Programação
Programação
Impressionadas: roda de conversa em torno do jardim Viva Viva
16H — 18H
MEZANINO DO INSTITUTO TOMIE OHTAKE
ENTRADA GRATUITA
Com Anna Dantes, Emanuele Coccia e Luiz Zerbini
Como as plantas podem ser professoras e transformar a nossa maneira de pensar o mundo? E o que a arte pode revelar sobre as formas de inteligência presentes na vida vegetal?
Em uma conversa inédita, o artista Luiz Zerbini, o filósofo Emanuele Coccia e a editora Anna Dantes, partem da confluência das exposições Estrelas escolhidas e Viva Viva Escola Viva para discutir as relações entre arte, metamorfose, natureza e pensamento contemporâneo. Autor de A vida das plantas, Metamorfose e Filosofia da casa, entre outros livros, Emanuele Coccia tornou-se uma das principais referências para pensar o mundo vegetal como uma forma de existência que não apenas habita o ambiente, mas o produz.
Em diálogo com a poética de Zerbini, a conversa convida o público a refletir sobre novas maneiras de perceber o vivo, deslocando a natureza da condição de objeto para reconhecê-la como parceira de conhecimento e imaginação.
Anna Dantes criou a Dantes Editora em 1994 e, desde 2018, é diretora e cofundadora da Associação Selvagem. Seu trabalho estende sua experiência de edição e publicação para outros formatos além de livros – que se transformam em ciclos de estudos, exposições, encontros, jardins e muito mais. Realizou junto com o povo Huni Kuï, no Acre, o projeto Una Shubu Hiwea, o Livro Escola Viva, que se desdobrou no movimento Escolas Vivas, para o apoio ao fortalecimento e à transmissão de saberes indígenas. Anna escreveu e dirigiu as Flechas Selvagem, série em sete episódios que projeta a Selvagem para a linguagem audiovisual, entre outros trabalhos.
Emanuele Coccia nasceu em Fermo, na Itália, em 1976. Estudou no Instituto Técnico Agrário Garibaldi, em Macerata, razão pela qual manteve seu olhar dirigido às plantas durante seus altos estudos em filosofia e transitou por importantes centros acadêmicos em Florença, Berlim, Freiburg e Nova York, sendo atualmente professor titular de filosofia na École des Hautes Études en Sciences Sociales/EHESS em Paris (França). É autor de “The Life of Forms: Theory of the Re-enchantment” (com Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci) e “II continente ignoto: Filosofia dell’amore moderno”. No Brasil, foram lançados “Filosofia da casa – O espaço doméstico e a felicidade” (2024), “Amazônia sensível” (2023), “Metamorfoses” (2020), “O semeador – Da natureza contemporânea” (2022), “A vida das plantas” (2018) e “A vida sensível” (2010).
Luiz Zerbini nasceu em São Paulo, em 1959. Iniciou sua atividade artística no final dos anos 1970. Expoente da chamada Geração 80, é conhecido por fazer pinturas em grande escala, de colorido exuberante, em geral figurativas e com incursões no abstracionismo geométrico. As composições do artista incluem a paisagem e as formas da natureza. Sua obra transita entre a pintura, a escultura, a instalação, a fotografia, a monotipia, e a produção de textos e vídeos. Zerbini integra, ainda, o grupo Chelpa Ferro.
O artista é representado pelas galerias Fortes D’Aloia & Gabriel (Brasil) e Sikkema Jenkins & Co (Nova York). Seus trabalhos estão em instituições como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), em São Paulo, Brasil; Instituto Inhotim, em Brumadinho, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, em São Paulo, Brasil; Christen Sveaas Museum/Kistefos-Museet, na Noruega; Fondazione Sandretto Re Rebaudengo, na Itália; e Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, na França.