Nemer – aquarelas recentes


De 08 de julho a 29 de agosto. 

De terça a domingo, das 12h às 17h. Entrada franca.

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Nemer - aquarelas recentes

A mostra Nemer – aquarelas recentes, com curadoria de Agnaldo Farias, traz a singular destreza do artista mineiro que faz do manejo astuto e delicado das pinceladas uma verdadeira apologia à aquarela. Segundo o curador, os trabalhos de José Alberto Nemer propiciam um intermitente confronto entre uma orientação construtiva e um impulso orgânico. Diluídos na água, seus pigmentos correm pela folha, adivinhando suas minúsculas fissuras e revelando o acidentado da topografia do papel. A dimensão construtiva de suas obras se expressa, continua Farias, no recurso a figuras geométricas variadas, veloz e cuidadosamente executadas com lápis de grafite duro, com o apoio de régua, compasso.    


Sem Título

Aquarela sobre papel

150 x 200 cm

2020

Foto Miguel Aun


Sem Título

Aquarela sobre papel

150 x 200 cm 

2021

Foto Miguel Aun


Nesta mostra patrocinada pela CEMIG, a sensibilidade de suas composições, marcadas por cores que aliam vivacidade e transparência, chamam atenção pela escala. Quadrados, retângulos, grelhas, hachuras, círculos, trapézios, elipses, cruzes, arcos, pirâmides etc. povoam as 20 peças  de pequenos formatos, divididas entre duas dimensões, 7 x 10 cm e 7,5 x 12 cm. Parte desse repertório de formas está presente nas 22 peças de formato maior, que também integram a exposição, começando nos 100 x 100 cm, até o inusual, pelas grandes dimensões, formato de 150 x 200 cm. Farias destaca que nessas maiores, a geometria é rarefeita, despojada, com círculos e retângulos quase perfeitos, posto que quase não são feitos por instrumentos, mas com a mão nua. 
  




Sem Título

Aquarela sobre papel

100 x 100 cm

2020

Foto Rafael Motta


Sem Título

Aquarela sobre papel

100 x 100 cm 

2020

Foto Miguel Aun


“Pensando na presença e no uso do elemento orgânico do trabalho de Nemer, frise-se que ele comparece já no emprego da aquarela, técnica intrincada, sujeita às idiossincrasias da água e dos pigmentos nelas dissolvidos, mais ou menos pesados, e que têm na transparência seu maior predicado. O domínio do artista nessa linguagem é impressionante, suas peças, especialmente as maiores, afiguram-se como celebrações”, completa o curador.