Programação
Programação
Quando o museu é rio
ENTRADA GRATUITA
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
Curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson Sanjad, Sâmia Batista e Sue Costa.
Ministério da Cultura, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, a exposição Quando o museu é rio.
A mostra coletiva parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho, realizado em 2025 no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém, e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia.
A exposição reúne artistas convidados e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos do Museu Goeldi em uma proposta que articula arte contemporânea, ciência e saberes ancestrais. Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa.
Entre os conjuntos apresentados, estão materiais ligados ao Acervo Didático Emília Snethlage, utilizado em ações educativas do museu; pesquisas arqueológicas sobre pinturas rupestres amazônicas; o projeto Replicando o Passado, desenvolvido com ceramistas do Pará e do Amapá; estudos sobre a descoberta de fósseis de preguiças-gigantes na Amazônia; além de projetos científicos e ambientais como o Esecaflor, dedicado à investigação dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Floresta Amazônica. A mostra também destaca a atuação histórica do Museu Goeldi junto a povos indígenas amazônicos e as discussões contemporâneas em torno da classificação e reorganização de acervos etnográficos e biológicos.
Quando o museu é rio é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. A mostra conta com o patrocínio do Nubank, mantenedor institucional do Instituto Tomie Ohtake, e do Aché Laboratórios Farmacêuticos, na cota Prata.
Nelson Sanjad dedica-se à história social das ciências na região amazônica. É tecnologista sênior do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e professor dos programas de pós-graduação em Diversidade Sociocultural, no MPEG, e em História, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Seu projeto de pesquisa atual aborda a construção do conhecimento científico sobre a Amazônia a partir de uma perspectiva transnacional. Interessa-se pela circulação de naturalistas/cientistas, ideias e coleções reunidas na Amazônia, bem como pelos processos de apropriação, de tradução e de elisão do saber indígena.
Designer e pesquisadora paraense, é doutora em Design pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e chefe do Serviço de Comunicação do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Cofundadora da Rede Design & Opressão, atua em projetos que conectam design participativo, educação popular e práticas decoloniais junto a comunidades urbanas e rurais. Integra também o Instituto Letras que Flutuam, voltado à difusão das estéticas gráficas ribeirinhas amazônicas.
Nascida e criada entre ervas e encantados amazônicos, é atualmente coordenadora de Comunicação e Extensão do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e professora no curso de Museologia e na pós-graduação em Ciências do Patrimônio Cultural da Universidade Federal do Pará (UFPA),. Atua em pesquisas sobre patrimônio natural e museus, com enfoque na crise climática, na descolonização e nas especificidades da região amazônica.