Programação

Curso: Poéticas Artísticas Contemporâneas

Programa público

de 25 de junho a 27 de agosto de 2024
ATIVIDADES GRATUITAS TRÊS ENCONTROS 19H—21H

Futura

CURSO | Poéticas Contemporâneas
com Juliana dos Santos e André Ricardo, Mariana Rodrigues e Beré Magalhães, Bertô e Thomaz Rosa

No contexto da exposição Calder+Miró, esse curso de curta duração propõe uma aproximação da produção de artistas contemporâneos. Acontecerão três encontros, todos às terças, 19H:

25.JUN | 30.JUL | 27.AGO

A cada dia, uma dupla de artistas compartilhará com o público sua trajetória e sua produção, falando sobre suas práticas e trabalhos. Os interessados podem optar pela inscrição em um, dois, ou três dias de curso.

POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS
Sobre os Artistas
Juliana dos Santos (São Paulo, 1987)
Artista visual, mestre em arte/educação e doutoranda bolsista Capes em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista UNESP. Sua pesquisa se dá na intersecção entre arte, história e educação, com interesse pela maneira como artistas negrxs se engajaram em práticas para lidar com os limites da representação. Tem investigado a cor Azul da flor Clitória Ternátea como possibilidade da cor como experiência sensível no processo de expansão dos sentidos. Participou do Programa Público de Residência Artística no Sertão Negro à convite da 35a Bienal de Arte de São Paulo. Como artista residente, ministrou aulas no departamento de Pintura Contextual na Academia de Belas Artes de Viena, Áustria (2018). Indicada ao Prêmio Pipa (2023/2024). Participou da 12 edição da Bienal do Mercosul e da 3a edição de Frestas - Trienal de Artes do Sesc Sorocaba. Artista contemplada pelo 31o Programa de Exposição do Centro Cultural São Paulo (2021) e pela Temporada de Projetos do Paço das Artes - São Paulo/SP (2019). Premiada na categoria bronze no 16o Salão de Artes Visuais de Ubatuba (2020). Selecionada na edição da 12o Abre-Alas pela A Gentil Carioca Galeria (RJ/BR). Possui obras integrando o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu da Língua Portuguesa e do Centro Cultural São Paulo (SP/BR).
André Ricardo (São Paulo, 1985)
O artista tem a pintura como seu principal interesse. Sua pesquisa gira em torno da essência imagética que compõe o repertório popular brasileiro. A geometria instintiva que caracteriza fachadas de casas e comércio das comunidades, bem como sua representatividade como vetor de saberes populares, atravessam a obra do artista, que traduz para as telas composições harmoniosas e festivas. Sua obra acontece como uma "ode" às tradições e ao sincretismo cultural brasileiro, acessando o âmago das nossas memórias mais comuns, presentes no inconsciente coletivo. O estudo cromático é realizado através da técnica da têmpera, uma prática milenar onde utiliza-se ovos como aglutinante. Isso possibilita ao artista trabalhar as qualidades da cor com mais liberdade, considerando sua textura e relação com a luz. O artista já realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, Portugal, Espanha e, mais recentemente, “André Ricardo & Rubem Valentim: Dialogues” (2024) na LAMB Gallery em Londres. Realizou uma residência artística na RU - Residency Unlimited (2022) em Nova York. Possui obras em coleções como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Museu de Arte de Ribeirão Preto, Brasil; Museu Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo André, Brasil; Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil; MAC-USP, São Paulo, Brasil; Fundação Iberê Camargo e Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.
Beré Magalhães (Suzano, 1996)
Artista plástico, nascido em Suzano e hoje residente na cidade de São Paulo, cursou Design na Universidade de Guarulhos, concluindo em 2018. Entre projetos e exposições se destacam a participação do 1º salão paulista de arte naïf no Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS) em São Paulo no ano de 2021, o Projeto GAS da Anita Schwartz Galeria de Arte, onde participou da exposição Saravá com curadoria de Bianca Bernardo no ano de 2022, já no ano de 2024 participou do projeto expositivo "how to build a global south conversation?" com curadoria de Marcos Jinguba na RMB Latitudes Art Fair em Joanesburgo. Possui formação em Artes Visuais e Decolonialidade no Brasil, ministrado por Renata Felinto e realizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo em 2023, também participou da formação Curadoria em Artes Visuais na EBAC, ministrado pela Pollyana Quintella no ano de 2024. Em 2023 teve acompanhamento no Programa de Orientação de Projetos em Artes Visuais no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, ministrado por Claudinei Roberto e Gustavo Torrezan.
Mariana Rodrigues (Osasco, 1995)
É caminhante, vive e trabalha no Mundo. Formada em Design Digital pela Universidade Anhembi Morumbi. Sua prática pictórica abstrata está ligada ao estudo de práticas corporais e ancestrais de cosmovisão de matrizes afrakanas e do Antigo Kemet (Egito), nas quais corpo, mente e espírito são compreendidos como uma unidade. Esta percepção atravessa toda sua pesquisa e se materializa através de formas, cores e gestos, utilizando-se de diferentes suportes que vão além de uma compreensão racional. Para a artista, sua pintura é um ritual, resultado de muitos processos internos e espirituais despertados pelos seus deslocamentos por várias regiões do Brasil. Mariana também é integrante do Nacional Trovoa, coletivo de mulheres racializadas, participantes do circuito da arte contemporânea brasileira. Seu trabalho já foi exposto em importantes instituições brasileiras como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte do Rio (MAR) e Instituto Tomie Ohtake.
Bertô (Guarulhos, 1992)
Cineasta e artista plástico, vive e trabalha em Guarulhos. Foi representado pela galeria Hoa de 2020 a 2023, onde participou de exposições coletivas e feiras em São Paulo, Londres, Paris e Bruxelas. Também realizou suas duas exposições individuais em São Paulo: "quando alguém constrói um muro logo se preocupa em passar cal" e "ouro, prata e bronze [...]". Em 2023 realizou sua primeira exposição individual internacional, “les douze petits prophètes”, que aconteceu na galeria Stems, em Paris. Em 2022 recebeu o Prêmio Especial do Júri da Competição Nacional em Cachoeira, pelo seu curta-metragem "A Morte de Lázaro". Sua pesquisa se desdobra sobre a teologia negra e africana e a partir dessa abordagem o artista busca reelaborar, esteticamente e conceitualmente, o imaginário coletivo que o ocidente construiu das passagens bíblicas, reiniciando um diálogo sobre a dimensão afro-asiática e multiétnica das escrituras.
Thomaz Rosa (São Caetano, 1989)
Inicia em 2009 sua formação em Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo - UNESP. Entre 2012 e 2013 faz uma residência de 7 meses pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto / FBAUP- Portugal. Trabalhou como assistente para artistas como Lucas Arruda, Claudio Cretti, Caetano de Almeida, Marina Rheingantz, Paulo Monteiro e Sergio Sister. Frequentou o curso de pintura e reflexão de Paulo Pasta e o curso de história da arte de Rodrigo Naves. Em 2016, participa da exposição “Oito Artistas”, na Galeria Mendes Wood DM, organizada pelos artistas Bruno Dunley e Lucas Arruda, “Circumscriptio, Compositio, Receptio Luminum”, na BFA Boatos Fine Arts, “Um desassossego”, na Galeria Estação e a coletiva “Na soleira da noite”, na Galeria Sancovski. Realiza sua primeira Individual, em 2017, chamada “Unwelt” pela BFA. Em 2019, realiza uma nova exposição na Mendes Wood DM, chamada “Fevereiro”. Em 2018, faz residência artística no PIVÔ. Em 2019, realiza sua segunda individual, e primeira exposição na Europa, em Milão, pela galeria Castiglioni, chamada “Intorno alla mia cattiva educazione”. Em 2020, realiza a individual “Imagem e Ação”, com curadoria de Claudio Cretti, na Casa de Cultura do Parque e, também, a coletiva “Entre Borda -Sons que ecoam”, no SESC Santo André, com curadoria de Paula Braga. Em 2021, expõe na Quadra a individual “Resenha”, com a curadoria de Guilherme Teixeira e Cammila Ferreira. Em 2022, Thomaz participa das coletivas “HEAT” e “Desmanchar Desfaz”, ambas na galeria Quadra.
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