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Pierre Verger – Percursos e Memórias
MATERIAL EDUCATIVO
Essa publicação investiga o que nos contam os textos e os rastros das viagens de Pierre Verger
13 de agosto de 2021
publicaçãoEssa publicação investiga o que nos contam os textos e os rastros das viagens de Pierre Verger
Nicholas Nixon: Coleções Fundación MAPFRE
MATERIAL EDUCATIVO
Essa publicação educativa explora os mergulhos na intimidade, nos afetos e na fragilidade humana do fotógrafo Nicholas Nixon
22 de janeiro de 2021
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Territórios em diálogo: aprender em trânsito
TOMIE EDUCAÇÃO #2
27 de março de 2026Desde sua fundação, em 2001, o Instituto Tomie Ohtake se questiona sobre o impacto da presença de uma instituição cultural em outros espaços, e essa reflexão impulsionou a realização de mais de 130 exposições fora de sua sede, no Brasil e no exterior. Em paralelo, a disseminação de programas educativos em diversos territórios tem sido fundamental para o intercâmbio de saberes, permitindo que o Instituto mantenha uma relação dinâmica com o seu tempo e o seu entorno.
Ao longo de 25 anos, experimentamos uma grande quantidade de projetos, em formatos variados – de oficinas de técnicas artísticas a brincadeiras, contações de histórias e até parkour para idosos. Dois pontos de contato entre essas experiências são o respeito ao território cultural de cada indivíduo e a compreensão de que esse respeito se amplia à medida que os territórios são conhecidos. Por isso, sempre foi central desenvolver ações educativas capazes de ampliar o acesso a atividades culturais de qualidade, especialmente para pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Entre essas iniciativas está o projeto Ouvir para Ver a Cidade, criado em 2015, que promovia derivas urbanas voltadas a pessoas com e sem deficiência visual. Tendo a audição como sentido orientador, as caminhadas incluíam audiodescrição, depoimentos de moradores e frequentadores, músicas, leituras e outros estímulos capazes de produzir experiências pessoais e coletivas de escuta e deslocamento pela cidade.
Em 2016, refletindo sobre a circulação como forma de compreender e intervir nas dinâmicas urbanas, foi criado o projeto Entre, em parceria com educadores do Museu da Casa Brasileira e da ETEC Guaracy Silveira. A proposta se baseou em derivas na região da Avenida Faria Lima, com a participação de estudantes do curso de Design de Móveis da ETEC que, no final do processo, criaram o mobiliário provisoriamente instalado no Largo da Batata – ponto de encontro entre os dois lados da avenida que, naquela época, conectava o Instituto Tomie Ohtake e o Museu da Casa Brasileira
No ano seguinte surgiu o Expresso Acesso, dedicado, entre outras questões, a refletir sobre o impacto da mobilidade urbana no acesso à cultura. O projeto conectou o território do Canindé – onde o Instituto já realizava ações educativas – a outros equipamentos culturais da cidade. Assim, durante alguns meses nos anos de 2017 e 2019, uma linha gratuita de ônibus circulou aos finais de semana ligando o bairro a espaços como a Pinacoteca de São Paulo, o Parque Ibirapuera e o próprio Instituto Tomie Ohtake.
Os legados desses projetos, que pensam a circulação como forma de aprendizagem, permanecem nas ações do Instituto: seguimos criando territórios compartilhados de saberes e fazeres em diversos lugares. São exemplos recentes as experiências em Salvador (BA) e Ouro Preto (MG). A exposição Sonia Gomes – Barroco, mesmo foi apresentada nessas cidades, junto com uma pulsante programação educativa, antes de chegar à sede do Instituto em São Paulo, sendo nutrida pelos repertórios mobilizados ao longo dessa itinerância. Ao visitar outros espaços, a instituição não apenas leva suas programações para esses territórios culturais: ela também se transforma, incorporando as experiências, escutas e encontros que emergem nesses percursos.
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Quer saber mais sobre a exposição Sonia Gomes – Barroco, mesmo e as programações das itinerâncias? Acesse a página da mostra no site do Instituto Tomie Ohtake.