VIVÊNCIA: conexões madeira-tamanduateí — transfluir pensares
Programa público
SEXTA, 14H—17H
ATIVIDADE PRESENCIAL
ENTRADA GRATUITA
Passada
Com o artista visual Gabriel Bicho e a historiadora da arte Gabriela Paiva
A atividade proposta tece relações entre o Rio Tamanduateí (São Paulo) e o Rio Madeira (Rondônia e Amazonas), transformando rios em linhas de conexões entre norte e sudeste.
Concebida pelo artista visual Gabriel Bicho e pela historiadora da arte Gabriela Paiva, o público é convidado a refletir sobre os corpos d’água como condutores de significados.
*A participação é livre e sem necessidade de inscrição prévia.
A vivência se divide em dois momentos:
Na primeira parte (1H), a historiadora expõe um trabalho colaborativo realizado em Dallas, Texas, em 2022, moldado em torno de quatro eixos conceituais – os rios e seu papel cultural, os rios em constante reconfiguração, os rios como atores políticos e os rios como encontros de múltiplas temporalidades; o artista expõe parte de sua produção dos últimos anos tendo o rio madeira (rio dos troncos e galhos) como figura central de ativações em arte.
Na segunda parte (1H), o público é convidado a criar redes de conexões, produzindo cartazes que mobilizam memórias, sonhos, afetos, saberes e experiências sobre rios por meio de desenhos e escritos; a atividade é concluída com os grupos apresentando os cartazes produzidos coletivamente para todas as pessoas presentes no encontro.
Artista e curador, amazônida brasileiro nascido em porto velho-ro, centro do mundo; filho de circe estefany e beato do rio cuyari, desde moleque vivendo a rua abacateiro entre idas-vindas; apelidado pelos wauja do alto xingu de apapaatai; faz arte junto com a vida, caminhando e ouvindo, ponderando sobre futuros possíveis na amazônia legal; herdeiro das epistemes da identidade bera; seu trabalho integra coleções internacionais como museu reina sofía e acervo beverly mitchell, e nacionais como museu de arte do rio, museu nacional de belas artes, museu indígena ulupuwene e museu de artes plásticas de anápolis; suas individuais já ocuparam galerias, salas, ruas, centros culturais e museus por todo o país; premiado no 40° arte pará categoria fomento e no farofa – festival de fotografia; participou da 1ª bienal das amazônias e da 57ª bienal de veneza, com o projeto research pavilion: the digital aesthetic in utopia of access; assinou curadorias de individuais e coletivas como foto única – festival photofluxo [rs] e ocupação artística jardim experimental [sc]; atualmente coordena os projetos muluca e imagem sensível de memórias possíveis.
CRÉDITO Demi Brasil
Doutoranda em História da Arte pela Southern Methodist University (Dallas, Texas). Sua pesquisa de doutorado examina as respostas críticas de artistas nos anos 1970 e 1980 à devastação da Floresta Amazônica, investigando as relações entre arte e ecologia. É mestre em História da Arte (Unicamp, 2017). Possui bacharelado e licenciatura em História com ênfase em História da Arte (Unicamp, 2013). Foi pesquisadora-visitante no Kunsthistorisches Institut in Florenz (Florença, 2016). Foi research fellow no projeto “The Amazon Basin as Connecting Borderland” (2023-2024), uma parceria entre a Getty Foundation, a Universidad San Francisco de Quito (USFQ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidad de los Andes (Uniandes, Bogotá). Foi research fellow no projeto “Bridging the Sacred: Spiritual Streams in Twentieth-Century Latin American and Caribbean Art, 1920-1970”, Instituto Cisneros, MoMA (2023-2024). Foi curadora de “Aquatic Channels: Waterways, Water Resources, Fluvial Imagination” (Hawn Gallery e Pollock Gallery, Dallas, Texas, 29.10 de 2022 – 19.02 de 2023). Foi co-curadora de “Tender Objects: Emotion and Sensation after Minimalism” (The Warehouse, Dallas, Texas, 21.01 – 28.05 de 2022)