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Programação

Maxwell Alexandre – Pardo é Papel

Maxwell Alexandre

Exposição

de 08 de maio a 25 de julho de 2021

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca

Passada

Maxwell Alexandre Éramos as cinzas e agora somos o fogo (diss), da série Pardo é Papel, 2019 Látex, graxa, henê, betume, corante, acrílica, grafite, carvão e bastão oleoso sobre papel pardo 360 x 740 cm Coleção do artista
MAXWELL ALEXANDRE – PARDO É PAPEL

O Instituto Tomie Ohtake recebe Pardo é Papel, primeira individual de Maxwell Alexandre em São Paulo. A exposição levou 60 mil visitantes ao Museu de Arte do Rio – MAR em sua inauguração (2019) e passou recentemente pela Fundação Iberê, em Porto Alegre. ‘Pardo é Papel’ tem patrocínio do Grupo PetraGold e realização em parceria com o Instituto Inclusartiz, também responsável pela turnê da mostra.

O início de ‘Pardo é Papel’ remete a maio de 2017, quando o artista pintou alguns autorretratos em folhas de papel pardo perdidas no ateliê. Nesse processo, além da sedução estética potente, ele percebeu o ato político e conceitual que está articulando ao pintar corpos negros sobre papel pardo, uma vez que a “cor” parda foi usada durante muito tempo para velar a negritude.

O Instituto Tomie Ohtake recebe Pardo é Papel, primeira individual de Maxwell Alexandre em São Paulo. A exposição levou 60 mil visitantes ao Museu de Arte do Rio – MAR em sua inauguração (2019) e passou recentemente pela Fundação Iberê, em Porto Alegre. ‘Pardo é Papel’ tem patrocínio do Grupo PetraGold e realização em parceria com o Instituto Inclusartiz, também responsável pela turnê da mostra.

O início de ‘Pardo é Papel’ remete a maio de 2017, quando o artista pintou alguns autorretratos em folhas de papel pardo perdidas no ateliê. Nesse processo, além da sedução estética potente, ele percebeu o ato político e conceitual que está articulando ao pintar corpos negros sobre papel pardo, uma vez que a “cor” parda foi usada durante muito tempo para velar a negritude.

 “O desígnio pardo encontrado nas certidões de nascimento, em currículos e carteiras de identidades de negros do passado, foi necessário para o processo de redenção, em outras palavras, de clareamento da nossa raça. Porém, nos dias de hoje, com a internet, os debates e tomada de consciência e reivindicações das minorias, os negros passaram a exercer sua voz, a se entender e se orgulhar como negro, assumindo seu nariz, seu cabelo, e construindo sua autoestima por enaltecimento do que é, de si mesmo. Este fenômeno é tão forte e relevante, que o conceito de pardo hoje ganhou uma sonoridade pejorativa dentro dos coletivos negros. Dizer a um negro que ele é moreno ou pardo pode ser um grande problema, afinal, Pardo é Papel”, ressalta o artista.

Com obras no acervo do MAR, Pinacoteca de São Paulo, MASP, MAM-RJ e Perez Museu, o artista carioca já apresentou “Pardo é Papel” no Museu de Arte Contemporânea de Lyon, na França, após uma residência do artista na Delfina Foundation, em Londres, Inglaterra.

PATROCÍNIO

ORGANIZAÇÃO

Realização

Horários

Endereço

Rua Coropés, 88
Pinheiros, São Paulo

800 m da estação Faria Lima do
Metrô (Linha 4-Amarela)

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