13 de setembro a 07 de novembro de 2026

CASA-ATELIÊ TOMIE OHTAKE
Rua Antônio de Macedo Soares, 1800, Campo Belo – São Paulo (SP)
ENTRADA PAGA
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

Futura

FUNCIONAMENTO
Quinta a domingo, das 10h às 17h

Entrada de público: até às 16h

Entrada: R$50
Meia-entrada: R$25

MEIA-ENTRADA
> Estudantes e professores (escolas públicas ou privadas), mediante apresentação de carteirinha;
> Maiores de 60 anos;
> Clientes Nubank, mediante apresentação de cartão;

GRATUIDADE
> Dias gratuitos: 3º sábado de cada mês (21/03, 18/04 e 16/05);
> Crianças até 12 anos, mediante apresentação de carteira de identidade;
> Pessoas com deficiência (gratuidade estendida a 1 acompanhante);
> Amigos Tomie, mediante apresentação de carteirinha;
> Clientes Nubank Ultravioleta, mediante apresentação de cartão;
> Portadores do cartão ICOM;

*As gratuidades e cortesias devem ser solicitadas na plataforma de ingressos.

Zanine Caldas – Criação de mundos

Curadoria de Sabrina Fontenele e assistência de Lahayda Mamani Poma

Ministério da Cultura, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam Zanine Caldas – Criação de mundos, exposição que dá continuidade à nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista, no Campo Belo, em São Paulo.

A mostra reúne mobiliário, maquetes, desenhos, projetos arquitetônicos, fotografias, filmes, documentos e outros registros que percorrem diferentes momentos da trajetória de José Zanine Caldas (1919–2001). Organizada em quatro núcleos – Raiz, Tronco, Abrigo e Horizonte –, a exposição apresenta as diferentes frentes de atuação de Zanine e as relações que estabeleceu entre arquitetura, design, artesania, educação e preservação ambiental. 

Arquiteto autodidata, maquetista, designer e professor, Zanine construiu sua formação a partir da experiência prática, da observação dos lugares por onde passou e do contato com diferentes modos de trabalhar a matéria. Nascido em Belmonte, na Bahia, aproximou-se ainda jovem dos processos construtivos e do trabalho com a madeira. Mais tarde, conviveu e colaborou com nomes importantes da arquitetura e da cultura moderna brasileira, entre eles Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Vilanova Artigas, Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues. Esse repertório de referências, encontros e experiências é apresentado em Raiz, primeiro dos quatro núcleos da exposição. 

Em Tronco, a relação de Zanine com a madeira atravessa diferentes momentos de sua produção. Nos anos 1940, enquanto trabalhava como maquetista, buscou reduzir o desperdício de chapas de compensado na fabricação de móveis, pesquisa que resultaria na experiência da Móveis Artísticos Z. Décadas depois, passou a reutilizar materiais de antigos casarões demolidos de várias regiões do Brasil, sobretudo nas residências que construiu na Joatinga, bairro carioca onde viveu, e em Nova Viçosa, no litoral da Bahia, começou a trabalhar com raízes e grandes troncos descartados ou queimados pela indústria madeireira. Surgiram daí os chamados móveis-denúncia, que transformavam esses resíduos em mobiliário e chamavam atenção para a destruição das florestas brasileiras.

A arquitetura residencial ganha destaque em Abrigo. Zanine desenvolveu uma forma de projetar em que as características do terreno e dos materiais disponíveis orientavam as decisões construtivas, aproximando o desenho do canteiro e valorizando o conhecimento de artesãos, carpinteiros e outros trabalhadores. Maquetes e protótipos eram centrais nesse processo não apenas para representar projetos, mas para testar soluções e investigar materiais. Desenhos, plantas, fotografias e maquetes reunidos na exposição permitem acompanhar esse modo de trabalhar, presente em parte das cerca de quinhentas casas que projetou no Brasil e no exterior.

Por fim, Horizonte aborda sua atuação como educador e sua compreensão da arquitetura como instrumento de transformação social. Documentos e registros recuperam experiências na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), na Universidade de Brasília (UnB) e no Centro de Desenvolvimento das Aplicações das Madeiras do Brasil (DAM), revelando como ensino, pesquisa construtiva e questões ambientais também atravessaram sua trajetória.

Zanine na Casa-ateliê

A realização de Criação de mundos na Casa-ateliê Tomie Ohtake estabelece ainda um diálogo entre a exposição e a história do próprio espaço, marcado pelo trabalho e pela vida da artista. Foi ali que Tomie produziu, recebeu artistas, arquitetos e outros interlocutores e desenvolveu parte importante de sua trajetória. A exposição de Zanine dá continuidade à proposta de ativar a casa a partir de encontros entre diferentes práticas, gerações e campos de conhecimento. Sem buscar aproximações formais entre suas obras, Criação de mundos permite observar pontos de contato entre as trajetórias de Zanine e Tomie, sobretudo na importância atribuída à experiência, à experimentação e ao próprio fazer. Em percursos distintos, ambos desenvolveram modos de trabalho atentos aos materiais e abertos à descoberta ao longo do processo. A mostra reforça, assim, a Casa-ateliê como um espaço em que arquitetura, design, arte e memória podem estabelecer novas relações.

Mais informações
Contato

casa.atelie@institutotomieohtake.org.br

Zanine Caldas — Criação de mundos é uma realização do Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Instituto José Zanine Caldas; com patrocínio do Nubank, nosso mantenedor institucional e apoio da galeria Diletante, da Dpot e da Etel.

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