Programação

VIVÊNCIA: conexões madeira-tamanduateí — transfluir pensares

Programa público

05 de dezembro de 2025
SEXTA, 14H—17H ATIVIDADE PRESENCIAL ENTRADA GRATUITA

Futura

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VIVÊNCIA
Com o artista visual Gabriel Bicho e a historiadora da arte Gabriela Paiva

A atividade proposta tece relações entre o Rio Tamanduateí (São Paulo) e o Rio Madeira (Rondônia e Amazonas), transformando rios em linhas de conexões entre norte e sudeste.

Concebida pelo artista visual Gabriel Bicho e pela historiadora da arte Gabriela Paiva, o público é convidado a refletir sobre os corpos d’água como condutores de significados.

*A participação é livre e sem necessidade de inscrição prévia.

A vivência se divide em dois momentos:

Na primeira parte (1H), a historiadora expõe um trabalho colaborativo realizado em Dallas, Texas, em 2022, moldado em torno de quatro eixos conceituais – os rios e seu papel cultural, os rios em constante reconfiguração, os rios como atores políticos e os rios como encontros de múltiplas temporalidades; o artista expõe parte de sua produção dos últimos anos tendo o rio madeira (rio dos troncos e galhos) como figura central de ativações em arte.

Na segunda parte (1H), o público é convidado a criar redes de conexões, produzindo cartazes que mobilizam memórias, sonhos, afetos, saberes e experiências sobre rios por meio de desenhos e escritos; a atividade é concluída com os grupos apresentando os cartazes produzidos coletivamente para todas as pessoas presentes no encontro.

Sobre os ministrantes
Gabriel Bicho
Artista e curador, amazônida brasileiro nascido em porto velho-ro, centro do mundo; filho de circe estefany e beato do rio cuyari, desde moleque vivendo a rua abacateiro entre idas-vindas; apelidado pelos wauja do alto xingu de apapaatai; faz arte junto com a vida, caminhando e ouvindo, ponderando sobre futuros possíveis na amazônia legal; herdeiro das epistemes da identidade bera; seu trabalho integra coleções internacionais como museu reina sofía e acervo beverly mitchell, e nacionais como museu de arte do rio, museu nacional de belas artes, museu indígena ulupuwene e museu de artes plásticas de anápolis; suas individuais já ocuparam galerias, salas, ruas, centros culturais e museus por todo o país; premiado no 40° arte pará categoria fomento e no farofa - festival de fotografia; participou da 1ª bienal das amazônias e da 57ª bienal de veneza, com o projeto research pavilion: the digital aesthetic in utopia of access; assinou curadorias de individuais e coletivas como foto única - festival photofluxo [rs] e ocupação artística jardim experimental [sc]; atualmente coordena os projetos muluca e imagem sensível de memórias possíveis. CRÉDITO Demi Brasil
02 – foto por demi brasil
Gabriela Paiva
Doutoranda em História da Arte pela Southern Methodist University (Dallas, Texas). Sua pesquisa de doutorado examina as respostas críticas de artistas nos anos 1970 e 1980 à devastação da Floresta Amazônica, investigando as relações entre arte e ecologia. É mestre em História da Arte (Unicamp, 2017). Possui bacharelado e licenciatura em História com ênfase em História da Arte (Unicamp, 2013). Foi pesquisadora-visitante no Kunsthistorisches Institut in Florenz (Florença, 2016). Foi research fellow no projeto "The Amazon Basin as Connecting Borderland" (2023-2024), uma parceria entre a Getty Foundation, a Universidad San Francisco de Quito (USFQ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidad de los Andes (Uniandes, Bogotá). Foi research fellow no projeto "Bridging the Sacred: Spiritual Streams in Twentieth-Century Latin American and Caribbean Art, 1920-1970", Instituto Cisneros, MoMA (2023-2024). Foi curadora de "Aquatic Channels: Waterways, Water Resources, Fluvial Imagination" (Hawn Gallery e Pollock Gallery, Dallas, Texas, 29.10 de 2022 – 19.02 de 2023). Foi co-curadora de "Tender Objects: Emotion and Sensation after Minimalism" (The Warehouse, Dallas, Texas, 21.01 - 28.05 de 2022)
gabriela paiva
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