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Programação

Toró – Programa público para as artes do corpo

Instituto Tomie Ohtake

Programa público

de 06 de outubro a 08 de dezembro de 2026

Grande Hall
Entrada livre e gratuita

Atual

Programação pública de performances

Curadoria do artista e pesquisador Renan Marcondes

O Instituto Tomie Ohtake apresenta Toró, novo programa público para as artes do corpo. A iniciativa reúne trabalhos de dança, teatro, artes visuais e música que têm o corpo como matéria central de criação.

As apresentações surgem em diálogo com o ciclo expositivo formado por Sheila Hicks – O que que é isso? e Tatiana Blass – Contrarregra, sobretudo com as questões das artes do corpo exploradas nesta última. Em sua produção, Tatiana aproxima as artes visuais da lógica teatral e investiga as relações entre corpo, gesto, objeto e espaço.

Sempre às terças e às 19h, a programação se organiza em torno do ato de fala, da abstração, da relação entre corpos e objetos e da repetição, aproximando artistas de diferentes trajetórias e linguagens.

A entrada é livre e gratuita.

Confira a programação abaixo:

Performances
Terça, 6.out

19h • O que fazemos quando falamos?

Raphael Escobar apresenta O Som da Maloka

Crítico convidado: Amilton de Azevedo

Terça, 20.out

19h • Como o corpo se comunica?

Eliana de Santana e Hernandes de Oliveira, da E² Cia. de Teatro e Dança, apresentam ou se quiseres ainda um dançarino solitário…

Crítico convidado: Tálisson Melo, curador do Instituto Tomie Ohtake

Terça, 24.nov

19h • Como existimos com as coisas?

João Paulo Lima apresenta Deffuturismo

Crítica convidada: Elisa Band

Terça, 8.dez

19h • Os gestos são inéditos ou repetidos?

Mauricio Florez apresenta Bolero

Crítica convidada: Ana Teixeira, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

Conheça os artistas
Eliana de Santana

Eliana é artista da cena, intérprete e coreógrafa. Iniciou-se no teatro em 1984, estudando e trabalhando com diretores como Antunes Filho (CPT), Antônio Abujamra (no espetáculo “A Serpente”) e Gerald Thomaz (no espetáculo “Un Glauber”). Em 1996, em parceria com Wellington Duarte estreia “Tragédia Brasileira”, seu primeiro trabalho autoral de dança, inspirado em texto homônimo de Manuel Bandeira, pesquisa que teve apoio da Bolsa Rede Stagium. Criou o solo “Das Faces do Corpo”, inspirado na obra fotográfica de Arthur Omar, pesquisa contemplada com a Bolsa Vitae de Artes. Em novembro de 2006 estreia o trabalho “Francisca da Silva de Oliveira – Chica da Silva – Um Esboço”, pesquisa contemplada com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna. Em 2008/2009, Eliana de Santana cria “… e das outras doçuras de deus”, inspirado em crônicas de Clarice Lispector. Com este espetáculo Eliana recebeu em 2011 o Prêmio APCA na categoria Intérprete Criador em Dança. Eliana de Santana é diretora e idealizadora da E² Cia de Teatro e Dança, cujos trabalhos de caráter investigativo abordam questões como a do sujeito anônimo e são inspirados em temas da literatura brasileira e das artes visuais. A Cia. foi várias vezes contemplada com o Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo criando trabalhos cênicos onde Eliana atuou como intérprete e diretora. Entre eles “Baleia”, “A Emparedada da Rua Nova”, “Agnes&Alice”, “Blue”, “Afro Margin”, “Lost in Spaceshit”, “Música para Ver”, “Tudo que é imaginário existe e é e tem – uma dança para Estamira” e “Preto Abstrato”. Em 2024 a Cia apresentou o trabalho “Ruído Vermelho” com 12 intérpretes em cena e direção de Eliana de Santana.

João Paulo Lima

João Paulo de Oliveira Lima é artista da dança, performer, escritor, pesquisador e consultor em acessibilidade cultural. Doutor em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestre em Literatura Comparada e graduado em Letras–Espanhol pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Técnico em Dança Contemporânea (CE). Artista e ativista DEF. Projeta pesquisas e criações sobre deficiência, corpo, memória, desejo, escrita aleijada, DEFcentralidade e DEFfuturismo, articulando produção artística, investigação acadêmica e ativismo.

Mauricio Flórez

Mauricio é dançarino, coreógrafo e preparador corporal. Nasceu na Colômbia e vive no Brasil desde 2012. É formado em Dança e Pedagogia pela Universidade de Antioquia, em Medellín. Desde 2015, integra o núcleo artístico Key Zetta e Cia. Desenvolve pesquisas que aproximam a dança, a botânica e a divulgação científica, investigando as relações entre corpo humano e corpo vegetal e os processos de metamorfose do corpo através da dança, a partir das relações entre memória, imaginação e movimento. É aprendiz na Comunidade Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida, onde participa do grupo de tradução de textos do português para o espanhol. Como artista independente, criou as obras Memórias Para se Transformar em Flor (2024), indicada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Interpretação, UM (2017) e Bolero (2015).

Raphael Escobar

Raphael Escobar (São Paulo, Brasil, 1987) é bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e mestrando em poéticas visuais pela UNICAMP.

Desenvolveu projetos em instituições como o Fundación Maria José Jove (ESP), The Fowler Museum (EUA), Instituto Inhotim (MG, Brasil), Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP, Museu de Arte do Rio – MAR, SESC 24 de Maio, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte de São Paulo – MASP, entre outras.

Participou de exposições como a XXIII Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia, 2023), no Museo de Arte Contemporáneo de Santa Cruz; 13ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, Brasil, 2022); Contramemória, no Theatro Municipal de São Paulo (2021); 36º Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2019); Quem não Luta tá Morto, no Museu de Arte do Rio (2018); São Paulo não é uma cidade: invenções do centro, no SESC 24 de Maio (2017); Dura lex sed lex, na BienalSur, no Centro Cultural Parque de España (Rosário, Argentina, 2017); e a X Bienal de Arquitetura de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo (2013).

Possui trabalhos em coleções como Museu de Arte de São Paulo (MASP) Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e a Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília, entre outras.

Horários

Endereço

Rua Coropés, 88
Pinheiros, São Paulo

800 m da estação Faria Lima do
Metrô (Linha 4-Amarela)

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