Programação
Programação
Quando o museu é: acervos e futuros
Grande Hall do Instituto Tomie Ohtake
Entrada livre e gratuita mediante inscrição prévia
Ministério da Cultura, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam o seminário Quando o museu é: acervos e futuros, em parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, o laboratório internacional Mundos em transição (Centre National de la Recherche Scientifique e USP) e o Instituto Tomie Ohtake. O seminário reúne pesquisadoras/es, artistas, curadoras/es, gestoras/es e profissionais de museus para discutir as transformações pelas quais as instituições museológicas vêm passando diante de seus acervos e dos debates contemporâneos em torno de preservação, circulação, pesquisa e acesso.
A programação articula perspectivas sobre patrimônio, coleções etnográficas, arqueológicas e científicas, práticas curatoriais, gestão compartilhada e processos de criação artística. As mesas e conferências abordam as relações entre museus, territórios, comunidades e produção de conhecimento, aproximando experiências desenvolvidas no contexto amazônico e em outras instituições culturais e universitárias do país.
O encontro integra a aproximação entre o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP para pensar o museu como espaço de interlocução entre diferentes campos de saber e práticas institucionais.
Como parte do seminário, a pré-abertura da exposição Quando o museu é rio, no Instituto Tomie Ohtake, amplia a discussão sobre as relações entre arte contemporânea, coleções museológicas e práticas de pesquisa.
25.JUN | 14h
Gabriela Moulin, diretora executiva – Instituto Tomie Ohtake
Eduardo Góes Neves, diretor – Museu de Arqueologia e Etnologia
Nilson Gabas Júnior, diretor – Museu Paraense Emílio Goeldi
Stefania Capone, pesquisadora – Centre National de la Recherche Scientifique
25.JUN | 14h30
A mesa aborda as relações entre saberes tradicionais, práticas científicas e história institucional, refletindo sobre os modos pelos quais coleções e acervos foram constituídos ao longo do tempo. A partir de diferentes experiências artísticas e de pesquisa, os participantes discutem formas de transmissão de conhecimento, modos de preservação e as disputas em torno da construção das narrativas museológicas.
Nelson Sanjad – Museu Paraense Emílio Goeldi
Paula Giordano – artista
Francelino Mesquita – artista
Mediação: Vânia Leal – Centro Cultural Bienal das Amazônias
25.JUN | 15h30
Partindo das relações entre rios, mares, circulação e práticas de coleta, a mesa reúne pesquisas e produções artísticas que pensam os fluxos entre territórios humanos e não humanos. As apresentações abordam deslocamentos, oralidades, materialidades e formas de conhecimento que emergem das águas e das relações entre natureza, linguagem e memória.
Sâmia Batista – Museu Paraense Emílio Goeldi
Elaine Arruda – artista
Rafael Segatto Barboza da Silva – artista
Mediação: Sue Costa – Museu Paraense Emílio Goeldi
25.JUN | 16h30
A mesa reúne artistas que investigam as relações entre técnica, linguagem, arquivo e construção do espaço contemporâneo. Entre apropriações de repertórios industriais, experimentações materiais e deslocamentos de tecnologias e narrativas, os trabalhos apresentados refletem sobre formas de produzir e organizar conhecimento, evidenciando as tensões entre modernização, improviso, memória e transformação social.
Estúdio Flume – arquitetura
PV Dias – artista
Mari Nagem – artista
Mediação: Sabrina Fontenele – Instituto Tomie Ohtake
25.JUN | 17h30
A conferência propõe uma reflexão sobre as figuras do museu-rio, do museu-mangue e do museu-arquipélago, a partir dos processos curatoriais da exposição Um rio não existe sozinho (2025) e de seus desdobramentos para a exposição Quando o museu é rio (2026), no Instituto Tomie Ohtake. A conversa aborda práticas curatoriais, circulação de acervos e modelos institucionais atravessados por relações de troca, contaminação e coexistência.
Ana Roman – Instituto Tomie Ohtake
Sabrina Fontenele – Instituto Tomie Ohtake
Vânia Leal – Centro Cultural Bienal das Amazônias
26.JUN | 09h30
Maison du Centre National de la Recherche Scientifique, na Universidade de São Paulo
A mesa reúne pesquisadoras e artistas que investigam as relações entre produção artística, memória e acervos culturais, refletindo sobre formas de transmissão de conhecimento e sobre os modos pelos quais objetos, narrativas e práticas atravessam as instituições museológicas. As apresentações abordam experiências ligadas a coleções indígenas, práticas curatoriais e processos de criação que tensionam as fronteiras entre arte, pesquisa e patrimônio.
Carla Gibertoni Carneiro – Museu de Arqueologia e Etnologia
Erêndira Oliveira – Museu Paraense Emílio Goeldi
Igor Rodrigues – Museu Paraense Emílio Goeldi
Mediação: Lahayda Lohara Mamami Poma – Instituto Tomie Ohtake
Endereço:
Rua da Reitoria, 100 – Cidade Universitária (Butantã) — Em frente ao Banco Santander Select USP
26.JUN | 11h
Maison du Centre National de la Recherche Scientifique, na Universidade de São Paulo
A mesa propõe uma reflexão sobre restituição, repatriação e reinterpretação de coleções etnográficas e arqueológicas, discutindo os deslocamentos históricos dos acervos e os desafios contemporâneos ligados ao acesso, à circulação e à construção compartilhada de conhecimento. A partir de diferentes experiências de pesquisa e atuação institucional, os participantes abordam novas formas de relação entre museus, comunidades e patrimônios culturais.
Cristiana Barreto – Museu Paraense Emílio Goeldi/Museu de Arqueologia e Etnologia
Fabíola Silva – Museu de Arqueologia e Etnologia
Gidean Batista – Arte Aristé Cunani)
Maria Luisa Lucas – Museu de Arqueologia e Etnologia
Mediação: Sue Costa – Museu Paraense Emílio Goeldi
Endereço:
Rua da Reitoria, 100 – Cidade Universitária (Butantã) — Em frente ao Banco Santander Select USP
26.JUN | 14h30
Maison du Centre National de la Recherche Scientifique, na Universidade de São Paulo
A mesa discute experiências de gestão compartilhada e ativação de acervos a partir do diálogo entre instituições, comunidades e diferentes campos de conhecimento. As apresentações abordam práticas colaborativas de documentação, preservação, mediação e circulação, refletindo sobre os desafios contemporâneos da construção institucional e sobre formas mais horizontais de produção e acesso ao patrimônio cultural.
Ana Vilacy Galúcio – Museu Paraense Emílio Goeldi
Majoí Gongora – Museu da Língua Portuguesa
Meliam Gaspar – Museu de Arqueologia e Etnologia
Mediação: Catalina Bergues – Instituto Tomie Ohtake
Endereço:
Rua da Reitoria, 100 – Cidade Universitária (Butantã) — Em frente ao Banco Santander Select USP
26.JUN | 16h30
Maison du Centre National de la Recherche Scientifique, na Universidade de São Paulo
A mesa reúne pesquisadoras e artistas que investigam as relações entre acervos, cosmologias e territórios, propondo reflexões sobre paisagem, memória, deslocamento e pertencimento. A partir de diferentes práticas de pesquisa e criação, os participantes discutem modos de existência e produção de conhecimento que desafiam perspectivas hegemônicas sobre patrimônio, coleção e museu.
Claudia López – Museu Paraense Emílio Goeldi
Gustavo Caboco – artista
Stefania Capone – Centre National de la Recherche Scientifique
Mediação: Ariana Nuala – Instituto Tomie Ohtake
Ana Roman é geógrafa, curadora e pesquisadora. Sua prática atravessa as relações entre arte, geografia e educação. Foi curadora assistente da 34ª Bienal de São Paulo e curadora adjunta da exposição Ensaios para o Museu das Origens (2023), realizada no Instituto Tomie Ohtake e no Itaú Cultural. Entre seus projetos recentes estão a exposição A terra, o fogo, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant e a plataforma Revista Piscina, iniciativas que articulam práticas curatoriais, pensamento crítico e perspectivas interdisciplinares situadas. Sua pesquisa se dedica especialmente às relações entre território, memória, circulação e instituições culturais.
Linguista e pesquisadora titular do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde atua como curadora da Coleção Linguística, desenvolve pesquisas voltadas à documentação, à análise e ao fortalecimento de línguas indígenas, com ênfase em etnolinguística, linguística histórica e línguas da família Tupi. Sua atuação recente inclui o desenvolvimento de dicionários multimídia e projetos de revitalização linguística junto a povos originários no Brasil. Também é professora vinculada à Universidade Federal do Pará e integra iniciativas dedicadas à preservação da diversidade sociocultural e linguística.
É pesquisadora e curadora. Sua prática articula coletivos artísticos, abordando poder, impermanência e diáspora, combinando corpo e escrita. Mestra em História da Arte pela Universidade Federal da Paraíba, desenvolveu a pesquisa MATAMUSEUMATA. Foi curadora e gerente na Oficina Francisco Brennand, pesquisadora e curadora no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, assistente de curadoria de Zumví Arquivo Afro Fotográfico no Instituto Moreira Salles, coordenou o educativo do Museu Murillo La Greca e foi curadora adjunta do 38º Panorama da Arte Brasileira. Atualmente é curadora no Instituto Tomie Ohtake.
É curadora, pesquisadora e psicóloga. Formada em Artes Visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado e em Psicologia pela Universidade de São Paulo, atua como curadora no Instituto Tomie Ohtake e como psicóloga clínica. Foi vencedora do 6º Edital de Curadora OMA e recebeu uma bolsa de viagem da Getty Foundation para participação no CIMAM 2025. Realizou a curadoria de exposições como Allan Weber – Existe uma vida inteira que tu não conhece (2026, Instituto Tomie Ohtake), Ruy Ohtake – Percursos do habitar (2026, Casa-ateliê Tomie Ohtake), Eaux Souterraines: récits en confluence (2025, Frac Poitou-Charentes, França) e Em cada canto (2025, Instituto Tomie Ohtake e Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte). Participou de publicações como Arte popular: Modos de usar (2025), Chen Kong Fang (2025) e Ensaios para o Museu das Origens (2023).
Doutora em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE USP, 2009), com tese focada no desenvolvimento de ações educacionais em projetos arqueológicos na região amazônica, possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1994). Atualmente é chefe da Divisão de Curadoria responsável pela gestão das ações de salvaguarda e comunicação do MAE USP. Tem especial interesse pelas áreas de Gestão de Acervos, Educação em Museus, Educação Patrimonial e Arqueologia Pública.
Antropóloga e pesquisadora titular do Museu Paraense Emílio Goeldi, atua nos Programas de Pós-graduação em Diversidade Sociocultural, do Museu Goeldi, e em Sociologia e Antropologia, da Universidade Federal do Pará. Foi curadora da Coleção Etnográfica Curt Nimuendaju e desenvolve pesquisas colaborativas com povos indígenas na Amazônia, com foco em etnicidade, territorialidade, saberes tradicionais, agrobiodiversidade e coleções etnográficas. Seus trabalhos recentes envolvem pesquisas com os povos Mebêngôkre-Kayapó e Kaapor, investigando relações entre território, soberania alimentar e patrimônio cultural.
Historiadora, arqueóloga e pesquisadora associada do Museu Paraense Emílio Goeldi, além de professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Diversidade Sociocultural, desenvolve pesquisas sobre os universos estéticos da Amazônia pré-colonial, investigando as relações entre cerâmica, iconografia e regimes de produção estética indígena. Também se dedica ao estudo da história da arqueologia e das coleções no Brasil a partir de perspectivas decoloniais. Atua em projetos de curadoria e socialização do patrimônio arqueológico, tendo realizado curadorias de exposições e pesquisas sobre acervos etnográficos e arqueológicos amazônicos.
Arqueólogo, professor titular e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, coordena o Laboratório de Arqueologia dos Trópicos e o grupo de pesquisa Ecologia Histórica dos Neotrópicos, dedicando-se ao estudo da arqueologia amazônica e das relações entre sociedades indígenas e paisagens tropicais. Com ampla atuação acadêmica no Brasil e no exterior, desenvolve pesquisas sobre história indígena de longa duração, formação de territórios e ecologia histórica na Amazônia.
Artista visual, professora e pesquisadora, sua produção ocupa primordialmente o campo da gravura, mas em uma escala monumental. Formada inicialmente em psicologia, fundou o Atelier do Porto, além do Coletivo Aparelho, ambos em Belém. Atua no campo da arte pública, realizando projetos interdisciplinares e colaborativos. Idealizadora do Projeto Mastarel, em colaboração com o mestre João Aires e a comunidade do Porto do Sal. É doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Atualmente é professora do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará, onde ministra as disciplinas de Gravura e Meios de Reprodução da Imagem.
Arqueóloga, tecnologista em Arqueologia Amazônica do Museu Paraense Emílio Goeldi e professora do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural, no qual atua também como vice-coordenadora. desenvolve estudos sobre iconografias, tecnologias e visualidades tradicionais e patrimônio cultural, atuando em projetos de curadoria, gestão e salvaguarda de acervos arqueológicos. Integra iniciativas internacionais apoiadas pela Getty Foundation, voltadas ao diálogo entre patrimônio, arte e sustentabilidade. Tem atuado especialmente em projetos de socialização dos acervos do Museu Goeldi por meio da articulação entre arqueologia, arte e educação, desenvolvendo ações colaborativas, acessíveis e voltadas à valorização dos saberes amazônicos.
É arqueóloga, antropóloga e professora do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, onde coordena o Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Tecnologia e Território. Sua pesquisa articula arqueologia e antropologia, com foco em arqueologias etnográficas, cultura material, tecnologias indígenas e curadoria de acervos etnográficos. Desde a década de 1990, desenvolve pesquisas etnográficas e arqueológicas em colaboração com diferentes povos indígenas no Brasil, investigando as relações entre território, materialidade e produção de conhecimento.
Fundado em 2015 pelos arquitetos Christian Teshirogi e Noelia Monteiro, se destaca por sua abordagem da arquitetura como uma ferramenta de impacto social. O escritório trabalha desde a concepção até a execução da obra, com foco em projetos que geram melhores oportunidades econômicas e sociais, especialmente em comunidades rurais e afastadas dos centros urbanos no Brasil. Entre seus projetos mais notáveis estão o Centro de Referência das Quebradeiras de Babaçu (MA) e a Casa do Mel (PA), que exemplificam como a arquitetura pode dialogar com técnicas e materiais locais para promover o desenvolvimento comunitário de forma consciente e responsável. Essa abordagem social e sustentável lhes rendeu importantes reconhecimentos, como o destaque no 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake AkzoNobel, pelo Centro de Referência das Quebradeiras de Babaçu, e o prêmio internacional Call for Solutions, na Itália.
Artista e escultor, trabalha com materiais naturais, como a bucha do miriti (ou buriti), a tala da palmeira jupati, a raiz da árvore mututi, a cuia pitinga, a madeira e outros. Suas esculturas desafiam as percepções de forma e de equilíbrio, sendo, em sua maioria, em formato de móbiles.
Diretora executiva do Instituto Tomie Ohtake, tem mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua há mais de vinte anos em estratégia e conhecimento para o setor de investimento social privado, para a cultura e para organizações da sociedade civil. Com formação em comunicação, desenvolveu experiências em análise de cenário e sistematização de conhecimento, bem como em planejamento, gestão, avaliação e alinhamento com políticas públicas.
Residente de Calçoene (AP), é artesão, ceramista quilombola e designer de produtos em formação pela Universidade do Estado do Amapá. Sua trajetória profissional com o barro iniciou-se em 2018. Dedica-se à pesquisa e à produção de cerâmica de inspiração arqueológica, com foco no legado da civilização Aristé (ou Cunani). Unindo a herança ancestral – moldada a partir dos ensinamentos tradicionais do Maruanum – a metodologias contemporâneas de design e práticas de sustentabilidade, destaca-se na replicação de urnas funerárias e na salvaguarda do patrimônio cultural amapaense. É ativo também nas manifestações do batuque e do marabaixo. Sua atuação transita pela pesquisa acadêmica, economia circular e preservação da identidade amazônica.
Artista, escritor e pesquisador do povo Wapixana, sua produção atravessa artes visuais, cinema e literatura, investigando deslocamentos indígenas, memória e processos de retomada territorial. Desenvolve pesquisas em arquivos e acervos museológicos a partir de perspectivas decoloniais. Participou de exposições e projetos curatoriais, como a 34ª Bienal de São Paulo, VÉXOA: nós sabemos, na Pinacoteca de São Paulo, e o Pavilhão Hãhãwpuá, na Bienal de Veneza.
Antropólogo e arqueólogo, é pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi e professor do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural. Realiza pesquisa etnoarqueológica sobre os trançados dos povos do rio Mapuera, também conhecidos como Waiwai. Estuda coleções etnográficas musealizadas, na Amazônia brasileira e boliviana, assim como cerâmicas indígenas do Brasil central e Amazônia. Também desenvolve estudos sobre arqueologia indígena, arqueologia experimental, zooarqueologia, bioarqueologia, arqueobotânica e análise de solos arqueológicos.
Arquiteta, curadora e pesquisadora formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, atua no campo da arte contemporânea por meio de curadoria, pesquisa e escrita. Desenvolveu exposições em parceria com o Sesc SP e o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo, onde, em 2024, assinou a cocuradoria da exposição comemorativa dos 80 anos da instituição. Participou da Bienal de Design do Porto. Desenvolve pesquisas e projetos curatoriais no Instituto Moreira Salles e atua como curadora no Instituto Tomie Ohtake.
Antropóloga, pesquisadora e curadora, é doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo. Desde 2013, desenvolve pesquisas etnográficas junto ao povo Ye’kwana, na Terra Indígena Yanomami, investigando especialmente cantos, linguagem e formas de transmissão de conhecimento. Atuou na coordenação de projetos de documentação e salvaguarda da cultura Ye’kwana no âmbito do Programa de Documentação de Culturas Indígenas do Museu do Índio, em parceria com associações indígenas. Em 2022, realizou a coordenação de pesquisa e a assistência de curadoria da exposição Nhe’ẽ Porã: memória e transformação, no Museu da Língua Portuguesa, dedicada à diversidade das línguas indígenas no Brasil.
Artista interdisciplinar, investiga as transformações do meio através da tecnologia, os estados emocionais na era digital e a artificialidade das paisagens. Com uma abordagem marcadamente conceitual, Mari explora o uso de cores vibrantes, bordas bem definidas e títulos minuciosamente selecionados, propondo questões existenciais e virtuais com certa irreverência. Sua pesquisa poética debruça-se sobre os limites entre o real e o simulado no cenário contemporâneo. Mestra em Artes Visuais pela Haute École d’Art et Design de Genéve, Mari desconstrói a visualidade tecnológica e reflete sobre como a mediação digital molda profundamente nossa percepção, criando um ecossistema estético único que provoca o espectador a repensar a própria presença e subjetividade no mundo atual.
Professora de Etnologia Indígena do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, é coordenadora da área de Antropologia no Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas Antônio Kanajó e pesquisadora do Centro de Estudos Ameríndios. Foi pesquisadora e professora temporária no Musée du Quai Branly – Jacques Chirac, na Princeton University e na Université Paris Nanterre. Realiza pesquisa de campo na Amazônia desde 2010 e tem coordenado projetos de pesquisa em documentação e coleções (Unesco/MNPI, USP-Cofecub, EMKP/The British Museum). Suas pesquisas giram em torno dos seguintes temas: etnologia indígena; regimes indígenas de historicidade e história indígena de longa duração; antropologia da arte e dos museus; documentação antropológica; circulação física e digital de acervos.
É arqueóloga e pesquisadora vinculada ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE USP), onde atua na curadoria de acervos arqueológicos e etnográficos. Doutora em Arqueologia pela USP, com período de pesquisa na Leiden University, desenvolve pesquisas sobre análise cerâmica, etnoarqueologia, acervos museológicos e povos indígenas no Brasil. Foi coordenadora do Núcleo de Arqueologia e Etnologia do Museu da Amazônia e integra o Grupo de Trabalho Acervos Arqueológicos da Sociedade de Arqueologia Brasileira.
É historiador e tecnologista sênior do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde atua como curador das Coleções Documentais Históricas. É professor dos Programas de Pós-graduação em Diversidade Sociocultural, do Museu Goeldi, e em História Social, da Universidade Federal do Pará. Dedica-se à história das ciências na região amazônica, sobretudo à construção do conhecimento em uma perspectiva transnacional. Interessa-se pela circulação de naturalistas/cientistas, ideias e coleções reunidas na Amazônia, bem como pelos processos de apropriação, tradução e elisão de conhecimentos nativos.
Linguista e pesquisador titular do Museu Paraense Emílio Goeldi, dedica-se à documentação de línguas indígenas, sobretudo a língua Karo, e à construção de acervos digitais para línguas amazônicas. Foi coordenador de pesquisa e pós-graduação do Museu Goeldi (2005-2009) e seu diretor por duas gestões (2009–2013 e 2014–2018). Desde março de 2023, está novamente na direção do Museu.
Artista visual e fotógrafa paraense, sua produção transita entre fotografia documental, videoarte e pesquisa visual, investigando relações entre corpo, memória, religiosidade e território. Desenvolve projetos junto a comunidades tradicionais e a contextos culturais amazônicos, articulando imagem, afeto e experiência social. Em 2023, foi vencedora do Prêmio Portfólio FotoDoc com a série Mangueiras, dedicada à comunidade quilombola de Salvaterra, no Marajó. Seus trabalhos integram coleções no Brasil e no exterior.
É um artista amazônico, nascido no Pará e radicado no Rio de Janeiro. Estudou pintura, colagem e outras práticas artísticas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e mestre pelo mesmo programa. Ao se desdobrar sobre arquivos históricos, sua pesquisa se concentra em articular novas narrativas, fabulações críticas e rasura de histórias em um território colonizado.
É artista visual e desenvolve diferentes técnicas e linguagens, como fotografia, vídeo, instalação, escrita, experiências estéticas e rituais. Sua prática é comprometida com o mar e as vidas moldadas pelas marés, e com a busca por encontrar outras temporalidades e formas de existir. O artista desenha uma cartografia como uma forma de comunicação com marujos, marinheiros e navegantes visíveis e invisíveis.
É arquiteta, curadora e professora. Sua prática atravessa as relações entre arquitetura, arte e design. É coordenadora da Casa-ateliê Tomie Ohtake e integra a equipe de curadoria do Instituto Tomie Ohtake, onde realizou as exposições Ruy Ohtake: percursos do habitar (2026) e Um rio não existe sozinho (2025). Foi curadora da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo – Travessias (2022), diretora de cultura do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo e atua como coordenadora pedagógica e professora na Escola da Cidade. Autora de livros sobre arquitetura no centro de São Paulo, sua pesquisa se dedica especialmente à cultura contemporânea, memória e cultura visual.
Designer e pesquisadora paraense, é doutora em Design pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professora da Universidade Federal do Pará e chefe do Serviço de Comunicação do Museu Paraense Emílio Goeldi. Cofundadora da Rede Design & Opressão, atua em projetos que conectam design participativo, educação popular e práticas decoloniais junto a comunidades urbanas e rurais. Integra também o Instituto Letras que Flutuam, voltado à difusão das estéticas gráficas ribeirinhas amazônicas.
É antropóloga e pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Doutora em Etnologia pela Université Paris Nanterre, desenvolve pesquisas sobre religiões afro-americanas, patrimonialização, migração e processos de transnacionalização religiosa. Fundadora do Centre d’Études sur les Religions et les Cultures Afro-Américaines, atuou também na École des Hautes Études en Sciences Sociales e colaborou com instituições como a Unesco e o Musée du Quai Branly. Entre suas publicações de destaque está o livro A busca da África no candomblé, referência nos estudos sobre religiões afro-brasileiras e circulação transnacional de saberes e práticas culturais.
Nascida e criada entre ervas e encantados amazônicos, é atualmente coordenadora de Comunicação e Extensão do Museu Paraense Emílio Goeldi e professora do curso de Museologia e do Programa de Pós-graduação em Ciências do Patrimônio Cultural, da Universidade Federal do Pará. Atua em pesquisas sobre patrimônio natural e museus, com enfoque na crise climática, na descolonização e nas especificidades da região amazônica.
É mestra em Comunicação, Linguagem e Cultura. Atua na área de curadoria e pesquisa em Artes, tendo participado de júris de seleção e premiação e na organizações de salões. Foi curadora educacional do Projeto Arte Pará por dezessete anos e curadora de mapeamento da região Norte no Projeto Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais. É diretora artística e educacional do Centro Cultural Bienal das Amazônias. Atualmente faz parte do grupo de crítica do Centro Cultural São Paulo. Vive e trabalha em Belém.