Programação
Programação
Seminário – Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito
Entrada livre e gratuita mediante inscrição prévia
No Instituto Tomie Ohtake, Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e Museu do Ipiranga
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, o Instituto Tomie Ohtake e o Museu do Ipiranga apresentam o seminário Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito. As atividades acontecem nas três instituições participantes e terão inscrição prévia, por meio de links específicos para a programação de cada local. Gratuito e aberto ao público, o encontro é direcionado especialmente a educadores, mediadores e agentes culturais interessados em perspectivas críticas e antirracistas na educação museal.
A proposta parte da compreensão de que a ampliação da presença de artistas negros em museus, exposições e coleções não transforma apenas aquilo que é apresentado ao público: ela também provoca revisões nos modos como a história da arte brasileira é narrada, nos critérios que historicamente determinaram presenças e ausências nesses espaços e nas estratégias utilizadas para mediar essas produções.
A partir das experiências das instituições participantes, os encontros abordam os desafios que essas transformações colocam para a mediação e a educação museal. Com práticas educativas, visitas mediadas, ateliê e oficina, o seminário promove a troca de estratégias e o desenvolvimento de abordagens críticas e antirracistas, atentas às heranças coloniais, aos apagamentos e às representações historicamente construídas sobre a população negra.
Confira a programação abaixo:
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
*Entrada e credenciamento pelo P7
9h — 10h • Recepção e café
10h — 10h15 • Fala institucional
10h15 — 10h30 • Apresentação
Por Guilherme Domingos, Mariana Per e Laura Felicio
10h30 — 12h • Mesa
Promoção de autoestima a partir do acervo do MAB com Guilherme Domingos.
O encontro tratará os diferentes olhares lançados sobre os acervos museais e os modos como eles constroem narrativas sobre o sujeito negro. A partir de uma perspectiva crítica, serão discutidas estratégias de mediação que confrontem estereótipos, revelem protagonismos e reconheçam as contribuições negras para a formação do país. Busca-se, assim, compreender como os museus podem contribuir para o fortalecimento da identidade e da autoestima da população negra.
*Entrada pelo P3
14h30 — 17h • Visita
Visita mediada pelo acervo do Museu, com destaque para obras e artistas negros e suas contribuições para a história, a cultura e a identidade brasileira.
Instituto Tomie Ohtake
10h — 12h • Conversa
Juntó em diálogo: uma residência para arte educadores
O que acontece quando a mediação cultural se torna também um espaço de pesquisa? Para compartilhar os caminhos percorridos na Juntó – Residência para Arte-Educadores, o Instituto Tomie Ohtake promove uma conversa sobre as pesquisas, perguntas e experimentações desenvolvidas ao longo da residência.
Durante o percurso, os residentes investigaram possibilidades de mediação cultural a partir das exposições em cartaz e de encontros com artistas, pesquisadores e a equipe educativa, tendo como perspectivas a educação antirracista, os saberes afro-referenciados e a produção coletiva de conhecimento.
A conversa será um momento de partilha sobre os processos vividos, os desafios encontrados e as questões que permanecem abertas para pensar a mediação cultural e os espaços de arte.
15h — 17h • Ateliê
Interlocução: práticas educativas + ateliê
O ateliê é uma proposta do Educativo do Instituto Tomie Ohtake desenvolvida no contexto da exposição Teatro Experimental do Negro nas fotografias de José Medeiros. A atividade provoca um diálogo entre memória, imagem e construção da memória visual negra, compreendendo a memória não como arquivo fixo, mas como prática narrativa e corporal que se constrói, se conta, se encena e se fotografa.
O percurso combina sensibilização, registro escrito em carta, compartilhamento oral, encenação e fotografia. Ao transformar recordações individuais em cenas e imagens coletivas, o ateliê evidencia a memória como processo social e negociado, articulando narrativas e formas de aprender, significar e produzir memória a partir do legado do TEN e das fotografias de José Medeiros partilhadas em diálogo com o público.
Museu do Ipiranga
14h — 17h • Oficina
Ações educativas na desconstrução de narrativas colonialistas
A oficina tem por objetivo discutir os desafios da mediação de obras e narrativas de heranças coloniais para refletir sobre as estratégias críticas e antirracistas adotadas pelo educativo do Museu do Ipiranga. Os participantes serão conduzidos por diferentes exposições de longa duração para problematizar as formas de representação de personagens negros na história brasileira a partir de três eixos: contrapontos, ausências e apagamentos e presenças.
O seminário Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e do Museu do Ipiranga, e conta com a apresentação do Nubank, Mantenedor Institucional do Instituto.