Programação

Ruy Ohtake – Percursos do habitar

Exposição

de 07 de março a 31 de maio de 2026

CASA-ATELIÊ TOMIE OHTAKE
Rua Antônio de Macedo Soares, 1800, Campo Belo – São Paulo (SP)
ENTRADA PAGA
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

Atual

FUNCIONAMENTO
Quinta a domingo, das 10h às 17h

Entrada de público: até às 16h

Entrada: R$50
Meia-entrada: R$25

MEIA-ENTRADA
> Estudantes e professores (escolas públicas ou privadas), mediante apresentação de carteirinha;
> Maiores de 60 anos;
> Clientes Nubank, mediante apresentação de cartão;

GRATUIDADE
> Dias gratuitos: 3º sábado de cada mês (21/03, 18/04 e 16/05);
> Crianças até 12 anos, mediante apresentação de carteira de identidade;
> Pessoas com deficiência (gratuidade estendida a 1 acompanhante);
> Amigos Tomie, mediante apresentação de carteirinha;
> Clientes Nubank Ultravioleta, mediante apresentação de cartão;
> Portadores do cartão ICOM;

*As gratuidades e cortesias devem ser solicitadas na plataforma de ingressos.

Visitas mediadas

Aos sábados e domingos, em dois horários (11h e 15h), acontecem visitas mediadas com educadora na Casa-ateliê Tomie Ohtake.

Ruy Ohtake – Percursos do habitar

Curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele

A exposição apresenta cinco residências unifamiliares projetadas por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2000 – a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004) – além do Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como “Redondinhos”.

A curadoria enfatiza a reorganização das hierarquias do morar proposta por Ruy Ohtake. O arquiteto desenvolveu o conceito de casa-praça, concebendo a moradia como um lugar de convivência ampliada. Nesse pensamento, como afirmam as curadoras, “as residências se configuram como lugares voltados ao encontro: as áreas comuns são ampliadas e valorizadas, enquanto os ambientes íntimos são reduzidos à sua dimensão essencial. A luz desempenha o papel de regente da organização espacial: ora pontual, ora difusa, ela se articula a jardins internos e recuos, orientando o percurso doméstico e tensionando os limites entre interior e exterior”.

Ohtake desenvolveu uma arquitetura comprometida com o coletivo e com a mediação sensível entre o indivíduo e a cidade. Na exposição, esses projetos habitacionais evidenciam como, em diferentes contextos urbanos, escalas e momentos históricos, o arquiteto construía uma reflexão crítica sobre o modo de viver contemporâneo, transformando cada proposta em uma investigação concreta sobre as formas de habitar.

Maquetes de todas as casas e do conjunto habitacional, fotografias históricas das construções e registros recentes, além de desenhos técnicos e croquis, compõem o percurso expositivo, permitindo acompanhar tanto os processos de concepção quanto as transformações desses espaços ao longo do tempo. Um conjunto de vídeos com depoimentos dos moradores aprofunda a dimensão vivencial da mostra, reunindo relatos sobre o cotidiano, os usos dos espaços e as formas de convivência possibilitadas por essas arquiteturas.

As narrativas revelam como as casas projetadas por Ruy Ohtake se converteram em ambientes de sociabilidade, memória e pertencimento, evidenciando a permanência e a vitalidade de seus conceitos ao longo das décadas.

A Casa-ateliê Tomie Ohtake: nova fase

O Instituto Tomie Ohtake inaugura uma nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista Tomie Ohtake, que passa a integrar sua programação cultural como espaço dedicado à arte, à arquitetura e ao design. A curadoria da programação da Casa-ateliê será conduzida por Sabrina Fontenele, arquiteta e integrante da equipe curatorial do Instituto. Além das exposições, estão previstas ações de programação pública, com atividades voltadas ao diálogo com diferentes públicos. A abertura desse ciclo acontece justamente com a exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar.

Projetada por Ruy Ohtake e construída em etapas, a Casa-ateliê foi, por mais de quatro décadas, moradia, local de trabalho e ponto de encontro de Tomie Ohtake. Reconhecida como patrimônio da cidade de São Paulo e premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1971, sua arquitetura privilegiou, desde a origem, os espaços coletivos, com salas amplas concebidas como uma “praça coberta”.

Mais do que o reconhecimento patrimonial, o Instituto Tomie Ohtake compreende que a Casa-ateliê tem sua preservação vinculada à ocupação contínua e qualificada. Trata-se de uma arquitetura desenhada para articular contemplação e vitalidade criativa, apta a acolher exposições, concertos musicais, visitas, conversas, oficinas e pesquisas, especialmente aquelas de caráter diverso e transdisciplinar, reafirmando-se como lugar de memória ativa, invenção artística e convivência cultural.

Res.Tomie Panorama12
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casa.atelie@institutotomieohtake.org.br

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