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Programação

Viva Viva Escola Viva

Instituto Tomie Ohtake

Exposição

de 10 de junho a 09 de agosto de 2026

ENTRADA GRATUITA
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

Futura

Viva Viva Escola Viva

Curadoria de Cristine Takuá, em colaboração com os coordenadores das Escolas Vivas

O Instituto Tomie Ohtake apresenta, em parceria com a Associação Selvagem, a a exposição Viva Viva Escola Viva. A mostra reúne produções coletivas de pinturas, cantos, medicinas, artesanatos e desenhos indígenas, resultado de oficinas e residências artísticas promovidas pelo movimento Escolas Vivas, um dos projetos da Associação Selvagem.

Além das obras já desenvolvidas nos territórios indígenas, a exposição contará com a criação coletiva de trabalhos realizados no próprio instituto por coordenadores e artistas das escolas, bem como registros audiovisuais de oficinas realizadas ao longo dos últimos anos.

Viva Viva Escola Viva é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a Associação Selvagem. A mostra conta com o apoio do mantenedor institucional Nubank e com o patrocínio do Aché Laboratórios Farmacêuticos, na cota Prata.

Sobre as Escolas Vivas

O movimento Escolas Vivas é uma iniciativa de apoio a projetos indígenas voltados ao fortalecimento e à transmissão de memórias e saberes tradicionais. Atualmente, reúne cinco escolas situadas nos territórios de seus respectivos povos:

Escola Viva Maxakali (Aldeia Escola Floresta)

Escola Viva Guarani Mbya (Arandu Porã)

Escola Viva Baniwa (Madzerokai)

Escola Viva Huni Kuin (Shubu Hiwea)

Escola Viva Tukano-Dessano-Tuyuka (Bahserikowi Medicina Indígena).

O programa também prevê a manutenção financeira das escolas, com repasse de recursos e ações de captação.

Antes de chegar ao Instituto Tomie Ohtake, a primeira exposição das Escolas Vivas foi apresentada na Casa França Brasil, no Rio de Janeiro, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. As obras presentes na exposição atual foram produzidas no âmbito de oficinas nos territórios das Escolas Vivas e também na residência Casa Escola Viva, realizada em outubro de 2025 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, reunindo dez artistas indígenas em um processo de criação e troca de saberes.

Conheça os artistas
Ayani Huni Kuin

Ayani Huni Kuin, nascida em 1988 na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão, é artista e mãe. Atua em diferentes linguagens artísticas, como pintura, desenho, tecelagem e trabalhos com miçanga. Aprendeu esses saberes ainda na infância com sua mãe e, atualmente, também transmite o fazer artístico aos seus filhos.

Desenvolve suas obras na Aldeia Coração da Floresta – Escola Viva Huni Kuin, além de realizar parcerias com artistas de outras comunidades do território do Jordão.

Carlos Papá

Carlos Papá Mirim Poty, nascido em São Paulo em 1970, pertence ao povo Guarani Mbya. Guardião das palavras sagradas Guarani, dedica-se à valorização da Nhe’ëry, a Mata Atlântica, transmitindo os conhecimentos e a memória ancestral de seu povo por meio da Ayvu Porã, as boas e belas palavras.

Reconhecido como o primeiro cineasta indígena Guarani Mbya, atua há mais de duas décadas no fortalecimento da cultura indígena através da produção de documentários, filmes, oficinas culturais e formação de jovens. É coordenador da Escola Viva Guarani, fundador do Instituto Maracá e participante de importantes projetos culturais indígenas no Brasil.

Participou de exposições e mostras em instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, durante a 34ª Bienal de São Paulo, além de integrar festivais e debates sobre cinema e culturas indígenas.

Atualmente, vive na Terra Indígena Rio Silveira, onde também atua como liderança espiritual e conhecedor das plantas medicinais.

Frank Baniwa

Frank Bitencourt Fontes, da etnia Baniwa e do clã Waliperidakenai, nasceu em 12 de novembro de 1991, na comunidade de Assunção do Içana. Filho de agricultores e artesãos, desenvolveu desde cedo o talento para o desenho e a pintura, inspirado pelos conhecimentos tradicionais de sua comunidade.

Ainda na escola, registrava em desenhos pesquisas sobre lugares sagrados, plantas medicinais, instrumentos musicais, cantos e roças tradicionais. Também produziu pinturas para eventos religiosos da comunidade, como representações de Nossa Senhora da Amazônia e Nossa Senhora da Natureza.

A convite de Francy Baniwa, ilustrou o livro Umbigo do Mundo com 75 obras e criou 30 aquarelas para sua tese de doutorado, retratando as donas de roças, trabalhos femininos e constelações ligadas ao ciclo de vida indígena. As 75 aquarelas foram adquiridas pelo Instituto Inhotim.

Isabelinha Maxakali

Isabelinha Maxakali, nascida em 1980 em Água Boa, na Terra Indígena Maxakali, é artista e mãe de yãmïyxop, os povos-espírito da Mata Atlântica. Vive e trabalha na comunidade Aldeia-Escola-Floresta, onde atua na organização de rituais de cura ao lado de anciãs e pajés, contribuindo para o fortalecimento cultural de seu povo.

Reconhecida como mestra-artesã, desenvolve adornos e artefatos com fibra de embaúba e miçangas. Nos últimos anos, também ampliou sua pesquisa artística para linguagens como desenho, pintura, aquarela e esculturas têxteis.

Ivan Tukano

Nascido em São Gabriel da Cachoeira, o artista do povo Tukano desenvolve sua obra a partir da visão de mundo Tukano, na qual a realidade não é única e existem múltiplas dimensões que coexistem com o mundo visível.

Sua produção visual e sonora é entendida como um registro direto dessas outras dimensões, funcionando como mapas que tornam perceptíveis aspectos espirituais e cosmológicos de sua cultura, não como metáforas, mas como formas de observação e documentação do real.

Atualmente, é um dos coordenadores do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, em Manaus, onde atua na valorização dos saberes indígenas, da cura tradicional e da continuidade dessas práticas culturais.

Larissa Baniwa

Larissa Bitencourt Fontes, nascida na comunidade Assunção do Rio Içana, na Terra Indígena Alto Rio Negro, pertence ao povo Medzeniako, também conhecido como Baniwa. Jovem liderança de 19 anos, integra uma linhagem marcada por importantes conhecedores de seu povo e tem sua trajetória profundamente ligada à sua família e aos saberes tradicionais.

Atua como jovem liderança comunitária e participa de representações em eventos institucionais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, envolvendo temas como educação, saúde, sustentabilidade, território e protagonismo juvenil. Também participa de conselhos escolares e de iniciativas culturais e formativas em sua comunidade.

Integra a Escola Viva Madzerokai – Casa dos Conhecimentos Ancestrais, além de atuar como musicista, tocando violão e flauta transversal. Sua formação e inspiração vêm especialmente de sua família, considerada por ela sua principal base de conhecimento e aprendizado na comunidade.

Mamei Maxakali

Mamei Maxakali, nascido em 1980 em Água Boa, na Terra Indígena Maxakali, é pajé, artista e professor do povo Maxakali. Vive e trabalha na comunidade Aldeia-Escola-Floresta, onde atua no cuidado de um dos kuxex (casa de ritual) e no fortalecimento dos conhecimentos tradicionais.

Participa do projeto de reflorestamento Hãmhi Terra Viva e se dedica à luta pela ampliação do território de seu povo. Também atua na realização de rituais de iniciação e cura com os yãmïyxop, povos-espírito da Mata Atlântica.

Nos últimos anos, vem ampliando suas práticas artísticas para além dos cantos e pinturas corporais, produzindo também telas e desenhos.

Rua Yube Huni Kuï

Rua Yube Huni Kuin, nascido em 1976 na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão, é artista, professor e pai de nove filhos do povo Huni Kuin. Atua na Aldeia Coração da Floresta, onde desenvolve trabalhos com desenho, pintura em tela e pintura corporal com jenipapo, além de participar de cantos em cerimônias tradicionais.

Como educador, leciona para crianças na escola da aldeia, ensinando história, música e cultura tradicional na língua hatxa kuin. Também acompanha o pajé Dua Buse em atividades ligadas às plantas medicinais e à formação de jovens em seu território.

Thaís Desana

Pesquisadora e artista indígena do povo Desana, originária da região de São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro. É fundadora do Coletivo de Indígenas LGBTQIA+ do Amazonas – Miriã Mahsã.

Sua atuação envolve pesquisa e produção artística que aborda as expressões de sexualidade e gênero nos corpos indígenas, utilizando o desenho, a pintura e a fotografia como instrumentos para refletir sobre corpos, cosmologias e afetos dentro de sua cultura.

Conheça a curadora
Cristine Takuá

Cristine Takuá é coordenadora do projeto Escolas Vivas, pensadora, parteira e educadora indígena Maxakali.

Formada em Filosofia pela Unesp, foi professora por doze anos na Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’. Atualmente coordena Escolas Vivas e integra a Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida.

Cristine é representante do NEI (Núcleo de Educação Indígena) dentro da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, membro fundadora do FAPISP (Fórum de articulação dos professores indígenas do Estado de São Paulo) e faz parte do Instituto Maracá, que está fazendo a gestão compartilhada do Museu das Culturas Indígenas em São Paulo.

Vive na Terra Indígena Ribeirão Silveira, localizada na divisa dos municípios de Bertioga e São Sebastião. 

Mantenedor Institucional

Cota Prata

Acesso Tomie

Realização

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