Arte abstrata em diálogo
Ana Avelar e André Pitol
Programa público
ATIVIDADE GRATUITA
19H—21H
Passada
Ana Avelar
André Pitol
Como parte da programação da mostra Calder+Miró, o curso teórico Arte abstrata em diálogo tem o intuito de refletir sobre o fenômeno da abstração no contexto artístico brasileiro da segunda metade do século XX. A exposição conta com artistas brasileiros e brasileiras concretos, neoconcretos e de outras vertentes abstratas, contribuindo para a discussão de como a linguagem da abstração irradiou outros modos de pensar e fazer arte.
Encontro 1 | Imagens que vemos, aquilo que não vemos
A professora e curadora Ana Avelar irá ministrar o primeiro dia do curso, apresentando sua pesquisa acerca do tema sob uma perspectiva de gênero, problematizando e evidenciado a produção de artistas mulheres no campo da arte abstrata brasileira.
Neste encontro serão abordados os discursos modernos sobre a arte abstrata a partir da compreensão das ideias de artistas e teóricos, levando em conta temas como espiritualidade e formalismo, que indicam as ausências e apagamentos, em contraposição a visões contemporâneas sobre as abstrações, cujos sentidos ampliam a compreensão do assunto na atualidade. Alguns temas como o informalismo e a atuação de artistas mulheres serão destacados.
Encontro 2 | Trajetórias geométricas no Atlântico
O curador e pesquisador em arte André Pitol irá ministrar o segundo dia do curso, apresentando sua pesquisa acerca do tema sob uma perspectiva diaspórica, problematizando e evidenciado a produção de artistas racializados(as) no campo da arte abstrata brasileira.
Confira o cronograma abaixo e inscreva-se. Vagas limitadas — aquelas remanescentes serão distribuídas no horário da atividade.
Local: Ateliê 4 do Instituto Tomie Ohtake
Professora, crítica e curadora. Realizou exposições no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB-BH), Farol Santander (SP) e SESC-SP. Participa de júris de prêmios nacionais, como o Marcantonio Vilaça, Pipa e Rumos Itaú Cultural. Atualmente, coordena o projeto curatorial “Programa de Intervenções de Arte Contemporânea” do Museu da Inconfidência. Escreve regularmente sobre arte abstrata para revistas científicas, congressos acadêmicos e mostras contemporâneas.
Pesquisador e curador, com doutorado em artes pela USP. Desenvolve prática de pesquisa documental e projetos sobre curadoria, fotografia, arquivos e migrações, a partir de uma perspectiva afrotópica da história da arte. Escreveu ensaios sobre Lyle Ashton Harris, Madalena Schwartz, Claudia Andujar, Almir Mavignier e Alair Gomes, entre outres. Co-conceptualizou A Escola de Quilombismo (HKW, Berlim, 2023) e foi curador de Edival Ramosa – Nova Construção Totêmica (SP, 2024).